Re-fazenda-me: um bem à alma!

Tive um problema no computador e só consegui resolver agora. Mas ainda é tempo de compartilhar o que eu escrevi com vocês…

Não é que eu seja definitivamente avessa ao carnaval, é que eu não muito fã da intenção em si. Bagunça, música alta, movimentos soltos, suor em excesso, cheiro de bebidas misturadas, descompromisso, descontrole, nunca fizeram muito parte da minha essência. Que dirá permanecer quatro dias envolvida em tudo isso ao mesmo tempo. Então que como já aconteceu no ano passado e em anos anteriores, uma amigona me salvou de ter que suportar o agito que se arma entorno da minha casa de praia e nos convidou para passar o feriado na sua fazenda. Bem longe de tudo, à uma hora do asfalto, há quilômetros de distância de qualquer sinal de internet, onde o verde corre a se perder de vista e onde literalmente se acorda com o canto do galo e o mugido das vacas. Mesmo também não sendo lá muito adepta do mato e dos insetos que o habitam, esse convite sempre me soa como um break do mundo exigente em que vivemos.

Já fui pra lá depois de uma desilusão amorosa, já fui solteira da silva, já fui junto com o marido na semana em que descobrimos minha gravidez, no ano passado fomos sem o João e dessa vez vamos levando ele a tiracolo. Mal podemos esperar pra vibrar junto com nosso filhote a cada vaca, cavalo, ovelha e outros tantos animais que veremos durante os quatro dias. Acho que todos que estão indo também estão na expectativa de presenciar a felicidade nos olhos do João Pedro, já que há mais de ano ele pede pra ir pra “fazenda da tia Fê”.

Suspiro ao lembrar da leveza que sinto quando estou lá. Aquele silêncio confortante, que no meio da tarde, quando a maioria tira aquele cochilo depois do almoço farto servido numa mesa corrida que cabe quase o mundo todo, só é quebrado com o grito de algum pássaro, os sons advindos dos animais que moram ao redor da casa e o ruído dos nossos próprios pensamentos.

Re-fazenda-me. Pensei nesse termo no ano passado quando voltamos de lá, depois de passar o feriado de carnaval sem filho, mas com amigos, muita comida e muita bebida. Na minha terapia em grupo trabalhamos um conto que trata justamente dessa necessidade de vez em quando nos permitirmos esses momentos de recarga total (post aqui). Como é bom termos a chance de nos conectarmos com as coisas simples da vida e darmos à elas o seu valor real e verdadeiro. Acordar, tomar café, jogar conversa fora, caminhar, preparar um almoço em conjunto, comer, beber, dormir, conversar e comer e beber e dormir. Atividades que são sufocadas no acelerado cotidiano que repetimos todos os dias, mas que nesses eventos tem a chance de demonstrar a sua importância.

Enfim, a escola “Unidos da Coxilha Rica” desfilará na avenida da vida a partir de sábado (alguns já foram) e só volta a dar as caras semana que vem.

Estava escrevendo um texto sobre a adaptação do João na Escola e sobre adaptações num modo geral, mas por conta do retorno à rotina, o início do meu personal às 6 da matina e o recomeço do trabalho à tarde, não consegui inspiração suficiente pra termina-lo essa semana. Quem sabe hoje à noite, eu consiga dedilhar alguma coisa além dos meus músculos doloridos. Quem sabe…

Desejo um excelente feriado pra todas vocês. Quarta que vem volto pras Lobas, quinta começa minhas aulas e logo logo meu novo blog entra no ar.

2013 já esta no seu segundo mês e as novidades não param de chegar. Cada dia aprendo mais e acumulo mais e mais ideias pra um dia compartilhar com vocês. A pedido de uma querida leitora, não me desculpo mais pela falta de tempo, já que uma das minhas principais características e que pelo visto agrada muito vocês, é a de justamente ser uma mulher normal, cheia de compromissos e devaneios. Mas eu mesma quero muito me dedicar mais ao blog e sei que assim que minha nova rotina entrar nos eixos, conseguirei alcançar essa meta!!!!

