Dia do Escritor e Minhas It Womens III

Hoje ia deixar o blog só com o texto que escrevi ontem sobre Constelação. Acabei demorando pra terminar de editá-lo e acabei postando ele ontem já era bem tarde. O texto esta longo e cheio de informação (a entrevista é imperdível pra quem se interessou no assunto), então ia deixá-lo por aqui mais um dias, pra vocês degustarem, refletirem e quem sabe se entregarem à Constelação. Mas hoje quando entrei no Facebook, descobri através da mensagem de uma prima, que hoje é o Dia do Escritor.

A mensagem dela dizia assim: “Bommm dia prima… Feliz dia do Escritor, te desejo felicidades por esse dia , pois a vejo com o dom da escrita…..vivemos em um mundo em que tudo precisa ser “concreto”, algumas pessoas já estão despertando para outro olhar , procurando entender coisas e saindo em busca de si mesmo. A escrita pra mim é uma ótima ferramenta para externalizar nossas impressões perante o mundo e a nós mesmo… é como se nela pudéssemos organizar nossos pensamentos e sentimentos….. e querida, você é uma escritora nata….potencialize sua energia nisso…. beijão”

Vocês já estão cansados de saber o quanto eu gosto de escrever, pelo simples prazer que eu tenho fazendo isso. Por enquanto ainda não tenho planos maiores e concretos em relação ao que vou fazer com essa minha paixão. Então, pra não perder a prática, continuo escrevendo aqui pra vocês.

Na foto, o bolo do meu último aniversário aonde escrevi algumas palavras importantes para mim. Atentem para o canto direito aonde tem “escrever” e “livros”.

Escrevi o meu primeiro livro com 11 anos e juro que um dia eu faço um post falando só sobre ele (com fotos, pra vocês rirem um pouco). Quando eu tinha 10 anos, durante a minha primeira viagem de carro ao Rio de Janeiro, lembro que tive uma ideia genial (pelo menos era o que eu acreditava na época). Iria escrever um livro sobre como era fácil ser feliz. Tenho muito claro na minha cabeça, a imagem de mim e da minha família dentro do carro, passando por um daqueles longos túneis do Rio e eu, sentada no bando de trás, mirabolando como seria esse meu livro. Hoje dou risada lembrando disso. Mas com aquela idade, felicidade pra mim era uma busca muito fácil de ser alcançada. Lembro exatamente da sensação de já ter o livro pronto na minha cabeça. Mal sabia eu que mais de 15 anos depois ainda estaria escrevendo, lendo, ouvindo e aprendendo sobre essa busca, sem ainda ter chegado à qualquer conclusão que resultaria em um livro. Mal consigo escrever um parágrafo sobre o assunto.

Na foto vários “começos de livros” que escrevi na adolescência, tanto na minha saudosa máquina de escrever, quanto no computador.

E tenho pra mim que quem ama de escrever, padece também de um outro amor, a leitura. Ah, os livros. Gasto mais da metade do que eu ganho por mês, adquirindo-os. Mesmo que hoje eu nem tenha tempo de ler uma Revista, preciso de livros ao meu redor. Pra quem sabe um dia ler todos eles, porque gosto do cheiro e das suas feições, porque me sinto mais inteligente rodeada deles. Sei lá, é algo inexplicável o que eu sinto diante de uma estante cheia de livros. Já li muito, praticamente devorava os livros. Deixava de ir pra balada pra ficar lendo, lia no ônibus, parada no semáforo, no intervalo da aula. Hoje ainda ando sempre munida de um livro (tem alguns no meu porta luvas) mas quase não tenho tempo e cabeça pra sentar e ler. E ler, no sentido de mergulhar na história. Confesso que não sou muito de emprestar livro porque tenho muito ciúmes e medo de que a pessoa não me devolva (até hoje sei todos que não me foram devolvidos ao longo da minha vida). Mas quando empresto, faço com gosto, querendo dividir um pouco do que eu senti lendo àquele determinado livro, com outrem. E em quase todos os aniversários, presenteio a pessoa com um livro. Quando sei que tenho que comprar um presente, automaticamente já vou pensando que tipo de livro combina com o aniversariante.

Na montagem, um dos momentos em que ainda consigo ler e um dos meus diários da infância.

Então que hoje resolvi desenterrar um texto que estava aqui no meu Rascunho há tempos e que fala de uma das minhas it womens (já falei sobre outras antes), que no caso é escritora e uma das minhas favoritas. Gosto muito da Martha Medeiros (que nada tem a ver com a estilista de nome homônimo), pela maneira como ela transforma histórias comuns do nosso cotidiano, que muitas vezes tende a ser algo massante e repetitivo, em livros e crônicas que não nos deixam tirar os olhos do papel.

A primeira vez que tomei conhecimento da sua pessoa foi através do livro “Doidas e Santas”, que catei aleatoriamente numa das minhas idas à Saraiva. Li esse livro de crônicas e adorei! Logo em seguida deu o boom do filme “Divã”, que era um livro, virou peça, depois virou filme e depois ainda seriado. Daí comecei a pesquisar mais sobre ela e caí no seu blog. Adoro quando ela dá entrevistas, adoro quando eu descubro mais um pouco sobre a vida dela, adoro a maneira como ela transforma situações cotidianas e banais em crônicas incríveis. É uma leitura tão simples mas tão rica! O único livro dela que eu não gostei muito foi o “Fora de mim”. A ideia é bacana e válida mas eu desisti de ler antes da metade. Fui ficando com pena da protagonista, queria entrar no livro e tirar ela daquele sofrimento…hahaha. Mas todo o resto me apetece bastante. Um dia eu ainda vou numa seção de autógrafos dela…hoje o blog saiu do ar por causa da sua agenda. Fiquei muito puta porque com certeza ele lhe deu muitos fãs e agora dava trabalho pra ser atualizado…mas tudo bem! Quando fico naquela dúvida do que fazer com a minha escrita, sempre brinco com meu pai: “Calma pai, a Martha Medeiros começou como escritora aos 25, eu ainda tenho chance”…haha. Sonhar nunca é demais, certo?

Esses dias dando uma olhada na internet, achei o Tumblr da Martha Medeiros. Mas será que é ela mesma quem atualiza? Ela tinha um blog no ClicRbs, que foi encerrado há mais de um ano, por ela mesma, por falta de tempo. E agora eu me pergunto se ela teria um Tumblr. Enfim. Compartilho um texto dela que achei lá e gostei bastante.

Então, sem grandes pretensões, colocando-me no lugar aonde eu pertenço e levando em consideração que escritor é todo aquele que gosta de escrever, independente da qualidade da sua escrita, desejo um Feliz dia do Escritor pra Martha Medeiros, pra mim e pra quem assim como nós, transborda escrevendo e muitas vezes enriquece a vida de muita gente! Parabéns para nós.

Agora eu vou ali deitar, que hoje tem a primeira prova do vestido de noiva e eu estou sem comer há 2 dias (brincadeiraaaaaaaa, acabei de comer brie com geléia de morango!).

beijo beijo

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