Vasalisa e a perda da nossa intuição feminina.

Ontem fiquei muito contente com o que eu concluí ao escrever o texto sobre as periguetes. Há tempos venho que questionando sobre essa minha “implicância” com as meninas que são intituladas it girls e que criam sites ou blogs pra falarem um pouco sobre o seu mundo. Porque eu sou a que mais critico quem perde tempo criticando o que não gosta. Então sempre procuro fugir desse assunto. Mas como ando procurando ter um espírito livre e me permitir escrever sobre algum assunto que vira e mexe ocupa uma parte do meu tempo, enquanto escrevia e editava o post de ontem, fiquei tentando deixar claro pra quem me lê e pra mim mesma, da onde vem essa minha implicância (que eu juro que não tem nada a ver com inveja porque nem que eu me esforçasse muito conseguiria ser tão fútil). Eu não quero, jamais, englobar todas as blogueiras de moda nessas minhas críticas. Como eu disse ontem, existem blogs e blogs que falam sobre o assunto. Mas o que me intrigava e ainda me intriga, é a imensidão de futilidade que existe e pelo que eu percebo, que só aumenta a cada dia. Cada um lê o que quer,claro, mas eu queria encontrar um fundamento pra essa minha opinião. Não gosto de quem solta uma crítica mas não sabe explicar o porquê de pensar assim. Então que escrevendo e hoje lendo o texto novamente, percebi que o que me irrita é o fato de que só porque alguém tem dinheiro, consequentemente tem mais tempo e mais acesso ao mundo da high society, é considerado alguém digno de criar um meio de comunicação pra esfregar isso na cara de todo mundo. E por eu acreditar que cada um procura ler o que é do seu interesse, fico ainda mais pasma com os milhares de acessos que essas pessoas tem. Estava olhando o Instagram de uma dessas pessoas esses dias e fiquei apavorada com as milhares de curtidas e comentários, em questão de minutos, numa foto em que ela colocou da roupa que vestiu quando foi almoçar num domingo. E elogiavam, e perguntavam da onde eram as roupas. Ta, ta Juliana, não vai seguir o seu princípio do livre arbítrio? Desculpa gente, juro que nunca mais toco no assunto. Mas não posso deixar de continuar me perguntando, aonde vamos parar assim? Ninguém é obrigado a gostar de ler e de se questionar o tempo tudo. Mas daí a achar o máximo essa babaquice toda que rola nesse mundo que insistem em chamar de high society, ou alta sociedade…como mesmo já cantou Elis há alguns anos atrás..

“Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down o high society”

Mas voltando ao assunto desse post. Já falei aqui que desde que a minha psicóloga saiu de licença maternidade, estou fazendo uma terapia semanal com um grupo de mulheres, aonde estudamos os contos do livro “Mulheres que correm com os lobos”, da analista junguiana Clarissa Pinkola Estés. Pra quem quiser entender mais sobre o que vou falar, pode ler um post no meu blog e um post no blog Delicinhas de Pera, aonde escrevi um pouco sobre esse assunto.

Basicamente, a intenção de Clarissa com esse livro é resgatar a nossa (me refiro às mulheres) essência selvagem, que foi literalmente pisoteada, domesticada, como ela mesmo fala, através dos tempos e da evolução da sociedade. Confundimos o “ter que fazer” com o que queremos ou precisamos fazer realmente. E por conta disso, perdemos o nosso poder da Intuição, que nada tem a ver com impulsos ou ideias repentinas, mas sim com um farejamento dos fatos, uma aquietação da mente, que resulta então em uma decisão.

Desde que eu comecei essa terapia, no dia 30 de maio, senti uma necessidade imensa de dividir os meus aprendizados de lá com vocês. Afirmo aqui que não sou psicóloga, que muita coisa do que eu disser esta escrito no livro ou foi falado pela psicóloga que conduz o grupo, Sônia Farias, vulga Soninha (vou procurar sempre fazer uma citação adequada) e que os meus textos não possuem como objetivo se tornarem um trabalho acadêmico. Só quero mesmo compartilhar com vocês a grandeza do trabalho e quem sabe, trazer alguém para o grupo (não ganho comissão, ok? Quem tiver interesse pode mandar um email para ju_bp@hotmail.com). Pra mim, compartilhar algum conhecimento é como se eu estivesse multiplicando ele. É como se eu conseguisse trazer à luz, alguém que talvez se encontrasse num breu interno, como eu me encontrava.

Como eu falei no post que mencionei acima, o livro se divide em 19 lendas, contos antigos e cada um é dissecado minunciosamente, no intuito de fazer uma comparação com as nossas vidas, para vermos em que parte da história nos encontramos e o que precisamos pra chegar ao fim, ao fim de alguma falta de coerência que possa estar nos permeando.