Até semana que vem!

beijos

Deixo pra vocês mais algumas fotos que tirei durante minhas quatro estadias lá…

1 (2)10 9 8 (3) 8 (2) 7 5 317 16 14 13 13 (3)20 1844 40 40 (2) 39 25 22 22 (2)49f e
c b a 60

Ter sucesso não tem segredo…

…é preciso fazer o que se gosta ou aprender a gostar do que se faz. Sempre embasado em muita determinação e vontade de aprender cada vez mais.

E eu me agarro nesse texto abaixo, tão conhecido mas sempre tão inspirador, para começar a me programar mentalmente para o novo desafio da minha vida: começar uma nova faculdade.

Apesar de todos os facilitadores que me acompanharão nessa caminhada, como uma pessoa que cuida do meu filho, ausência de problemas financeiros, flexibilidade no horário de trabalho, um marido companheiro, maior maturidade, sei que encontrarei diversos obstáculos nos próximos cinco anos.

No meu processo de coaching no ano passado, tive como uma das tarefas de casa, refletir bastante sobre esse meu sonho que transformei em meta. Precisei pensar e analisar todos os lados dessa minha decisão e concluí que o que irá pesar mais será o tempo que eu vou precisar dedicar aos meus estudos e consequentemente me ausentar da convivência com o João.

Quando eu cursava Direito, sempre sonhava com o dia em que eu iria apenas trabalhar, porque achava que o tempo fora do trabalho era totalmente dedicado à outras atividades, já que a faculdade exige várias horas além das que você passa dentro da sala de aula. Claro que com o passar dos anos eu percebi que dependendo do trabalho o negócio não funciona exatamente dessa forma. Mas consciente desse fato de que entrar na faculdade automaticamente fará com que eu precise abdicar de algum tempo livre e de passar mais tempo com o João e com o Marco, sigo confiante e determinada. Como já escrevi uma vez, essa culpa que nós mães carregamos com relação à algumas escolhas que precisamos fazer ao longo da nossa vida, como mães e outros tantos papéis que exercemos, serve somente para nos envelhecer. Nada mais.

Confesso que essa condição da restrição de tempo nunca foi um fator preocupante para mim durante o meu processo de reflexão quanto à essa escolha. Sei que vou precisar organizar bem minha semana para dar conta de tudo, porque como eu disse, a faculdade não vai consumir apenas todas as manhãs (das 07:50 às 12:10) da minha semana e sim todo o tempo que eu puder dispor para estudar etc. Mas confio no meu poder de organização e no companheirismo e compreensão do meu marido e da minha família (aqui eu incluo a Santa Bia) para ter sucesso em tudo que eu fizer.

Aprendi e incorporei no ano passado a verdade de que quando queremos algo, fazemos QUALQUER coisa para conseguir. E minha querida coaching Ana Cristina Garlet teve um papel fundamental nessa compreensão. Muitas vezes ela até frisava que não estava ali para me convencer de que iniciar uma faculdade agora iria me trazer diversas mudanças, algumas não tão boas num primeiro momento, mas que o trabalho dela era me fazer pensar e refletir sobre todos os lados das minhas vontades. Porque quando escolhemos fazer ou deixar de fazer qualquer coisa, a vida por si só vem e te questiona sobre suas decisões. E o trabalho da Ana era me deixar pronta e extremamente consciente do que eu estava objetivando com essa minha meta. Quantas vezes sentimos vontade de fazer alguma coisa e por impulso ou ansiedade de se mover, agimos sem pensar? Não que seja preciso filosofar sobre cada passo que se dá, mas grandes passadas necessitam de um olhar mais apurado e de clareza sobre todos os seus aspectos, para que elas tenham mais chances de te levar ao lugar aonde você deseja chegar.

Sempre, sempre indico esse livro para quem possa estar confuso quanto à escolhas, metas e afins. Além de ser super motivador é de fácil leitura!!!

Sempre, sempre indico esse livro para quem possa estar confuso quanto à escolhas, metas e afins. Além de ser super motivador é de fácil leitura!!!

Assim, eu me mantenho firme e extremamente feliz (demais da conta) para viver tudo o que a vida tem para me oferecer e para colher todos os frutos das atitudes que eu estou tomando no dia de hoje.

Como eu sempre repito para mim mesma: “cada escolha, uma renúncia”. Porém, quando essas escolhas são resultado das mais profundas reflexões e dos mais verdadeiros desejos, essas renúncias não soam como algo de caráter exclusivamente negativo, mas como uma consequência do poder decisório que você exerceu.

