Chá de Pera e preparativos para o casamento.

Pras interessadas, nesse final de semana vai acontecer mais uma Chá da Pera, lá no Hotel!

No blog da Pera e no Fofochic, tem algumas camisas e saias que estarão à venda no sábado. Eu já escolhi as minhas duas camisas must have: a primeira e a segunda, de mangas mais longuinhas, que a Amanda Sasso usou no ensaio. Amanhã vou na casa da Thayse, pegar algumas roupas emprestadas pro nosso ensaio do casamento de semana que vem e com certeza já vou me apossar dessas duas peças pra ficar ainda mais linda nas fotos.

Ontem fiz uma tatuagem, depois de quase dez anos que fiz a minha primeira e única. Eu,  minha irmã e minha mãe, tatuamos a mesma palavra. Assim que ela estiver mais bonitinha eu coloco fotos aqui pra vocês.

Marcelo da Mtattoo mandando ver. Trabalho excelente feito por um profissional super sério.

Final de semana vai ser corrido. Sábado já começo com compra do terno do Marco e do João pro casamento, logo depois, teremos nossas primeiras duas horas de aula de dança pro casamento e de lá vou direto pro Hotel dar uma ajuda pra Thayse no Chá. Estamos super empolgados com as aulas de dança, já que nós dois gostamos de dançar e não queremos fazer feio no dia. Sempre quisemos fazer aula, mas a vida agitada nunca nos permitiu. Então pra agilizar o processo, vamos fazer 8 horas de aulas particulares pra ensaiarmos as músicas que escolhemos dançar. Se der, eu coloco fotos da façanha.

Sei que ando muito filosófica e reflexiva por aqui, mas escrevo o que a minha mente me pede pra escrever. Os preparativos pro casamento andam a mil mas eu quase não venho querendo escrever muito sobre isso. Mas ainda quero fazer um apanhado geral do que vem sendo toda essa preparação. O vestido esta praticamento pronto, já escolhemos o cardápio, quase todos os convites já foram entregues, a lua de mel esta toda organizada, o casamento civil (que vai ser 2 semanas antes) já esta organizado também, todos os fornecedores já foram devidamente contratados e como eu mencionei ali em cima, semana que vem tiraremos as fotos do ensaio. Já antecipo que vai ser em Laguna (que tem toda a parte histórica que eu adoro e praias que o Marco ama), vai ter bicicleta, prancha, livros…tudo o que nos faz feliz. Peguei alguns vestidos brancos emprestados, vou pegar umas saias longas da Pera e aos poucos já estou montando os looks. Um dia antes vou fazer bronzeamento, sobrancelha, unhas e no dia vou ser maquiada e escovada por uma excelente profissional. Tenho certeza que vai ser uma grande diversão. Vamos eu, Marco, Ana Corrêa (fotógrafa querida), sua assistente e a Fê Heinig, que de consultora de imagens, virou amiga e mãe de uma das minhas daminhas. Pessoas especiais escolhidas a dedo pra fazerem parte desse dia tão especial também.

Nem acredito que falta um mês e pouco para agradecermos e pedirmos a benção do cara lá de cima, por todo o amor que sentimos um pelo outro e que nos fez vencer tantos desafios. Essa semana fizemos 2 dias de Curso de Noivos e tirando aquele cansaço de ficar horas sentados, depois de um longo dia, os encontros foram super positivos. Apesar de não ser uma católica praticamente e fervorosa, fiquei muito mais feliz e satisfeita por termos escolhido casar na Igreja, no altar, lugar tão mágico e sagrado e diante de Deus, demonstrar todo o amor que sentimos um pelo outro.

Acho que depois que toda essa correria dos preparativos passar, vou sentir saudades de passar o dia resolvendo pendências, ligando pros fornecedores, respondendo pilhas e pilhas de emails, escolhendo cor de convite, cor da forminha dos docinhos, sabor do bolo e afins. Ainda quero fazer um agradecimento pra cada fornecedor que esta tornando todo esse sonho possível e que me dão confiança de que, apesar dos meus sonhos malucos, tudo vai dar certo no grande dia.

Algumas fotos do Instagram, relacionadas com o casamento….

Primeira prova dos vestidos das daminhas, Duda e Laís.

Decidindo o roteiro da lua de mel na agência Fibratur.

Na Igreja vendo os detalhes com a minha super cerimonial, Bárbara Erig.

Provando os bem casados da Nancy.

Dia em que eu peguei os convites prontos na Anna Hoppe.

Mimo que eu e a Bá ganhamos do Aldo Duarte.

Uma das minhas listas de coisas a resolver.

Detalhe do convite.

No ateliê do Gesoni, esperando a mulherada fazer suas provas.

Curso de noivos – check!

Cardápio escolhido.

Mais um mimo da nossa querida cerimonial.

E já que quase monopolizei o post de hoje falando sobre amor, deixo um vídeo, que conheci através do blog da Gabriela Faraco, aonde a atriz Carolina Ferraz, narra e interpreta um texto lindo, escrito por ela mesma.

Bom final de semana, gente.

beijo beijo

Saia da janela que você vai perceber a sujeira no chão da sua sala.

