Você já ouviu falar em Constelação?

Apesar da total correria por aqui, vim falar bem rapidinho hoje sobre Constelação, já que várias amigas minhas ficaram curiosíssimas sobre o assunto e eu sei que nesse sábado terá um Workshop.

Vou falar bem por cima, muito porque considero uma experiência inexplicável e também porque não tenho conhecimento técnico para discorrer sobre o assunto. Já tinha ouvido falar há muito tempo sobre Constelação mas nunca tive interesse em fazer. Daí minha psicóloga tocou no assunto um dia e disse que seria ótimo eu participar, que me ajudaria muito na minha busca em melhorar a minha relação com a minha família e consequentemente comigo mesma. Participei no final de maio e posso dizer que o aprendizado é imenso.

O método foi criado por Bert Hellinger“nascido em 1925, na Alemanha, e formou-se em Filosofia, Teologia e Pedagogia. Como membro de uma ordem de missionários católicos, estudou, viveu e trabalhou durante 16 anos no sul da África, dirigindo várias escolas de nível superior. Posteriormente, aprofundou seus estudos e pesquisas tornando-se psicanalista e, por meio da dinâmica de Grupos, da Terapia Primal, da Análise Transacional, de diversos métodos hipnoterapêuticos e demais técnicas desenvolveu sua própria Terapia Sistêmica e Familiar a qual denominou: Familienaufstellen (respectivamente: “Colocação do Familiar”, traduzido para: Constelações Familiares, no Brasil).

Bert Hellinger descobriu que há 3 leis (ou necessidades) que atuam na família: hierarquia (estabelecida pela ordem de chegada), pertencimento (estabelecido pelo vínculo), equilíbrio (estabelecido pelo dar e tomar/receber). Quando tais leis são violadas numa família, surgem compensações que atuam em outros membros da mesma (muitas vezes em membros que sequer haviam nascido quando o problema aconteceu). Graças à representação, o cliente pode perceber para onde olha o seu amor e como tais leis podem ser novamente respeitadas. Então ele pode, talvez, enxergar o próximo passo que o conduza de uma maneira mais leve na vida, solucionando a questão que o incomoda”.

Texto retirado do blog de René Schubert.

Abaixo a explicação sobre o que é a Constelação (desconsiderem a data do próximo Workshop e dos psicólogos que fazem parte, porque eu sei que uma delas já não faz mais parte do grupo).

Como já diz ali, a Constelação da qual eu participei (constelando já que você pode apenas participar da constelação de outras pessoas), aconteceu no Espaço Terapêutico Ipê Roxo (que também é aonde eu faço aquela minha terapia de grupo semanal) e eu sei que vai ter uma nesse próximo sábado.

Assim, falando de uma forma bem leiga e mais simples de entender, na Constelação você busca resolver algum conflito familiar, seja dos mais simples aos mais complexos. Não vou entrar em detalhes sobre o que me levou até lá mas afirmo que foi uma experiência muito legal e o resultado dela foi muito gratificante. Você pode escolher constelar ou apenas participar. Quando cheguei no dia da minha Constelação, encontrei muita gente temerosa em se entregar, então decidiram primeiro ver como funcionava para depois decidirem se apenas participariam da Constelação dos outros (que também já é muito bacana) ou se também constelariam. As pessoas se apresentam aos 3 psicólogos (Soninha, Maria Inês e Paulinho) e expõem o motivo pelo qual estão ali. Eram problemas de relacionamento com o pai, com a mãe, com o marido, com o noivo, com os filhos. Enfim, qualquer tipo de conflito familiar. Minha psicóloga já havia me explicado por cima, que esse método tem como base te devolver ao seu papel exclusivo, fazendo com que você pare de viver a vida de outrem e foque apenas em você mesmo. Às vezes, por exemplo, somos a mãe das nossas mães, do nosso marido, ao invés de sermos filha e esposa, respectivamente. Eles acreditam que os filhos carregam consigo uma ideia de sacrifício pelos pais, como se tivéssemos uma dívida com eles. E esse auto sacrifício é fundado no amor, na lealdade e na busca de pertencermos à nossa família. Vamos nos encaixando em determinados papéis, de acordo com o que vivemos e com o que julgamos necessários para pertencermos àquele núcleo. Então, muitas vezes, acabamos fazendo coisas que achamos que eles esperam que nós façamos. Mas como mesmo trata uma das 3 leis do criador da Constelação, deve existir uma ordem familiar, uma hierarquia, que consequentemente gera um equilíbrio.Durante a Constelação, quando adentramos no nosso nível mais profundo da consciência, descobrimos até coisas que nós nem imaginávamos que estivessem nos motivando a termos determinadas reações e atitudes. Geralmente estamos carregando uma carga que vem de outras gerações e que não nos pertence. É bem louco de explicar mas eu juro que quando você esta lá tudo fica muito claro.