Então, vamos que vamos.

beijo beijo

p.s. respondi todos os comentários deixamos ultimamente, mas descobri que nem sempre vocês recebem alguma mensagem avisando sobre a minha resposta. Então pra quem comentou, deixo o meu agradecimento e peço que vocês procurem ler o que eu lhes respondi!

Obrigada, Ano Velho!

Ensaio_JM-208

Talvez eu esteja exagerando. Talvez eu ainda esteja deslumbrada com o brilho das luzes espalhadas pela cidade nessa época do ano e que fazem com que eu me sinta criança novamente; otimista, despreocupada. Mas acredito que 2012 foi um dos anos, pra não dizer o mais, importante da minha vida. Sim, eu tenho apenas vinte e seis, mas ainda não consegui dimensionar e quem sabe até, absorver todas as mudanças que vivi nele e a maturidade que conquistei de carona com elas.

2012, pra mim, foi um ano de extremos. Foi um ano…

De ganhos e de perdas.

De questionamentos e de certezas.

De alegrias e de muita dor.

De descobertas e de redescobertas.

De começos e fins.

De encontros e desencontros.

De tirar o caráter de urgência à necessidade de mudança e um ano de incessantes movimentos.

De colocar ideias no papel e de tirar ideias do papel.

De reverenciar o passado e de se despedir dele.

De aprender a viver o presente e de fazer planejamentos pro futuro.

De uniões e separações.

De deixar vicejar o que deve viver e de deixar morrer aquilo que não nos pertence mais.

Foi um ano de sonhar novos sonhos e permitir o retorno de sonhos já esquecidos.

Em 2012 mergulhei bem fundo e fiz um passeio por entre as raízes que me sustentam desde que nasci.

Acendi a luz daqui de dentro e mesmo receosa, encarei desperta tudo o que eu não vinha querendo enxergar. Reconheci minhas fraquezas internas, minhas fugas, o que empurrei para baixo do tapete e incorporei a responsabilidade de que somente eu sou responsável pela minha vida.

Antes disso, chorei, chorei muito. Esbravejei, caí, tropecei, fiquei sentada me lamentando, culpando o mundo por eu estar ali. Mas quando tudo foi clareando, já não havia motivos pra eu continuar enfiada no confortável papel de vítima. E então eu levantei.

Isso não quer dizer que o trajeto depois foi mais fácil. Ainda hoje estou aprendendo a lidar com as minhas novas descobertas. Ainda choro, ainda cedo, ainda esqueço de impor meu limite perante os que me cercam. Ainda me pego tentando culpar alguém pelas minhas atitudes. De vez em quando ainda bate aquela culpa, aquele sentimento medíocre de se sentir indigna pelo simples fato de pensar diferente. Mas quando percebo que estou escapando da minha trilha novamente, procuro meu foco e assumo as rédeas.

Quem convive de perto comigo sabe que o meu ano não foi fácil. E certamente por isso que o considero o mais importante. Adoro acreditar que nada é por acaso, que tudo tem uma razão e que assim que nos permitimos fazer as perguntas das nossas vidas, as respostas vem a rodo.

Termino o ano repleta de questionamentos, mas também atolada de respostas. Ainda venho lutando comigo mesma, diariamente. Porém, hoje sei por quais motivos.

Pessoas ainda insistem em desdenhar dos meus sonhos e a debochar das minhas descobertas. E eu não seria hipócrita de dizer que rio na cara dos obstáculos. Mas aprendi a respeitar a impossibilidade delas de darem o que não tem. Antes, essas farpas me arremessavam para o exato lugar aonde os outros queriam que eu estivesse, mas hoje, consciente e conhecedora dos meus valores e das minhas crenças, finco os meus dois pés no lugar que escolhi ocupar. E não nos que os outros escolheram pra mim.

E assim a vida segue. Em pouquíssimos meses aprendi lições que vou carregar para uma vida inteira. Nesse ano conheci pessoas MARAVILHOSAS, a quem serei eternamente grata por ter conhecido e com quem quero conviver para todo o sempre.