Há muito tempo atrás, falei no meu antigo blog sobre a dúvida que surge quando se precisa definir o estado civil em casos ainda, vamos dizer, não definidos. Por exemplo, quando se engravida namorando, quando se mora junto, quando se esta noivo há uma década. Enfim, quando se foge dos padrões (medonhos e restritos) criados pela sociedade, desde sempre. E o termo “medonho” ali não é por uma simples revolta interna, não! Claro que quando passamos por essa chatice de rotulações, ficamos peritos no assunto. Mas a maturidade (falou “a matura”) também me trouxe uma nova forma de encarar a vida, sem TANTOS julgamentos (porque nenhum, é praticamente impossível). Acho até que antes de engravidar e ir morar junto, eu quem sabe, também tivesse um pré-conceito contra quem não obedece àquela regra básica do “namorar-noivar-casar-morar junto-ter filhos-e ser feliz pra sempre”. Mas realmente se um dia eu pensei assim, hoje, penso completamente diferente.

E pra quem vive nessas situações “quase que mutantes” citadas ali em cima, o preenchimento de uma simples ficha de supermercado, por exemplo, pode acabar com o seu humor e consequentemente, com o seu dia. Eu diria pode, mas não que deve! Nossa, como eu já passei e pensei sobre isso. Estado civil, profissão, idade, raça, podem ser conceitos tão abrangentes, tão indefinidos. “Minha raça? Olha, senhora atendente, minha família materna é tudo loira de olho azul mas os parentes por parte do meu pai são todos morenos do cabelo escuro. Meu avó paterno, inclusive, tinha aquela cor de índio, coisa mais linda. Então à primeira vista eu até posso parecer de raça “branca” mas é só pegar um solzinho que eu fico bugre igual o meu querido avô”. Mas dá pra explicar tudo isso na ficha? “O meu estado civil, querida recepcionista? Então, eu namorava, depois engravidei e fui morar junto, o que caracteriza uma união estável com os mesmos direito civis de um casamento. Então, meu namorido me pediu em casamento e passamos a nos chamar de noivos. Mas como estávamos sem grana pra casar, decidimos usar a aliança no dedo esquerdo. Porém, conseguimos finalmente marcar a data do casamento e acabamos mudando o anel novamente pro lado direito. Mas agora em Outubro, ele voltará pro lado esquerdo e seremos oficialmente casados”. Ufa. Nessa hora, a recepcionista já esta mexendo no celular e resmungando pra eu colocar então, qualquer opção.

Quantas definições precisamos dar, hein?

Mas o pior são as pessoas que ainda acreditam que essa ordem dos fatores (no caso de casamento) ainda influencia no resultado. Não sei se foi pela proximidade do casamento, mas ultimamente tenho vivido muito também com a questão do seu fim. E como venho aprendendo muito nas minhas terapias da vida, a não julgar os outros, afinal da única pessoa que você sabe ou deve saber de alguma coisa, é de você mesmo, venho tendo cada vez menos paciência com os que olham pra vida dos outros, através das lentes da sua própria vida. Se uma amiga minha vem me dizer que vai morar junto com o namorado, mesmo sem eles nem terem conversado sobre casamento, o que eu vou dizer pra ela? Quero mais é que ela seja feliz! A minha opinião, é somente minha. E eu jamais vou perder um minuto sequer do meu tempo, preocupando-me com a vida dela. Não porque eu não a ame, mas porque quem sou eu pra achar alguma coisa sobre as escolhas dela, quando ainda tenho dúvidas quanto às minhas próprias escolhas.

Ainda ouço muitos julgamentos sobre essas questões de relacionamento. Mas morando junto já há 3 anos, sem estar oficialmente casada, percebi que não existe fórmula mágica pra um relacionamento dar certo. Não é primeiro uma aliança no dedo e depois a divisão das escovas de dentes, que vai garantir que esse casal um dia não termine. Se a única questão do julgamento for o fato dessa desordem, de que depois eles nunca mais vão casar, de que pro cara é tudo muito fácil, sinceramente, acho de uma falta de sensibilidade tremenda. Quem julga, também deve ser respeitado, afinal, esse seu pensamento, é tudo o que ele tem pra oferecer ao mundo, mas o que eu quero dizer, é que julgamentos baseados em padrões sequenciais impostos pela sociedade, não tem qualquer validade e credibilidade. Quantos casamentos que aconteceram com toda essa sequência de rituais, mas que por falta de requisitos bem mais importantes, chegaram ao fim? O que precisa mais num relacionamento, além de amor, respeito, companheirismo e lealdade? Uma aliança? Uma festa de casamento? Na primeira crise, principalmente financeira, se todos aqueles sentimentos ali não existirem, a relação se acaba bem rapidinho.

Se duas pessoas escolhem ficar juntas porque se amam, se decidem não seguir todo o ritual por uma escolha própria e consciente, porque isso deve ser questionado por outras pessoas?

E eu aqui não estou julgando isoladamente ninguém que teve esse tipo de julgamento. Estou indo contra quem demonstra isso pras pessoas. Podemos ter a nossa opinião, que sempre é formada de acordo com os nossos valores (e é o que eu estou dando aqui, a minha opinião, a minha forma de enxergar). Mas somos tantos e tão diferentes. Não existe quem esta certo e quem esta errado. Existe quem se coloca no seu lugar de telespectador da vida alheia. Quando focamos os outros com a nossa lanterna da vida, ficamos nós mesmos no escuro completo. Quando falamos e falamos dos outros, não temos a chance de fazermos silêncio e prestarmos atenção em nós mesmos. Quando cuidamos da vida dos outros, estamos perdendo tempo de cuidar do nosso próprio jardim. Quando achamos que o outro precisa de uma ajuda, de um conselho, não pensamos em nós e tiramos do outro a chance de ele mesmo aprender a viver com as suas próprias escolhas. Podemos até fazer tudo isso por amor, por amar esse outro, mas quem diz ou dá o que não lhe é pedido, dá demais, dá além e portanto, torna-se inadequado.

