O que parece um fim, às vezes pode se mostrar um começo.

Adoro o poder que uma música tem de nos remeter à algum momento da nossa vida.

E foi justamente isso que aconteceu hoje de manhã quando eu estava no táxi indo do aeroporto para o Hotel aqui em São Paulo.

A cidade me recebeu com um dia lindo de sol…

…e o trânsito engarrafado.

E foi dentro do táxi parado, perdida em meus pensamentos, que ao escutar uma música no rádio, lembrei de uma cena parecida com essa, que vivi há exatos 3 anos e 1 mês.

No final do semestre da pós, fui passar um mês de férias em Floripa. Na ida pro aeroporto, dentro do táxi, lembro de estar chorando muito porque tinha brigado com o Marco e não sabia o que seria da gente com a minha volta. Naquela hora, me doía muito a ideia do fim. Mas mal sabia eu que o que parecia ser um fim, na verdade era apenas um começo. Talvez realmente fosse o fim de antigos valores, de uma das minhas personas e o começo de um longo aprendizado, que resultou num amadurecimento e que me trouxe até aqui.

Foto do dia em que estava de mudança pra São Paulo.

Foto no meu flat em São Paulo.

Nas férias, engravidei do João Pedro e nunca mais voltei a morar em São Paulo.

Primeiro ultrassom.

Num mesmo momento, a vida me fez encontrar dois grandes amores. O Marco, que até então era meu namorado, fez-se, e tenho que certeza que foi uma escolha e não apenas uma consequência da minha gravidez, meu grande companheiro.

Foto do meu último dia em Floripa antes de ir pra São Paulo.

E o João Pedro, que é fruto desse nosso encontro, resultado maravilhoso e que nos traz amor e felicidade todos os dias.

Depois que não voltei mais a morar aqui, aonde já tinha apartamento alugado, estágio  e a minha pós esperando eu voltar, já vim duas vezes pra cá, já com o meu João Pedro junto. Aliás, ele adora São Paulo. Vive dizendo que quer ir de avião pra “Sunpaulo”..

E hoje cá estou eu, sozinha, sentada num táxi, da mesma forma que naquele final de junho em 2009, quando estava muito triste, dessa vez muito feliz. Completa, na busca de me redescobrir como Juliana, feliz, saudosa por ter deixado meus amores mas tranquila por saber que mesmo longe, eles estão aqui dentro do meu coração. Tranquila porque sei que apesar de estar aqui, eles estarão lá quando eu voltar, com mais bagagem emocional e cheia de novidades pra contar.

Desde que toda essa mudança aconteceu na minha vida, tenho pra mim que nem sempre tudo o que parece é. O que parecia um momento ruim, lá em 2009, até mesmo quando me descobri grávida, na verdade era o encerramento de um ciclo e o início de outro. Falamos muito sobre isso lá no nosso grupo das Lobas. Sobre saber deixar morrer o que tem que morrer. A dança da vida-morte-vida. Só há espaço pra entrar algo novo, quando deixamos o que tem que morrer, se ir. Ainda na gravidez ainda não percebia isso claramente mas me abri à mudanças e por conta dessa minha busca, hoje estou aqui, mais feliz e mais madura, percebendo que realmente nada é por acaso.

E daqui a 2 meses, finalmente vamos nos unir oficialmente, eu e aquele que me fez chorar um dia. Vamos agradecer à Deus pelo nosso amor, que talvez tenha ganhado um empurrão da vida, que nos mandou um filho quando não esperávamos, mas que assim como eu, escolheu amadurecer, encarar formar uma família e construir uma relação madura.

Agora vou curtir São Paulo. Depois eu volto. Bom final de semana.

beijo beijo

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4 respostas em “O que parece um fim, às vezes pode se mostrar um começo.

  1. Ju, definitivamente você é uma mulher feita de brisas…
    Te conheci num dia e no outro já sentia sua falta, do seu riso consciente, da sua mente sagaz, da doçura com que pensa sobre tudo.

    Sim, ás vezes a gente morre um pouco com algumas coisas. Mas só assim é que podemos ter espaço livre suficiente na vida pra que coisas melhores possam nascer, crescer, tomar conta, evoluir.

    Que mais ciclos possam ascender! Se reencontrar mais evoluída, madura, feliz, serena, realizada, a cada dia, e com um sorriso ainda maior!

  2. Pingback: Por Juliana Baron: por uma vida desequilibrada | Delicinhas de Pera

  3. Pingback: Casa Tpm 2013, eu vou! | Blog "Psicologando"

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