Depois dessa apresentação, alguém é escolhido para dar início aos trabalhos. Essa pessoa senta lá na frente e então é iniciada a sua Constelação. Pessoas são escolhidas aleatoriamente pra fazerem parte da representação do sistema familiar do constelado e elas são posicionadas de acordo com o que o constelado diz ou de acordo com a percepção dos psicólogos. Quem participa não precisa dizer nada, apenas deixar que o seu corpo fale de acordo com o que sentir diante da constelação do outro. A partir daqui é bem difícil de eu dar mais explicações, porque cada caso é um caso e cada Constelação se sucede de forma diferente da outra. Só sei que é uma riqueza de sentimentos, mensagens, aprendizados. Ao final do dia, parece que você foi atropelado, porque lidar com os seus sentimentos mais profundos é tão cansativo quanto uma maratona. E eles também pedem pra que depois que você sair de lá, não fique falando sobre o assunto, não fique tomando decisões de acordo com tudo o que você vivenciou lá, pra não racionalizar as energias. Que os benefícios da Constelação podem vir a longo prazo. Como eles mesmos dizem “a alma é lenta mas é sábia”. Só de você ter presenciado de fora o seu conflito familiar, a movimentação que aconteceu lá, parece que depois as coisas vão se ajeitando sozinhas, aos poucos, com o passar do tempo. Muita gente me pergunta e alguém até perguntou também no dia que eu participei. Ta, mas se o problema esta com os meus pais, do que adianta eu ter vindo aqui e não eles? Tenho aprendido muito que quando a atitude de alguém te incomoda, você não deve esperar que essa outra pessoa mude e sim mudar a sua atitude perante essa pessoa. E eles também explicam que só de as energias terem sido vividas e evidenciadas ali naquele momento, muita coisa vai mudar ao longo do tempo.

O Trabalho Sistêmico e as constelações não são apenas um método para encontrar soluções para questões pessoais ou organizacionais. É sobre confiança, concordância com a realidade, reconciliação e crescimento. (Jan Jacob Stam)

Pra quem tiver interesse e uma conta no Facebook, aqui tem a página da Ipê Roxo, que como eu disse é aonde acontecem os Workshops e aqui tem a página da Constelação que vai ocorrer nesse sábado. Mais dúvidas e caso alguém queira garantir a sua vaga, é só ligar no telefone 33331745 e falar com Ilse ou Cláudia.

Nesses vídeos do Youtube, também tem uma entrevista que explica um pouco o que é a Constelação Familiar. Fica bem mais fácil para vocês entenderem o que eu quis dizer assistindo à essa entrevista.

Pros descrentes mas que se identificaram com os casos que eu mencionei ou com os exemplos que o médico deu na entrevista, sugiro que então pelo menos participem da Constelação das outras pessoas. Posso dizer que vi lá homens extremamente racionais, céticos, que nunca haviam pisado num consultório de um psicólogo, por exemplo, chorarem que nem criança, se entregarem ao método e saírem de lá felizes com o que haviam vivenciado.

E como mesmo disse a entrevistadora ali nos vídeos, você tem que estar buscando alguma mudança. Você tem que estar aberto à experiências que te acrescentem a ponto de te fazerem mudar.

Espero que tenham gostado da dica!

Logo eu volto.

beijo beijo

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13 respostas em “Você já ouviu falar em Constelação?

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