Sempre fui muito de julgar os outros. Já dei muita opinião não solicitada, já me achei muito a dona da razão. Mas a vida ensina (pra quem quer aprender). Hoje eu ainda até posso julgar em pensamento, mas já não mais me expresso (mesmo quando solicitada e repito, esse texto é uma amostra da minha forma de enxergar e não de “julgar os julgamentos dos outros”). E mesmo quando apenas penso, sempre paro e faço uma auto-reflexão desses meus julgamentos. Até o dia em que, quem sabe eu realmente não me preocupe mais com as vidas que não me pertencem.

E não me entendam como uma pessoa arrogante, que esta dizendo que hoje é madura, evoluída e o escambal. Enxerguem esse texto como um depoimento de quem sempre foi muito faladeira, muita cheia de justificativas, muito cheia de razão. Mas que começou a enxergar todas essas desnecessidades, e que a cada dia esta exercitando esse não enfoque nos outros, mas sim e apenas, em mim mesma. Isso não quer dizer que serei egoísta, que não sairei mais com as amigas, que não ficarei mais preocupada com elas e suas decisões. Mas que eu venho tentando não apenas julgar, não apenas apontar o que eu enxergo como possíveis erros, mas sim, escutar e quem sabe, se solicitada, compartilhar humildemente, tudo o que venho aprendendo.

Esse não foi um desabafo isolado, direcionado e muito menos quero que seja entendido como uma lição de moral. Tudo o que eu venho aprendendo, foi lendo, escutando, lendo, escutando. E as ideias desses textos são sempre a de compartilhar, em síntese, todo esse aprendizado. Às vezes quem já se percebe o tempo todo, preocupado ou achando que precisa “ajudar” alguém (muito porque se julga mais entendido do que essa pessoa), é quem na verdade precisa de ajuda, precisa dessa preocupação.

É olhando pra fora que eu fujo de olhar pra dentro.

Montagem com as minhas fotos de janelas.

E você, vem mais pendurado na janela da sua casa, olhando e cuidando da vizinhança, ou já percebeu que na verdade, o que importa mesmo, é você fechar a janela e prestar atenção no que acontece dentro da sua casa, dentro de você?

Fica a reflexão.

beijo beijo

Na revista Crescer do mês de agosto…

Confesso que não sou muito de comprar essa revista. As únicas vezes que comprei, foi porque a reportagem da capa tinha muito a ver com algum momento pelo qual eu vinha passando (depois eu arranco o que me interessa, arquivo por assunto e jogo o resto fora- sim, sou mega organizada). Mas nesse final de semana minha mãe me comprou a revista desse mês. E como encontrei alguns temas interessantes, resolvi marcá-los e falar um pouco sobre eles aqui, através do meu olhar de mãe/leitora.

A minha primeira marcação foi mais uma dica para as mamães que pensam ou já tem mais de um filho. É a indicação de um livro sobre o assunto, “A segunda gravidez” e uma pequena entrevista com o GO (ginecologista/obstetra na linguagem materna), que participou como consultor da versão brasileira da publicação.

Adorei o título.

A entrevista completa.

Na sequência, o que eu mais gostei foi o texto da coluna “PRIMEIRAS PALAVRAS – Ajuda extra”, da GO e sexóloga, Carolina Ambrogini, sobre a eterna falta de tempo que nós mães temos, sejam pras tarefas cotidianas, como pra, principalmente, nós mesmas.

Já falei algumas vezes sobre isso mas sempre acho que estou delirando um pouco, quando afirmo que ainda existem muitas mulheres que se esquecem em prol dos filhos e dos outros. Mas pelo visto, não deliro não! Apesar de hoje vivermos numa sociedade bem mais evoluída, cada vez mais vejo que esse “auto-esquecimento” ainda acontece bastante. Algumas podem estar me achando crítica demais por usar essas palavras, mas eu sempre vou levantar essa bandeira! Eu, em primeiro lugar! Lógico que com tempo sobrando, isso se torna mais fácil. Mas nada serve como desculpa quando o assunto é você! E isso é uma escolha minha hein? Semana passada, conheci uma mulher (muito fofa) que diz não se arrepender de ter a vida inteira se dedicado às suas duas filhas, mesmo que muita gente a tenha criticado por isso. Então eu coloquei a mão no coração dela e disse que o que importa é o que sentimos ali. Se essa for uma escolha nossa, ok! Quando eu lembro às mamães de que elas precisam de um tempo pra elas, refiro-me àquelas que vivem se queixando que nunca conseguem fazer nada do que querem.

Frase destacada de Carolina Ambrogini

Outra questão que me chamou a atenção,foi representada por um pequeno texto na Revista, intitulado de “Obrigada sempre é bom” e escrito pela diretora de redação da revista, Daniela Tófoli, que trata sobre os agradecimentos dos presentes de aniversário.