Enfim, hoje vim aqui só fazer uma apresentação, uma introdução, porque o conto por si só já é bem longo. A ideia lá do nosso grupo é a de ouvir o conto porque como a Soninha mesmo nos explicou, tudo que nos é dito, entra por um caminho diferente daquilo que lemos (associem isso a história que eu contei no meu post sobre o assunto, aonde eu conto a história da Verdade que queria conhecer o castelo do Sultão. Às vezes, a mesma coisa pode ser contada de uma forma mais bonita, mais cheirosa, mais fácil de acessar o nosso castelo interior). Infelizmente eu não tenho como contar a história pra vocês, mas acho que vocês lendo o conto e depois eu escrevendo sobre o assunto, também vai ficar bacana de entender.

Fiz uma categoria aqui no blog chamada “Minha essência de loba”, aonde vou sempre linkar os posts relacionados ao assunto. Inclusive já inseri ali aquele que mencionei ali em cima e um que postei semana passada.

O conto eu copiei da internet. Mas ele esta fielmente escrito como no livro. A imagem eu peguei no Google.

“Vasalisa

Era uma vez, e não era uma vez, uma jovem mãe que jazia no seu leito de morte, com o rosto pálido como as rosas brancas de cerana sacristia da igreja dali de perto. Sua filinha e seu marido estavam sentados aos pés da sua velha cama de madeira e oravam parq eu Deus a conduzisse em segurança até o outro mundo.
A mãe moribunda chamou Vasalisa, e a criança de botas vermelhas e avental branco ajuelhou-se ao lado da mãe.
– Essa boneca é para você, meu amor – sussurrou a mãe, e da coberta felpuda ela tirou uma bonequinha minúscula que, como a própria Vasalina, usava botas vermelhas, a vental branco, saia preta e colete todo bordado com linha colorida.