Hoje já caminhei ouvindo minhas músicas preferidas, já renovei minhas energias no mar e joguei flores pra Iemanjá, já tomei banho com sabonete de arruda e sal grosso, já enumerei algumas mudanças para o novo ano que se aproxima e agora vou me encontrar com a família do marido para juntos e vibrantes, aguardarmos o novo ciclo que se inicia em poucas horas.

Mentalmente já me agradeci por tudo que conquistei em 2012. É engraçado que esse é o primeiro ano em que eu sinto que não preciso mudar muita coisa. Sempre quando chegava essa época, eu ia me dando conta do tanto que minha vida estava estagnada. Mas hoje eu estou tão feliz com todas as minhas conquistas que só tenho a me agradecer e a me desejar muita força para concretizar todos os meus sonhos e metas no ano que vem.

Janeiro vai ser um mês de repouso, reflexão e muita preparação para 2013. Como já disse, estarei na minha casa da praia sem qualquer tipo de internet. Mas logo eu apareço por aqui.

Agradeço à vários comentários fofos que venho recebendo. Com certeza vocês são grandes impulsionadoras da minha paixão por escrever.

Desejo um EXCELENTE E EXCITANTE ano novo pra todo mundo.

Ano que vem eu volto com novidades e mais textos para compartilhar com vocês.

beijo beijo

p.s. já contei que estou matriculada na faculdade de Psicologia?

Olá, novo mundo!

Ensaio_JM-096

E são tantos pensamentos, sentimentos e julgamentos que nos provocam a sairmos do nosso próprio caminho. Em um segundo e todas as nossas certezas podem desmoronar. Pessoas que amamos tanto, às vezes nos machucam sem saber. Mas mesmo em momentos difíceis como esses, em que tudo parece não fazer sentido, precisamos permanecer fortes. Aliás, são em momentos como esses, em que somos testados ao extremo, que realmente nos certificamos e confirmamos o quanto amadurecemos.

Escolhas e suas renúncias fazem parte da vida de todo mundo. Decisões complicadas, que envolvem tantos e tudo, pesam insuportavelmente. Mas é preciso secar as lágrimas, relembrar do que somos feitos e seguir em frente.

O mundo não acabou hoje e nem vai acabar amanhã, apesar de às vezes termos vontade de sumir por uns tempos. O mundo não para pra juntarmos os pedaços nos quais nos desfazemos às vezes. O mundo continua e talvez essa seja a beleza de viver. Esse movimento, a ideia de que jamais poderemos entrar duas vezes no mesmo rio, porque quando pisarmos nele novamente, nem ele e nem nós seremos os mesmos.

Nesse 21 de dezembro, data histórica, tanto pela suspeita de que o mundo acabaria, mas muito mais pela ideia de que hoje se inicia um novo ciclo, continuo firme na busca de ser uma pessoa melhor. Em alguns momentos escorrego na antiga Juliana que acreditei ser por uma vida inteira mas levanto e vou em frente. Como eu disse antes, tantas coisas podem fazer com que saiamos da nossa trilha. Às vezes por fraqueza ou por um estado de superioridade, invadimos a trilha do outro, deixando a nossa abandonada. Nos julgamos melhores e mais capazes do que os que nos rodeiam e achamos que podemos caminhar por eles. Mas hoje esse meu desvio é rápido. Foram tantos os ensinamentos nesse ano que não há mais como eu me esquecer de mim.

Podem me julgar, me criticar ou me subestimar. Podem desdenhar das minhas crenças ou tentar passar por cima dos meus valores, que não vai adiantar. Construí um exército dentro de mim. Resgatei a minha essência, agarrei-me à mim mesma e por isso nada poderá me destruir.

Olho pra trás e mesmo pensando que poderia ter feito tudo diferente, escolho honrar minhas escolhas anteriores. Reconheço que dei o que poderia ter dado, e nada mais. Eu não pude. Mas agora eu posso. Viver plenamente o presente, implica em olharmos para trás. Lembrarmos do que somos feitos pra poder compreender no que nos tornamos e continuar a viver. Não sobreviver.

Desejo um novo mundo pra todos vocês. Desejo mudanças e conscientizações. Porque pior do que o mundo acabar, é ele continuar o mesmo.

beijo beijo

Ontem teve post meu no blog “Delicinhas de Pera” e nos “As Crianças“.