Eu sempre fico me sentindo super culpada por não agradecer cada presente pessoalmente. No primeiro aniversário do João, quando abrimos os presentes, eu anotei num papel o nome de quem deu (que geralmente esta no papel que é rasgado) e qual era o presente, pra depois lembrar de agradecer. Mas no fim eram tantas pessoas e eu era uma mãe tão estressada, que decidi abandonar a ideia, como quem delega essa função pra Deus porque se não, tornaria-se mais uma pendência na minha infinita lista. Nesse ano, como o João já entendia o que era um presente, vira e mexe ele ia lá e abria o pacote. Nem tive tempo de anotar nada. Alguns eu lembrei de cabeça e depois comentei com quem deu mas num modo geral, não deu. O  máximo que eu consegui fazer, foi esconder uma grande parte pra ir dando aos poucos durante o ano. Talvez quando os aniversários do João diminuírem de tamanho eu consiga fazer isso. Porque adoro escrever cartões e acho de uma gentileza infinita esse agradecimento. É muito bom ouvir “nossa, ele adora aquilo que você deu” ou “nós usamos muito o seu presente”. Quando eu lembro a pessoa que deu, sempre procuro agradecer e falar sobre o presente.

A terceira matéria foi sobre a música presente na vida da criança, através da história de uma mãe que tem uma escola de música e que cresceu no meio musical.

Não vou falar muito sobre isso mas só vim dizer que eu acredito muito no poder da música na vida de uma criança. O João desde sempre foi uma criança musical e desde os 11 meses, uma vez por semana ele tem música na escola dele. Adora cantar, adora tocar instrumentos. Então que na semana passada, começamos a fazer aula de musicalização uma vez por semana na escola de música da mesma professora da escola dele. Ele no início adorou mas no final ficou meio enjoadinho. Mas deu pra perceber que a forma como eles conduzem a aula, vai trazer bastante benefícios pro meu João e pra mim, também. Afinal, é uma hora que ficamos juntinhos cantando.

Na revista, também tem uma reportagem sobre partos. Mas vou deixar pra vocês, principalmente pras que estão grávidas e ainda estão pensando sobre o assunto, só a tabela, que achei bem divertida e bem explicativa, sobre a sequência de várias escolhas no parto.

Na sequência, gostei muito de uma reportagem sobre o desfralde. Não sei se eu já falei aqui, mas tentamos desfraldar o João em março, quando ele fez 2 anos. Apesar de ele nunca ter dado qualquer sinal que queria sair das fraldas, como era final do verão e ele completou 2 anos, decidimos começar. Começamos aqui em casa no feriado de páscoa e demos sequência, junto com a Escola na semana seguinte (nessa época tirei a mamadeira noturna). Juro que levei da maneira mais tranquila possível, mas em uma semana ele não teve qualquer evolução. Então a professora dele disse que era pra esperarmos mais um tempo, porque ele ainda não estava preparado e podíamos estar criando um trauma pra ele. Eu sou muito tranquila com relação à todas essas questões e aceitei numa boa. Tudo que esteve ao meu alcance até agora, como o desmame, o dormir sozinho no berço e depois na cama, a ideia de tirar a mamadeira agora no final do ano, restrições e lições de obediência, eu fiz. Mas como isso dependia muito mais de uma vontade dele, deixei a coisa acontecer naturalmente. Agora vamos esperar passar toda essa loucura de casamento e lua de mel e depois vamos tentar retomar o processo.Já venho conversando com ele e já vejo uma pequena melhora. Ele já me diz quando esta fazendo xixi e cocô, já esta um pouco incomodado com a fralda…

Na reportagem, eles falam justamente sobre isso, sobre esperar esse momento da criança. E você vai ouvir sempre tudo quanto é tipo de opinião. Mas pra criança não existe fórmula mágica e eu nunca entro nessas disputas de mãe, não. Mas que às vezes dá vontade de falar “Ah é, o seu filho já não usa mais fralda com 2 anos? Mas duvido que ele conjugue verbos, use corretamente o plural, já saiba a dimensão das palavras “ontem”, “amanhã”, “difícil”, “maravilhoso”, “enganar” e por aí vai”. Hahahaha. Voltando ao mundo real, na reportagem tem umas dicas bem legais sobre desfralde.

Agora, a reportagem que pra mim teve o maior valor de aprendizado, “’10 ALIMENTOS QUE (SÓ) PARECEM SAUDÁVEIS”.

Eu sempre procuro dar uma alimentação saudável pro João. Mas não quero tentar parecer aqui alguém que é muito ligada ao assunto, que adora coisas naturais e saudáveis e que odeia uma fritura. Mas como boa mãe que eu tento ser e priorizando a saúde do João, sempre preferi oferecer uma alimentação bacana. E fiquei um pouco triste quando vi que alguns alimentos que ele consome, SÓ parecem saudáveis. Não que eu achasse que suco de caixinha (mesmo os de soja) ou bisnaguinha fossem exclusivamente saudáveis. Mas não imaginava o bocado de coisas ruins que eles tem. Dos 10, os que o João consome (ou consumia, porque hoje fui no mercado e mudei tudo), são: suco de caixinha (antes era umas 3 vezes por semana e agora vou deixar só pra quando sairmos – aqui o Macrovita não entra, ele esta OK), peito de peru (ele come bem de  vez em quando mas agora acho que não vou dar mais), bisnaguinha (tão fofinhas e cheirosas as malditas – troquei por pão de milho) e cereal matinal (ele come uma vez por semana no máximo mas nem vou mais comprar).

