Ah se todo mundo quisesse ou pudesse fazer uma Terapia!

E eu ando super sumida, eu sei. Mas o feriado, as férias da Bia (que é quem cuida da nossa casa e do João Pedro), o retorno da viagem, a organização de alguns armários aqui em casa, o desfralde do João e os textos que preciso escrever para os outros blogs (e um para um revista que logo eu compartilho com vocês), andaram ocupando todo o meu tempo livre e eu não tinha muito ânimo para escrever. Mas juro que logo eu volto. Ainda não consegui sentar e escrever como eu quero, mas aos poucos as coisas vão voltando ao normal na minha vida e alguns novos temas vão ocupando a minha cabeça para que eu consiga voltar a escrever aqui.

Ontem teve post meu no blog “Delicinhas de Pera” e no “As Crianças”, pra quem quiser matar saudades dos meus textos.

Semana passada voltei ao meu processo de Coaching e ontem tive novamente um encontro com a minha querida Ana Garlet. Agora estou cheias de “deveres de casa” e novos questionamentos para refletir. Principalmente sobre como será a minha rotina no ano que vem, quando alguns projetos finalmente tomarão forma e sairão do papel. Mas isso é um assunto para um post posterior. Só queria dividir a minha perplexidade sobre como esta ajuda aos meus questionamentos funciona de forma positiva quando se esta disposto a mudar antigos conceitos que nos acompanham desde sempre.

É impressionante como crescemos agarrados em crenças e valores que na verdade nem nos cabem ou nem nos pertencem verdadeiramente.

Isso me faz lembrar a tristeza que senti ontem quando soube que o personagem Breno, do seriado Sessão de Terapia do canal GNT, morreu. Ainda nesse sábado comentei com uma amiga num casamento que fui (beijo Silvinha, amiga e leitora querida), como muitas pessoas, especialmente os homens, que crescem sob o olhar de um pai severo, passam a vida agindo de uma maneira agressiva, por acreditarem que somente assim irão pertencer à sua família e irão suprir as expectativas dos seus pais. Como esse negócio de criação esta totalmente ligado com a forma como enxergamos o mundo. Não que os nossos pais sejam culpados de alguma coisa, coitados. Venho aprendendo que as pessoas agem de uma determinada maneira, porque aquilo é tudo o que elas tem pra oferecer, de acordo com a forma como também foram criados. Mas como essa questão do repasse de valores, crenças e ideais dos nossos pais, pode guiar a nossa vida até chegarmos ao ponto em que estamos.

Na Constelação Familiar, que é uma espécie de ramo da Psicologia (não sei ainda exatamente a definição desse modo de encarar a família), estuda-se muito essa questão das influências das ordens familiares. Acho que até já falei um pouco sobre isso aqui. De como nós filhos, podemos às vezes nos comportar de uma forma para nos sentirmos pertencentes à nossa família. Um exemplo bem simples e clássico, é o filho homem que cresce sem a figura do pai e ao longo da sua vida, inconscientemente, vai ocupando o papel de marido da sua mãe. E tem mais um bocado de outras situações típicas de lealdade dos filhos aos seus pais, que sem perceber, ocupam alguns lugares, aos quais não pertencem de verdade, para se sentirem necessários e inseridos no seu núcleo familiar. E esse parece ser bem o caso do Breno do seriado. Por ter sido criado por um pai que ele julgada ser perfeito, de “aço”, como ele mesmo o definiu, Breno cresceu achando que ser homem significava ser agressivo. Que se ele fraquejasse, ou demonstrasse qualquer forma de sentimento, seria considerado gay ou mulherzinha. E ele até questionou a sua sexualidade durante as terapias, quando na verdade, ele só era um cara que na sua essência não era durão, desses que não demonstram qualquer forma de sentimento, como julgava ser.

Acho muito louco como a Psicologia esta presente na vida de todo mundo. Sempre digo que o mundo seria um lugar muito melhor se todos tivessem a coragem e a oportunidade de fazer terapia…hahaha. Não que eu pense que devemos nos questionar o tempo todo. Mas se soubéssemos lidar com o nosso inconsciente, se soubéssemos separar aqueles problemas, objetivos ou fraquezas que realmente são nossos e não algo que carregamos de outras pessoas, ou que trouxemos da nossa criação, certamente seríamos todos pessoas mais felizes e realizadas.

Então felizes daqueles que percebem a delícia que é se conhecer por inteiro. Que encaram seus demônios, como dizia a capa da revista “Vida Simples” do mês passado, ao invés de varrer os seus receios para baixo do inconsciente e lá no final da vida, sofrer por questões que possam estar mal resolvidas.

Bóra então fazer uma terapia ou uma auto análise, através de todas as informações que estão disponíveis em revistas, blogs e livros?

Fica a reflexão.

beijo beijo

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