E semana que vem tem meu terceiro post no blog “Sobre a Vida”.

banner200x50

A mudança.

“E a primeira coisa que ela fez assim que colocou os pés no que seria a sua nova casa, foi escrever no seu diário. Dividiu com ele a sua angústia de ter mudado de cidade, a sua dor por ter se afastado das suas amizades de infância e a saudade que presumia sentir quando lembrava do resto da família que havia ficado para trás.

Como seriam os novos vizinhos? Como seria a nova escola? Faria novos amigos? E os garotos? Será que algum iria substituir aquela pontada que sentia no peito quando encontrava o seu namoradinho, que agora estava há alguns quilômetros de distância? O agora estava cheio de dúvidas, de incertezas. Toda a sua vida, que se resumia em dez anos vividos na mesma cidade, estava envolta em infinitos pontos de interrogação. Só lhe restava mesmo escrever. Transbordar naquele caderno colorido, com cheiro de morango, todos os sentimentos que tomavam conta da sua alma de menina.

O quarto ainda estava vazio, assim como seu coração. Faltava-lhe sua cama, a única coisa que viria do seu antigo quarto. Faltavam-lhe certezas de como seria sua nova vida. Mas não havia o que de fato se lamentar. Pois essa mudança lhe traria o seu pai de volta, já que ele não precisaria mais viajar tanto. Mas mesmo assim, mesmo com esse ganho, ela sentia que algo havia se perdido no caminho. Era como se junto com os armários embutidos, que não puderam ser retirados, houvesse ficado uma parte da sua essência. O que pra ela antes era vida, hoje eram apenas lembranças. Em poucas horas, ela já não se sentia mais a mesma. Talvez essa mudança significasse muito mais do que apenas mudar de cidade. Significava um recomeço.

Então, ela enxugou algumas lágrimas que escorriam pelo seu rosto e sorriu. Escolheu imaginar que de carona com o caminhão, que agora trazia o que restava da casa onde nasceu e cresceu, viriam novas experiências, novos aprendizados. Aquela nova cidade havia de lhe acolher, com todos os seus sonhos de menina, com toda a magia que morava dentro dela.

Enfim, a campainha tocou, retirando a menina, que se encontrava sentada no cômodo vazio de móveis, mas lotado de pensamentos, do mergulho que havia dado dentro de todas as suas lembranças, do passado, que agora havia definitivamente ficado para trás. Devia ser a mudança, aquela que às vezes, literalmente, bate a nossa porta e nos obriga a recomeçar do zero, a se reinventar. Esta aí, pensou ela, a partir de hoje eu posso ser quem eu quiser. Distante do que eu fui até agora, posso escolher ser quem eu quero ser de verdade ou quem eu sempre fui, mas que envolvida numa rotina costumeira, nunca pude demonstrar ser.

Diário fechado, os dois pés no chão e lá se foi a menina, rumo a sua nova caminhada. Feliz e grata por tudo que já viveu, mas pronta e aberta a tudo que estava por vir”.

IMG_1400

Obrigada menina, cheia de sonhos, imaginação e criatividade, por ter me trazido até aqui.

beijo beijo

“Não há lugar no mundo melhor que o nosso lar”

Só vim postar esse texto que escrevi no domingo, porque maridão fez cirurgia no quadril hoje e eu preciso voltar para o Hospital.

Já faz um tempo em que eu passei a acreditar que nada, nada mesmo, nessa vida acontece por acaso. Não é por acaso que conhecemos determinadas pessoas, não é por acaso que perdemos nossos empregos, não é por acaso que ficamos doentes. Tudo no fundo tem uma lógica, uma razão de ser. Mesmo que naquele momento não percebamos isso.

Dia desses, durante uma sessão de terapia, por exemplo, entendi o porquê de “O Mágico de Oz” ser um dos meus filmes favoritos desde sempre. Descobri porque a música “Somewhere Over the Rainbow” me é tão sonora e porque quando eu a escuto é como se eu fosse levada pra um lugar distante, mas de conotação familiar (foi com ela inclusive que o João entrou na Igreja com as nossas alianças).

Eu e minha psicóloga estávamos falando sobre um dos contos do livro “Mulheres que correm com os lobos”, em que a protagonista da história tem uma relação quase que de afeto com os seus sapatos vermelhos. Então na hora, eu fiz uma relação com um outro conto, em que estamos trabalhando em grupo, aonde a protagonista esquece de voltar ao seu lar e por isso se vê fraca, vazia.