Na lista ainda tem : barrinha de cereais, sobremesa láctea, leite de soja, frozen yogurt, empanados de frango e produtos light e diet.

Por último (ainda tinha umas outras mas o texto já esta muito longo), gostei de uma questão que o Marcelo Tas abordou na sua coluna mensal, “Pai Laboratório”.

Ele falou sobre como “Na imensa maioria dos casos, a criança, descrita pelos pais é absolutamente diferente da criança ´de verdade´”. Nossa, como eu sempre penso nisso. Desde nova eu fico analisando esses rótulos que vestimos e que vestem na gente. Geralmente são adjetivos como “bonito”, tímido”, “inteligente”, “teimoso”, “brincalhão”. Como sempre tentei fugir de ser o que os outros dizem que eu sou, ou, depois de me analisar melhor, assumir o que eles dizem que eu sou e que eu sou mesmo (jesus), fico cuidando muito quando falo com o João. Claro que alguns são inevitáveis em determinadas circunstâncias. Mas preste atenção em como você apresenta o seu filho aos outros, porque disso podem depender muitos anos de análise na vida dele…haha. Sem brincadeira, isso é muito sério. Não insira o seu filho num papel, que pode não ser o dele. Tente dar o máximo de liberdade que puder (não estou falando aqui em educar sem punições) quando o assunto for deixar com que o seu filho se descubra sozinho. Não sou nenhuma perita no assunto, mas como filha e como mãe, essa é uma questão que sempre passa na minha cabeça. Adoro deixar o João na escola e depois ficar espiando o comportamento dele quando eu não estou perto. Quando os filhos são de um jeito mas os seus pais insistem em dizer que eles são de outro, cria-se um enorme buraco entre os dois. Os pais podem passar de parceiros à inimigos. E não existe coisa mais triste na vida de um pai ou uma mãe, do que uma relação ruim com os seus filhos. Também tem uma coisa que sempre me deixou possessa com relação à isso. Vivia ouvindo e ainda ouço de algumas pessoas, que o João vai ser isso ou aquilo. Era só ele pegar em um instrumento, que ele seria artista, era porque ele gostava de brincar de construir, que seria engenheiro, era porque ele gosta de detalhes, que vai trabalhar com algo que exija essa percepção. SENHOR! Ele tem apenas 2 anos! Deixa ele ser o que quiser ser, por enquanto. Tudo são descobertas! Não fique já gerando expectativas ou tentando jogar uma frustração da sua vida, no seu filho. Desculpem o desabafo mas vocês não sabem o quanto isso me deixa chateada. Fica a dica e a reflexão.

Desculpem o texto longo, mas não quis deixar nada pra trás.

Espero que tenham gostado das dicas.

Logo eu volto.

beijo beijo

A história de Maria Fernanda, Maria Clara ou Maria “Você”.

Engraçado que o dia em que eu escrevi esse texto, não estava chovendo e não era uma terça-feira. E hoje quando decidi postá-lo aqui, dei risadas ao ler a parte que menciona aqueles conflitos que surgem em dias comuns, geralmente nublados e chuvosos.

O texto pode parecer meio louco. Mas ele foi um exercício pra mim. E a mensagem que fica é a de que todas nós podemos ser essa Maria, mesmo se tivermos 20, 30, 40, 50 ou mais anos. Que bom se vivermos esse momento mais cedo, quando ainda temos muita vida pela frente. Não que aos 50 não tenhamos, mas vamos combinar que aos 20 o futuro nos remete a um espaço bem maior de tempo, não?

Então, se alguma questão te afligir no dia de hoje (que é chuvoso aqui em Floripa), preste um pouco mais de atenção nela. Sabe aquela música que não sai da nossa cabeça? (tirando os hits babacas e desconexos) Talvez ela esteja querendo te dizer alguma coisa. Às vezes pode ser um recado do seu inconsciente. Pare e escute os recados que o seu corpo vem tentando te dar.

E agora vamos a história da nossa Maria…

A história de Maria Fernanda, Maria Clara ou Maria “Você”.

                E por um momento ela se sentou um pouco, porque o peso que carregava dentro de si, já não podia mais ser suportado por suas pernas. Engraçado esse encontro entre os sentimentos, que são praticamente abstratos e uma dor física, que pode ser sentida de maneira absolutamente concreta pelo nosso corpo.

Sentada ali, Maria procurou aquietar o turbilhão de emoções que se faziam dentro dela e tentou descansar os olhos aleatoriamente em algum ponto da sala. Mas não adiantava fugir, quando as nossas aflições chegam ao seu limite, tudo ao nosso redor parece gritar para que as enxerguemos. Assim, seus olhos se depararam justamente com uma foto do dia do seu casamento. Dois jovens felizes, vivendo um dia importante de suas vidas. Tantos desejos, tantas vontades, tantas afinidades. Nesse momento, Maria tentou fechar os olhos pra ver se conseguia sentir tudo de bom que invadiu o seu corpo naquele dia, como num último suplício de não ter que tomar uma decisão. Um segundo, dois segundos e o “tudo de bom” só era conseguido ser sentido como uma lembrança boa, nada mais.

