Na revista Crescer do mês de agosto…

Confesso que não sou muito de comprar essa revista. As únicas vezes que comprei, foi porque a reportagem da capa tinha muito a ver com algum momento pelo qual eu vinha passando (depois eu arranco o que me interessa, arquivo por assunto e jogo o resto fora- sim, sou mega organizada). Mas nesse final de semana minha mãe me comprou a revista desse mês. E como encontrei alguns temas interessantes, resolvi marcá-los e falar um pouco sobre eles aqui, através do meu olhar de mãe/leitora.

A minha primeira marcação foi mais uma dica para as mamães que pensam ou já tem mais de um filho. É a indicação de um livro sobre o assunto, “A segunda gravidez” e uma pequena entrevista com o GO (ginecologista/obstetra na linguagem materna), que participou como consultor da versão brasileira da publicação.

Adorei o título.

A entrevista completa.

Na sequência, o que eu mais gostei foi o texto da coluna “PRIMEIRAS PALAVRAS – Ajuda extra”, da GO e sexóloga, Carolina Ambrogini, sobre a eterna falta de tempo que nós mães temos, sejam pras tarefas cotidianas, como pra, principalmente, nós mesmas.

Já falei algumas vezes sobre isso mas sempre acho que estou delirando um pouco, quando afirmo que ainda existem muitas mulheres que se esquecem em prol dos filhos e dos outros. Mas pelo visto, não deliro não! Apesar de hoje vivermos numa sociedade bem mais evoluída, cada vez mais vejo que esse “auto-esquecimento” ainda acontece bastante. Algumas podem estar me achando crítica demais por usar essas palavras, mas eu sempre vou levantar essa bandeira! Eu, em primeiro lugar! Lógico que com tempo sobrando, isso se torna mais fácil. Mas nada serve como desculpa quando o assunto é você! E isso é uma escolha minha hein? Semana passada, conheci uma mulher (muito fofa) que diz não se arrepender de ter a vida inteira se dedicado às suas duas filhas, mesmo que muita gente a tenha criticado por isso. Então eu coloquei a mão no coração dela e disse que o que importa é o que sentimos ali. Se essa for uma escolha nossa, ok! Quando eu lembro às mamães de que elas precisam de um tempo pra elas, refiro-me àquelas que vivem se queixando que nunca conseguem fazer nada do que querem.

Frase destacada de Carolina Ambrogini

Outra questão que me chamou a atenção,foi representada por um pequeno texto na Revista, intitulado de “Obrigada sempre é bom” e escrito pela diretora de redação da revista, Daniela Tófoli, que trata sobre os agradecimentos dos presentes de aniversário.

Eu sempre fico me sentindo super culpada por não agradecer cada presente pessoalmente. No primeiro aniversário do João, quando abrimos os presentes, eu anotei num papel o nome de quem deu (que geralmente esta no papel que é rasgado) e qual era o presente, pra depois lembrar de agradecer. Mas no fim eram tantas pessoas e eu era uma mãe tão estressada, que decidi abandonar a ideia, como quem delega essa função pra Deus porque se não, tornaria-se mais uma pendência na minha infinita lista. Nesse ano, como o João já entendia o que era um presente, vira e mexe ele ia lá e abria o pacote. Nem tive tempo de anotar nada. Alguns eu lembrei de cabeça e depois comentei com quem deu mas num modo geral, não deu. O  máximo que eu consegui fazer, foi esconder uma grande parte pra ir dando aos poucos durante o ano. Talvez quando os aniversários do João diminuírem de tamanho eu consiga fazer isso. Porque adoro escrever cartões e acho de uma gentileza infinita esse agradecimento. É muito bom ouvir “nossa, ele adora aquilo que você deu” ou “nós usamos muito o seu presente”. Quando eu lembro a pessoa que deu, sempre procuro agradecer e falar sobre o presente.

A terceira matéria foi sobre a música presente na vida da criança, através da história de uma mãe que tem uma escola de música e que cresceu no meio musical.

Não vou falar muito sobre isso mas só vim dizer que eu acredito muito no poder da música na vida de uma criança. O João desde sempre foi uma criança musical e desde os 11 meses, uma vez por semana ele tem música na escola dele. Adora cantar, adora tocar instrumentos. Então que na semana passada, começamos a fazer aula de musicalização uma vez por semana na escola de música da mesma professora da escola dele. Ele no início adorou mas no final ficou meio enjoadinho. Mas deu pra perceber que a forma como eles conduzem a aula, vai trazer bastante benefícios pro meu João e pra mim, também. Afinal, é uma hora que ficamos juntinhos cantando.

Na revista, também tem uma reportagem sobre partos. Mas vou deixar pra vocês, principalmente pras que estão grávidas e ainda estão pensando sobre o assunto, só a tabela, que achei bem divertida e bem explicativa, sobre a sequência de várias escolhas no parto.