Vocês lembram qual é a história de Dorothy no filme? Lembram de Judy Garland, ainda bem novinha, vestida naquelas roupas típicas da época, às voltas com o fato de terem levado o seu cachorro e de como ela odiava viver naquele lugar?

Aqui só um parêntese. Voltando da nossa lua de mel, não conseguia pregar o olho de jeito nenhum. Depois de ter assistido a todos os filmes novos disponíveis pela TAM, decidi fuçar na parte dos filmes mais antigos. E que felicidade senti quando encontrei esse meu filme favorito. Enquanto o Marco dormia o sono dos juntos, eu sorria de boba assistindo ao começo do filme. Nunca tinha associado que a mesma Judy Garland, de quem eu comprei um CD numa birosca em Londres porque tinha na capa o nome de uma das minhas músicas preferidas, era aquela mesma menina protagonista do filme. Que falha a minha.

E vejo que já naquele momento entendi um pouco da minha ligação estreita com o filme. Mas a relação tomou proporções maiores mesmo na semana passada, como falei ali em cima.

É Dorothy, realmente não existe lugar melhor no mundo do que o nosso lar.  E às vezes precisamos mesmo percorrer um longo trajeto, trilhar estradas de tijolos amarelos, enfrentar perigos, lidar com bruxas más, conhecer novos ares, fazer novos amigos pra descobrirmos essa verdade. Não existe Mágico de Oz no mundo, bola de cristal, livros de auto ajuda ou fórmula mágica que possam dar respostas às nossas perguntas, já que elas estão dentro de nós mesmos.

Mas o que é esse retorno ao lar? O que pode ser esse lar? A nossa casa? Segundo Clarissa Pinkola Estés, nesse conto em que falei sobre a mulher que se esquece de retornar periodicamente ao seu, o lar pode ser muitas coisas diferentes para mulheres diferentes. E que há muitas formas de retornar ao lar. Muitas são rotineiras; algumas são sublimes.

Em resumo, o lar é aquele local, aquela sensação de bem estar que toma conta de você, que te deixa extasiada, que te faz sentir renovada, preenchida. O lar é uma espécie combustível, que recarrega nossas energias, que reacende o nosso fogo de sentir paixão pelas pessoas, por aquilo que fazemos e por viver em si.

Mas o que acontece e o que aconteceu com essa mulher do conto, é que às vezes nos vemos submersas nesse mundo exigente, na correria do dia a dia e acabamos por esquecer de vez por outra, mas sempre periodicamente, retornar ao nosso lar. Esquecemos de nos reabastecer para voltarmos inteira. A nossa psicóloga do grupo dá uma exemplo bem simples e ilustrativo. Quando esta acabando o combustível do nosso carro, vamos lá e o abastecemos. Se por acaso, esquecermo-nos de abastecer, o que acontece? Quem nunca viu alguém se matando pra empurrar um carro? E então, é muito mais fácil termos o cuidado de nos reabastecermos quando o nosso ponteiro apitar ou depois nos matarmos e usarmos de força pra fazer com que a nossa vida volte a funcionar?

O que te faz feliz, já dizia a propaganda da rede Pão de Açúcar. O que te move? Coloca a cabeça aí pra pensar e puxa da memória a lembrança de algum momento em que nada e nem ninguém poderiam te atrapalhar? Aqueles momentos que não tem dinheiro no mundo que pague e que são inegociáveis para você.

Clarissa ainda lembra que a volta ao lar não implica necessariamente em grandes gastos financeiros. Voltar ao lar pode ser cuidar do jardim, escutar uma música, contemplar o mar, voltar à casa em que você viveu na infância, fazer uma viagem de carro, sair com amigos ou não fazer nada no sofá da sua casa.

O importante é termos a consciência de que essa volta é extremamente necessária, quase que vital. Porque quando esquecemos de nos permitir esses retornos, enfraquecemos, perdemos o brilho, morremos por dentro. Sabem aquelas pessoas que já acordam cansadas, que estão sempre com uma cara fechada e um olhar distante?