Mas e agora? – se perguntou ela, desolada. O que fazer com todos os recados que a minha cabeça vem me dando, de que algo não vai bem? Mais uma vez, seus olhos encontraram uma foto. Dessa vez, da família que ela e Fábio haviam formado ao longo de quase 30 anos de casamento. Ao olhar os seus dois filhos, um sentimento de culpa dominou cada célula daquela mulher imóvel no sofá. Como me mexer? Maria pensou que talvez esse fosse mais um daqueles momentos que podem ser contornados com algumas pílulas, com uma desculpa de que devem ser os hormônios da idade ou com algumas explicações psicológicas atribuídas às mulheres que chegam aos seus 50 anos. Mas será? Ela se perguntava, como poderia diferenciar se esse seu sentimento de vazio poderia ser justificado com todas essas razões ou se realmente faltava algo dentro dela, algo que fora adormecido pela vida que se seguiu, mas que agora acordara com uma enorme fome de viver.

Todos esses devaneios foram interrompidos com o barulho de chaves na porta de entrada do apartamento, que anunciavam a chegada de alguém. Maria balançou a cabeça como se assim, fosse possível sair do transe em que havia se enfiado naquela tarde chuvosa de terça feira. Naquela tarde absurdamente comum, aonde o mundo lá fora continuava no seu ritmo normal. Crianças pulavam nas poças da calçada, o trânsito, como de costume, estava caótico, sirenes denunciavam os efeitos de longos dias de chuva. Naquela tarde comum, onde nada parecia ter mudado muito na Terra, mas que alguma coisa dentro de Maria, parecia não ver mais esse mundo da mesma maneira.

– Maria? – chamou Fábio – você esta aí?

Por um segundo, Maria tomou aquela pergunta num sentido não literal da questão. Porque sim, ela estava ali. Estava em casa, sentada no velho sofá, vestindo as mesmas roupas de sempre. Mas ao mesmo tempo, não. Maria não estava em casa. Maria sequer estava presente naquele momento. E o pior de tudo, ela nem sabia pra onde realmente queria ir.

Boa terça feira pra todo mundo.

beijo beijo

“A voz da intuição…”

Hoje teve post meu lá no Blog Delicinhas de Pera. Cliquem AQUI pra ler.

Hoje decidi deixar a dica de uma música que eu já gosto há muito tempo, mas que voltei a ouvir porque comprei o novo CD da cantora Ive, “Sem moldura”. A letra é do Lenine e apesar de a voz dele ser quase imbatível, a versão da moça também ficou muito legal. Conheci o trabalho dela por causa da música “Seu Olhar” que tocava em Malhação. Agora ela lançou o seu CD e nele regravou a música “É o que me interessa”. Tipo, há quase uma semana, no meu carro só tocam as músicas 01 e 09 do CD dela, respectivamente. Até o João já sabe cantar.

Falando em João, ele esta cada dia mais lindo, perfeito, gostoso, companheiro. Andou passando por uma fase complicada mas dei uma de Supernanny e ele virou outra criança. Tudo ele entende, dizendo um “Ta bom”, aprendeu a esperar, esta super obediente, amado, carinhoso. Enfim, uma delícia. Agora digo que é um verdadeiro prazer passar os dias com ele, porque não tem mais birras, momentos de tensão, provocações. Tudo flui….

Agora a letra da música. Reparem na beleza dos encontros das palavras. Canto bem alto como se não houvesse nada melhor na vida do que aquele momento. E sempre fico impressionada com essa letra. Adoro principalmente a parte que pintei de negrito lá embaixo. Pensem….”a lógica do vento”, “o caos do pensamento”, “a paz na solidão”, “a pausa do retrato”, “a voz da intuição” (!!!!!!!), “a fórmula do acaso”, “o alcance da promessa”…o cara é um gênio!!!!

(Achei esse vídeo bem bonitinho, já que não achei nenhum oficial).

É o que me interessa – Lenine

Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem.

Quem vai virar o jogo
E transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado
Só de quem me interessa.

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa.

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa.

(Vídeo que achei com a versão dela).

Escutem a música com calma. Juro, sempre me arrepio quando escuto.

Espero que tenham gostado da dica.

Juro que logo eu volto. Boa semana pra todos vocês!!

beijo beijo

Pé ante pé, rumo ao desconhecido – continuação da Vasalisa.

JÁ PARTICIPARAM DO SORTEIO DE 2 VALES COMPRAS DA PERA? ENTREM AQUI E SAIBAM COMO!!

Quero agradecer aos comentários que recebi, tanto por aqui, quanto por outros meios, com relação à forma como eu escrevo. Como a decisão de focar na escrita (que é uma paixão antiga) ainda é recente e digamos que eu tenho um superego bem megero, sempre que recebo um elogio, ao invés de achar que não o mereço, como fiz durante muito tempo, permito-me ficar super contente e mais confiante de que ando no caminho certo. Quarta feira na minha Terapia das Lobas, recebi palavras maravilhosas de estímulo quanto à decisão de seguir escrevendo. Obrigada meninas pelo carinho e por enriquecerem a minha vida compartilhando um pouco da vida de vocês lá no grupo. Sem palavras pra tudo o que eu aprendo lá.

Agora, vamos à continuação do conto da Vasalisa. Como eu falei no último texto sobre o assunto (AQUI), todas as tarefas do livro vem alinhavadas umas nas outras. Não há como pular uma para chegar realmente até o fim.