Na sequência, gostei muito de uma reportagem sobre o desfralde. Não sei se eu já falei aqui, mas tentamos desfraldar o João em março, quando ele fez 2 anos. Apesar de ele nunca ter dado qualquer sinal que queria sair das fraldas, como era final do verão e ele completou 2 anos, decidimos começar. Começamos aqui em casa no feriado de páscoa e demos sequência, junto com a Escola na semana seguinte (nessa época tirei a mamadeira noturna). Juro que levei da maneira mais tranquila possível, mas em uma semana ele não teve qualquer evolução. Então a professora dele disse que era pra esperarmos mais um tempo, porque ele ainda não estava preparado e podíamos estar criando um trauma pra ele. Eu sou muito tranquila com relação à todas essas questões e aceitei numa boa. Tudo que esteve ao meu alcance até agora, como o desmame, o dormir sozinho no berço e depois na cama, a ideia de tirar a mamadeira agora no final do ano, restrições e lições de obediência, eu fiz. Mas como isso dependia muito mais de uma vontade dele, deixei a coisa acontecer naturalmente. Agora vamos esperar passar toda essa loucura de casamento e lua de mel e depois vamos tentar retomar o processo.Já venho conversando com ele e já vejo uma pequena melhora. Ele já me diz quando esta fazendo xixi e cocô, já esta um pouco incomodado com a fralda…

Na reportagem, eles falam justamente sobre isso, sobre esperar esse momento da criança. E você vai ouvir sempre tudo quanto é tipo de opinião. Mas pra criança não existe fórmula mágica e eu nunca entro nessas disputas de mãe, não. Mas que às vezes dá vontade de falar “Ah é, o seu filho já não usa mais fralda com 2 anos? Mas duvido que ele conjugue verbos, use corretamente o plural, já saiba a dimensão das palavras “ontem”, “amanhã”, “difícil”, “maravilhoso”, “enganar” e por aí vai”. Hahahaha. Voltando ao mundo real, na reportagem tem umas dicas bem legais sobre desfralde.

Agora, a reportagem que pra mim teve o maior valor de aprendizado, “’10 ALIMENTOS QUE (SÓ) PARECEM SAUDÁVEIS”.

Eu sempre procuro dar uma alimentação saudável pro João. Mas não quero tentar parecer aqui alguém que é muito ligada ao assunto, que adora coisas naturais e saudáveis e que odeia uma fritura. Mas como boa mãe que eu tento ser e priorizando a saúde do João, sempre preferi oferecer uma alimentação bacana. E fiquei um pouco triste quando vi que alguns alimentos que ele consome, SÓ parecem saudáveis. Não que eu achasse que suco de caixinha (mesmo os de soja) ou bisnaguinha fossem exclusivamente saudáveis. Mas não imaginava o bocado de coisas ruins que eles tem. Dos 10, os que o João consome (ou consumia, porque hoje fui no mercado e mudei tudo), são: suco de caixinha (antes era umas 3 vezes por semana e agora vou deixar só pra quando sairmos – aqui o Macrovita não entra, ele esta OK), peito de peru (ele come bem de  vez em quando mas agora acho que não vou dar mais), bisnaguinha (tão fofinhas e cheirosas as malditas – troquei por pão de milho) e cereal matinal (ele come uma vez por semana no máximo mas nem vou mais comprar).

Na lista ainda tem : barrinha de cereais, sobremesa láctea, leite de soja, frozen yogurt, empanados de frango e produtos light e diet.

Por último (ainda tinha umas outras mas o texto já esta muito longo), gostei de uma questão que o Marcelo Tas abordou na sua coluna mensal, “Pai Laboratório”.

Ele falou sobre como “Na imensa maioria dos casos, a criança, descrita pelos pais é absolutamente diferente da criança ´de verdade´”. Nossa, como eu sempre penso nisso. Desde nova eu fico analisando esses rótulos que vestimos e que vestem na gente. Geralmente são adjetivos como “bonito”, tímido”, “inteligente”, “teimoso”, “brincalhão”. Como sempre tentei fugir de ser o que os outros dizem que eu sou, ou, depois de me analisar melhor, assumir o que eles dizem que eu sou e que eu sou mesmo (jesus), fico cuidando muito quando falo com o João. Claro que alguns são inevitáveis em determinadas circunstâncias. Mas preste atenção em como você apresenta o seu filho aos outros, porque disso podem depender muitos anos de análise na vida dele…haha. Sem brincadeira, isso é muito sério. Não insira o seu filho num papel, que pode não ser o dele. Tente dar o máximo de liberdade que puder (não estou falando aqui em educar sem punições) quando o assunto for deixar com que o seu filho se descubra sozinho. Não sou nenhuma perita no assunto, mas como filha e como mãe, essa é uma questão que sempre passa na minha cabeça. Adoro deixar o João na escola e depois ficar espiando o comportamento dele quando eu não estou perto. Quando os filhos são de um jeito mas os seus pais insistem em dizer que eles são de outro, cria-se um enorme buraco entre os dois. Os pais podem passar de parceiros à inimigos. E não existe coisa mais triste na vida de um pai ou uma mãe, do que uma relação ruim com os seus filhos. Também tem uma coisa que sempre me deixou possessa com relação à isso. Vivia ouvindo e ainda ouço de algumas pessoas, que o João vai ser isso ou aquilo. Era só ele pegar em um instrumento, que ele seria artista, era porque ele gostava de brincar de construir, que seria engenheiro, era porque ele gosta de detalhes, que vai trabalhar com algo que exija essa percepção. SENHOR! Ele tem apenas 2 anos! Deixa ele ser o que quiser ser, por enquanto. Tudo são descobertas! Não fique já gerando expectativas ou tentando jogar uma frustração da sua vida, no seu filho. Desculpem o desabafo mas vocês não sabem o quanto isso me deixa chateada. Fica a dica e a reflexão.

Desculpem o texto longo, mas não quis deixar nada pra trás.

Espero que tenham gostado das dicas.

Logo eu volto.

beijo beijo

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3 respostas em “Na revista Crescer do mês de agosto…

  1. Meu filho está com 1 ano e oito meses, o desmame foi complicado e já penso no “desfralde”, meu Deus! Muito bom esse post Juliana, beijos e ótima semana.

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