Bole ajudas estratégicas, nem que seja uma cólica, um filho doente ou uma terrível enxaqueca, caso seja inevitável e vá viver esse seu momento. Aprenda a treinar o seu cérebro de que se permitir voltar ao lar é uma necessidade quase que fisiológica. E selecione as pessoas que convivem com você. Não dê ouvidos para os que não respeitam esse seu desejo, para aqueles que não te apoiam nesse retorno. Porque você vai, mas você volta. Ir não significa fugir. Significa que você vai, mas vai retornar uma pessoa muito melhor, mais cheia de vida.

Agora, batam os seus calcanhares três vezes e repitam comigo: “Não há lugar melhor no mundo que o nosso lar”.

Logo eu volto.

Beijo beijo

Sonhos+metas+ações concretas = REALIZAÇÃO PESSOAL!

O assunto não tem nada a ver com os últimos acontecimentos da minha vida. Quer dizer, não diretamente. Mas eu venho pensando sobre ele há algum tempo e como hoje ele retornou aos meus pensamentos, decidi escrever. Pode ser que o texto pareça incoerente, mas como eu não ando sentindo muita inspiração pra escrever, decidi começar me permitindo tentar escrever algo assim, como se eu estivesse falando com alguém cara a cara. Desabafando. E como quando eu escrevo, é como se eu organizasse os meus pensamento, não existe texto melhor do que esse, escrito assim sem parar, sem pensar, sem mensurar, sem censurar. Palavra solta, advinda de um certo impulso. Impulso aquele como quando a gente bebe e se sente livre pra dizer o que pensa de verdade. Sabem? Que nem em sonho, quando nosso inconsciente se liberta do ego e superego e põe pra fora os sentimentos mais escondidos, porém, os mais verdadeiros.

Não é de hoje que eu gosto de escrever. Desde criança escrevo e nos últimos meses, venho me respeitando e dedicando um tempo maior para extravasar essa minha necessidade quase fisiológica. E também, desde sempre, escuto das pessoas que eu deveria escrever mais, quem sabe até escrever um livro. E eu não vou negar, dizendo que eu não acho que escrevo bem e tal. Mas ainda não me considero madura o suficiente pra produzir uma obra, um livro, que é algo quase sagrado pra mim. Então eu escrevo aqui, ali, amadureço minha forma de escrever, procuro focar em algum tipo de assunto, procuro encontrar uma maneira de conciliar o que descobri ser minha vocação com a busca de atingir uma meta profissional concreta, que possa pagar as minhas contas. Porque desejos e sonhos por si só, não enchem a barriga de ninguém e nem pagam o aluguel no final do mês.

Só que eu percebo, que muitas vezes, as mesmas pessoas que me elogiam, que me incentivam, são aquelas que me julgam, que me questionam sobre o que eu estou escolhendo fazer da minha vida. Sim, escrever ainda não me dá um retorno financeiro. Sim, eu ainda sou apenas uma blogueira que escreve textos coerentes, que procuram se alinhar às regras gramaticais. Só que viver de escrever não é algo que acontece assim da noite para o dia. Grandes escritores, precisaram e conseguiram escrever um best seller enquanto tocavam a sua vida real, aquela que não esta nas linhas dos seus livros. Mas ao mesmo tempo, grandes obras literárias, como “Cem Anos de Solidão”, por exemplo, dispenderam quatro longos anos de total reclusão de Gabriel Garcia Marquez, aonde ele chegou até a passar fome pra poder se dedicar exclusivamente à escrita do seu livro. Cada um funciona de uma forma e se vira da maneira que consegue, pra realizar algum desejo seu.

Não, não estou pedindo que alguém me banque, me compre uma casa de cinema na beira do mar, aonde eu possa mergulhar no meu mundo pra que dali saia um best seller. Eu não tenho essa pretensão. Quem sabe um dia, quando eu já tiver o meu próprio dinheiro, advindo do retorno de um dom que eu tenho, eu possa ter esse poder de escolha e me dar ao luxo de utilizar o meu tempo exclusivamente pra escrever de verdade, como única profissão. Mas eu só queria entender aonde esta a coerência das pessoas quando elas acham que escrever bem é algo que nasce conosco assim como um passe de mágica e que não demanda tempo, inspiração e um certo equilíbrio. Quero ver o gênio que trabalha oito horas por dia em algum departamento estritamente burocrático, que chega em casa e tem um filho pra dar atenção, um marido pra agradar, sentar à meio noite, depois de um dia exaustivo, na frente de um computador e parir um bom livro.