Depois que você permitiu que o que é demais dentro de você morresse, depois que você identificou o seu trio perverso e consequentemente, enxergou o que te faz inadequada em sua vida, chegou o momento de você entrar no escuro da floresta. Chegou a hora em que você vai se deparar com o desconhecido, com uma realidade nunca antes vivida por você. Quando, na busca da nossa natureza de mulher selvagem, escolhemos seguir em frente, é como se realmente estivéssemos como Vasalisa no conto, diante de uma floresta escura, sobre a qual muitas vezes nos sentimos amedrontadas.

“A floresta ia ficando cada vez mais escura, e os gravetos estalavam sob seus pés, deixando-a assustada. Ela enfiou a mão bem fundo no bolso do avental, e ali estava a boneca que a mãe ao morrer lhe havia dado.
– Só de tocar nessa boneca, já me sinto melhor – disse Vasalisa, acariciando a boneca no bolso.
A cada bifurcação da estrada, Vasalisa enfiava a mão no bolso e consultava a boneca. “Bem, eu devo ia para a esquerda ou para a direita?” A boneca respondia “Sim”, “Não”, “Para esse lado” ou “Para aquele lado”. E Vasalisa dava à boneca um pouco de pão enquanto ia caminhando, seguindo o que sentia estar emanando da boneca”.

E esse medo é completamente compreensível, afinal sempre estivemos presas no mesmo lugar, no mesmo papel. Mas como decidimos continuar, não deve ser agora que vamos ficar estagnadas. Nesse momento do conto, quando Vasalisa se vê diante do escuro da floresta, é que ela se lembra da bonequinha dentro do seu avental, que faz o papel da nossa intuição feminina. É perante um local antes desconhecido que muitas vezes, assim como Vasalisa, lembramo-nos daquilo que esta dentro da gente desde sempre mas que estava adormecido pela correria do dia a dia.

No livro, Clarissa dá diversos exemplos de como a figura da boneca tem um forte significado simbólico de uma pequena vida e de uma grande sabedoria. No começo do conto, diz-se que a boneca que a mãe de Vasalisa lhe deu como benção antes de morrer, era como se fosse uma miniatura da menina.

“- Essa boneca é para você, meu amor – sussurrou a mãe, e da coberta felpuda ela tirou uma bonequinha minúscula que, como a própria Vasalisa, usava botas vermelhas, e avental branco, saia preta e colete todo bordado com linha colorida”.

E a mãe de Vasalisa completou:

“- Estas são as minhas últimas palavras querida – disse a mãe. – Se você se perder ou precisar de ajuda, pergunte a boneca o que fazer. Você receberá ajuda. Guarde sempre a boneca. Não fale a ninguém sobre ela. Dê-lhe de comer quando ela estiver com fome. Essa é a minha promessa de mãe para você, minha bênção querida”.

Quando o trio perverso de Vasalisa apareceu em sua vida, em nenhum momento ela teve dúvidas do que fazer. Feliz com as suas presenças, tomou o papel de sua mãe que tinha morrido e pôs-se a agradá-las fazendo o que sempre soube fazer, lavar, cozinhar, cuidar da casa. Mas como eu disse anteriormente, enquanto você não identificar o seu trio perverso, ele sempre exigirá mais de você, sempre almejará o seu fim. E assim foi com Vasalisa, o trio só descansou, quando acabou com o fogo da casa (que tem todo um significa de vida, paixão) e fez com que a menina fosse ao encontro da bruxa megera. Aqui repito que esse nosso trio não deve ser visto como algo exclusivamente negativo, pois muitas vezes é ele quem nos faz sairmos da aquietação aonde insistíamos em permanecer.

Quando Vasalisa esta diante da floresta escura, ela lembra das palavras da mãe e consequentemente da sua bonequinha. Durante todo o percurso na floresta, que era algo desconhecido para ela, Vasalisa precisa confiar totalmente e cegamente no seu poder intuitivo. É a bonequinha quem a guia em meio a escuridão.

Quando adentramos num lugar do qual ainda não conhecemos, que é o caminho em busca do resgate da nossa natureza selvagem, chegamos ao momento em que devemos parar, refletir e através da nossa intuição, seguirmos adiante. Por isso eu sempre friso que intuir nada tem a ver com o ímpeto de qualquer ação. Intuição é você parar por um momento, pensar em toda a sua situação e perguntar a sua bonequinha o que deve fazer.

Uma das sub tarefas do livro, diz que esse é o momento em que devemos “consentir em se aventurar a penetrar no local da iniciação profunda (entrada na floresta) e começar a experimentar o sentimento novo e aparentemente perigoso de estar imersa no poder intuitivo”.

Esse é o momento em que deixamos tudo o que já conhecemos para trás e damos início a uma longa caminhada em território desconhecido. Vocês já vivenciaram alguma situação de completa escuridão? Pode ser por conta de um blecaute ou coisa parecida. Já perceberam o quanto o nosso sentido da audição se aguça nesses momentos? Quando entramos no escuro da nossa floresta, rumo a um lugar ainda não pisado por nós mesmas, o que devemos fazer? Aguçar os nossos ouvidos e escutar o que a nossa intuição tem a nos dizer.