Mas essa falta de coerência das pessoas realmente é um problema delas. O fato esta no tanto que eu deixo isso me atingir. E eu juro que apesar de eu dizer que eu sei que eu tenho facilidade com a escrita, eu também sei que eu tenho MUITO a amadurecer e a melhorar, aprofundar a forma como eu escrevo. Mas como eu falei ali em cima, esse amadurecimento exige tempo. Só escreve quem lê, e ler leva tempo. Só escreve quem vive, quem consegue aquietar a mente e mergulhar num mundo paralelo, da onde nascem crônicas e livros. E isso é quase impossível pra quem se entrega a uma vida rotineira e exigente.

Só que quando descobrimos, quando fica claro, aquilo que pra você é indispensável, que não tem preço que pague, que não existe fortuna no mundo que substitua essa sua satisfação pessoal, nada pode nos impedir de levar um sonho adiante. Muito menos viver o sonho que é de outra pessoa.

Respeite o sonho de outra pessoa e tudo de bom que ele possa ter te proporcionado. Mas jamais deixe morrer em você aquele fogo, aquela paixão por algo, que é o que te movimenta, te conduz a sentir aquela plenitude inigualável de fazer o que se gosta e o que se sabe fazer.

Eu não almejo ficar milionária escrevendo. Já percebi que dinheiro não pode ser um valor fim na nossa vida. Juntar dinheiro, pode sim, ser um valor meio que te conduza a alcançar algum outro objetivo, principalmente os emocionais, como satisfação, segurança, felicidade. Mas ele JAMAIS vai fazer você se sentir verdadeiramente feliz, realizada. Hoje eu vejo o dinheiro como algo que nos proporciona conforto e meios mais fáceis de alcançar aquilo que podemos estipular como meta. Mas ele por si só, como protagonista da nossa vida, da nossa eterna busca, pode tornar a nossa vida um filme sem um fim. Pode nos fazer morrer em vida. E como já diz aquele velho clichê, a vida é uma só e eu descobri que da minha, eu quero fazer aquilo que eu escolhi fazer, mesmo que isso não seja condizente com as expectativas dos outros. Porque o que os outros esperam de mim, é um problema deles. Ninguém deve viver para suprir a expectativa de outrem. Respeita-se, compreende-se, mas saiba separar isso daquilo, sentimento de pensamento. Sabem o que significa amor incondicional? Amor que não impõe condições. O resto, não pode se considerar amor de verdade.

Desculpem o desabafo. Esta tudo bem comigo, esta tudo azul e eu estou no momento mais feliz da minha vida, apesar de pessoas de fora acharem o contrário. Mas como eu já disse uma vez, quando analisamos a vida do outro de fora e julgamos, dizemos o que pensamos dela, sob o nosso aspecto, a nossa chance de errar é de quase 100%. Mas como eu disse lá em cima. Respeite, compreenda que aquilo é tudo que a pessoa tem pra te oferecer. Mas jamais, jamais, agregue aos seus pensamentos, julgamentos dos outros. Olhe para dentro de si. Preste atenção naquele sinais, naqueles desejos que surgem na sua cabeça quando você esta na melhor companhia que você pode ter, a da sua própria consciência.

O resto é resto. O resto é problema do resto. Se a sua consciência esta tranquila e você acredita que esta no caminho certo, não recue. Porque se lá na frente você descobrir que errou, terá a consciência de que errou por uma escolha própria e não por ter seguido o conselho de alguém. Porque como diz mesmo aquele vídeo do filtro solar, os conselhos são como lixo. Você tira da sua lata interior, limpa, pinta e vende por um preço muito maior do que eles realmente valem.

Boa semana queridos.

Logo eu volto. Porque não existe condição no mundo que vá me impedir de viver o meu sonho. Abdico de qualquer luxo, de qualquer questão relativa a dinheiro e conforto pra continuar na busca dos meus objetivos. Respeitando, amando, mas jamais deixando de ser a Juliana que eu sou e que eu quero ser daqui pra frente.

beijo beijo