Escutamos muito da Soninha a arbitrariedade que existe entre confiar e controlar. Ou você confia ou você controla. Diante do escuro do desconhecido, ou você continua procurando controlar a situação, racionalizando todas as mensagens que aparecem pra você ou você confia no seu poder e segue adiante. E isso serve para todas as áreas da nossa vida, principalmente para os relacionamentos a dois. Ou você confia no amor que o outro sente por você ou você passa a controlar cada passo dele e se torna alguém completamente controlador. E isso cansa, não? Além de que não garante nada, principalmente uma fidelidade.

E como é bonito e sonoro esse verbo “confiar”. Confiar, como ouvi na Terapia das Lobas “significa aprendermos a nos ouvirmos e não aos outros”. E foi confiando na boneca, que Vasalisa aprendeu a fazer o caminho de volta para a casa de Baba Yaga, que representa a mãe selvagem, a mulher que sabe. Foi confiando na sua intuição que ela aprendeu o caminho pra dentro dela mesma, da sua origem, do papel que ela realmente deveria exercer. A intuição é como uma luz no meio da mata escura.

Mas não podemos esquecer de outra frase que a mãe da Vasalisa lhe disse em seu leito de morte. Devemos também alimentar a nossa bonequinha, nutrir a nossa intuição. Mas como? Acreditando e respeitando o que ela nos diz. Quando não confiamos nela e não a escutamos, ela pode se atrofiar dentro de nós. Clarissa diz no livro “Nutrimos o profundo self intuitivo ao prestar atenção a ele e ao agir de acordo com sua orientação. Ele é um personagem autônomo, um ser mágico, mais ou menos do tamanho de uma boneca que habita a terra psíquica da mulher interior. Nesse sentido, ele é como os músculos do corpo. Se um músculo não for usado, ele acaba definhando. A intuição é exatamente igual: sem alimento, sem atividade, ela se atrofia”. Mas mesmo que não venhamos ouvindo a nossa intuição, sempre é tempo de recomeçar. “A compreensão da mulher da sua sabedoria intuitiva pode ser fraca em consequencia do rompimento, mas com exercício ela poderá se restaurar e se manifestar em sua plenitude”.

E diante de toda essa ressurreição da nossa natureza intuitiva, temos ainda que cumprir duas das sub tarefas do livro que dizem o seguinte: “Deixar que a mocinha frágil e ingênua morra ainda mais” e “Transferir o poder para a boneca, ou seja, para a intuição”.

Transcrevo ainda uma frase do livro que é muito legal:

“Não há benção maior que uma mãe possa dar à filha do que uma confiança na veracidade da sua própria intenção”.

Mas como venho dizendo, na teoria tudo parece muito simples. Porém, na vida, sempre vamos encontrar mil desculpas pra não entrarmos na floresta rumo ao desconhecido, rumo ao resgate da nossa verdadeira essência. Mas somente você é quem pode dar o primeiro passo. Pé ante pé, ir ouvindo e confiando no seu poder intuitivo, pra então encontrar o caminho de volta pra casa, pra sua casa, pro seu verdadeiro self (self basicamente significa o seu eu).

Logo eu volto. Bom final de semana pra vocês, que o nosso vai ser de viagem pra entrega dos convites do casamento!!! Faltam 50 dias!!!

Beijo beijo

Às vezes uma imagem vale mais que mil palavras.

QUEM QUER GANHAR 2 VALES COMPRAS DAS ROUPAS DA PERA??? O ANIVERSÁRIO É DE BLOG MAS QUEM GANHA SÃO VOCÊS!!! PRA SABER COMO PARTICIPAR, ENTREM AQUI!! Tha, apesar de já ter dado os parabéns ontem pessoalmente, quando fui fazer as fotos, mais uma vez te parabenizo pela coragem de seguir os seus próprios sonhos. E quando fazemos aquilo que amamos, o resultado não poderia ser outro!

Sei que estou bem ausente. Mas também ando sentindo falta de comentários. Gosto desse feedback dos leitores pra saber se andam gostando dos textos. Vamos lá, pessoal, animem-se e me animem também!!!

Deixo algumas fotos do meu Instagram nos últimos tempos.

Foto que eu tirei da tatuagem de mandala da Dulce Magalhães, esse dias num almoço.

Foto da roupa, que minha mãe trouxe da Tailândia e que usei num longo dia lendo e escrevendo.

Logo vem tatuagem nova por aí…depois de quase 10 anos em que fiz a minha única tatuagem.

Sábado à noite no centrinho da Lagoa da Conceição. Boa música e ótimas companhias.

Vovó e papai no chopp e eu e meu bebê só no suquinho.

Por eu sempre afirmar que você pode até estar de mãos dadas com o Dalai Lama, mas que não vai encontrar a paz de espirito se não estiver de mãos dadas com você mesma, ando aproveitando esse meu momento pra entender melhor essa espiritualidade oriental que tanto me encanta.

Deveres do coaching, que vem se mostrando revelador!

Meu estiloso.

Ponta das Caranhas e seu imbatível prato da casa.

Minha vida.

Almoço de domingo em família.

Imã de geladeira que a mãe trouxe do Butão, o país da felicidade.

A idade chega e junto com a maturidade, vem a necessidade dos óculos.

Juro que logo eu volto. Pra quem quiser me adicionar no Instagram meu nome é “jubpinheiro”.

beijo beijo