– Estas são as minhas últimas palavras querida – disse a mãe. – Se você se perder ou precisar de ajuda, pergunte a boneca o que fazer. Você receberá ajuda. Guarde sempre a boneca. Não fale a ninguém sobre ela. Dê-lhe de comer quando ela estiver com fome. Essa é a minha promessa de mãe para você, minha bênção querida. – E, com essas palavras, a respiração da mãe mergulhou nas profundezas do seu corpo, onde recolheu sua alma, e saiu correndo pelos lábios; e a mãe morreu.
A criança e o pai choraram sua morte muito tempo. No entanto, como o campo arrasado pela guerra, a vida do pai voltou a verdejar por entre os sulcos e ele desposou uima viúva com duas filhas. Embora a nova madrasta e suas filhas fossem gentis e sorrissem como damas, havia algo de corrosivo por trás dos sorrisos que o pai de Vasalisa não percebia.
Realmemente, quando as três estavam sozinhas com Vasalisa, elas a atormentavam, forçavam-na a lhes servir de criada, mandavam-na cortar lenha para que sua pele delicada se ferisse. Elas a detestavam porque Vasalisa tinha uma doçura que não parecia deste mundo. Ela era também muito bonita. Seus seios eram fartos, enquanto os delas definhavam de maldade. Ela era solícita e não se queixava, enquanto a madrasta e as duas filhas eram, entre si mesmas, como ratos no monte de lixo à noite.
Um dia a madrasta e suas filhas simplesmente não conseguiam aguentar Vasalisa.
– Vamos… combinar de deixar o fogo se apagar e, então, vamos mandar Vasalisa entrar na floresta para ir pedir fogo para nossa lareira a Baba Yaga, a bruxa. E, quando ela chegar até Baba Yaga, bem, a velha irá matá-la e comê-la. – As três bateram palmas e guincharam como animais que vivem na escuridão.
Por isso, naquela noite, quando Vasalisa voltou para casa depois de catar lenha a casa estava completamente às escuras. Ela ficou muito preocupada e falou com a madrasta.
– O que aconteceu? Como vamos fazer para cozinhar? O que vamos fazer para oluminar as trevas?
– Sua imbecil – reclamou a madrasta. – É claro que não temos fogo. E eu não posso sair para o bosque devido à minha idade. Minhas filhas não podem ir porque têm medo. Você é a única que tem condições de sair floresta adentro para encontrar Baba Yaga e conseguir dela uma brasa para acender nosso fogo de novo.
– Ora, está bem – respondeu Vasalisa inocente. – É o que vou fazer. – E foi mesmo. A folresta ia ficando cada vez mais escura, e os gravetos estalavam sob seus pés, deixando-a assustada. Ela enfiou a mão bem fundo no bolso do avental, e ali estava a boneca que a mãe ao morrer lhe havia dado.
– Só de tocar nessa boneca, já me sinto melhor – disse Vasalisa, acariciando a boneca no bolso.
A cada bifurcação da estrada, vasalisa enfiava a mão no bolso e consultava a boneca. “Bem, eu devo ia para a esquerda ou para a direita?” A boneca respondia “Sim”, “Não”, “Para esse lado” ou “Para aquele lado”. E Vasalisa dava à boneca um pouco de pão enquanto ia caminhando, seguindo o que sentia estar emanando da boneca.
De repente, um homem de branco num cavalo branco passou galopando, e o dia nasceu. Mais adiante, um homem de vermelho passou montado num cavalo vermelho, e o sol apareceu. Vasalisa caminhou e caminhou e, bem na hora em que estava chegando ao casebre de Baba Yaga, um cavaleiro vestido de negro passou trotando e entrou no casebre. Imediatamente fez-se noite. A cerca feita de caveiras e ossos ao redor da choupada começou a refulgir com um fogo interno de tal forma que a floresta ficou iluminada com a luz espectral.
Ora, Baba Yaga era uma criatura muito terrível. Ela viajava, não num coche, nem numa carruagem, mas num caldeirão com o formato de um gral que voava sozinho. Ela remava esse veículo com um remo que parecia um pilão e o tempo todo varria o rastro por onde passava com uma vassoura feita do cabelo de alguém morto há muito tempo.
E o caldeirão veio voando pelo céu, com o próprio cabelo sebento de Baba Yaga na esteira. Seu queixo comprido era curvado para cima e seu longo nariz era curvado para baixo, de modo que os dois se encontravam a meio caminho. Baba Yaga tinha um ínfimo cavanhaque branco e verrugas na pele adquiridas de seus contatos com sapos. Suas unhas manchadas de marrom eram grossas e estriadas como telhados, e tão compridas e recurvas que ela não conseguia fechar a mão.
Ainda mais estranha era a casa de Baba Yaga. Ela ficava em cima de enormes pernas de galinha, amarelas e escamosas, e andava de um lado para o outro sozinha. Ela às vezes girava como uma bailarina em transe. As cavilhas nas portas e janelas eram feitas de dedos humanos, das mãos e dos pés, e a tranca da porta da frente era um focinho com muitos dentes pontiagudos.
Vasalisa consultou a boneca. “É essa a casa que procurávamos?” E a boneca, a seu modo, respondeu: “É, é essa a que procurávamos.” E antes que ela pudesse dar mais um passo, Baba Yaga no seu caldeirão desceu sobre Vasalisa, aos gritos.
– O que você quer?
– Vovó, vim apanhar fogo – respondeu a menina, estremecendo. – Está frio na minha casa… o meu pessoal vai morrer… preciso de fogo.
– Ah, sssssei – retrucou Baba Yaga, rabugenta. – Conheço você e o seu pessoal. Bem, criança inútil… você deixou o fogo se apagar. O que é muita imprudência. Além do mais, o que faz pensar que eu lhe daria uma chama?
– Porque eu estou pedindo – respondeu rápido Vasalisa depois de consultar a boneca.
– Você tem sorte – ronrolnou Baba Yaga – Essa é a resposta certa.
E Vasalisa se sentiu com muita sorte por ter acertado a resposta. Baba Yaga, porém, a ameaçou.
– Não há a menor possibilidade de eu lhe dar o fogo antes de você fazer algum trabalho para mim. Se você realizar essas tarefas para mim, receberá o fogo. Se não… – E nesse ponto Vasalisa viu que os olhos de Baba Yaga de repente se transformavam em brasas. – Se não, minha filha, você morrerá.
E assim Baba Yaga entrou pesadamente no casebre, deitou-se na cama e mandou que Vasalisa lhe trouxesse a comida que estava no forno. No forno havia comida suficiente para dez pessoas, e a Yaga comeu tudo, deixando uma pequena migalha e um dedal de sopa para Vasalisa.
– Lave minha roupa, carra a casa e o quintal, prepare minha comida, separe o milho mofado do milho bom e certifique-se que está tudo em ordem. Volto mais tarde para inspecionar seu trabalho. Se tudo não estiver pronto, você será meu banquete. – E com isso Baba Yaga partiu voando no seu caldeir]ao com o nariz lhe servindo de bitura e o cabelo, de vela. E anoiteceu novamente.
Vasalisa voltou-se para a boneca assim que Yaga se foi.
– O que vou fazer? Vou conseguir cumprir as tarefas a tempo? – A boneca disse que sim e recomendou que ela comesse algo e fosse dormir. Vasalisa deu algo de comer à boneca também e adormeceu.
Pela manhã, a boneca havia feito todo o trabalho, e só faltava preparar a refeição. Á noite, a Yaga voltou e não encontrou nada por fazer. Satisfeita, de certo modo, mas irritada por não conseguir encontrar nenhuma falha, Baba Yaga zombou de Vasalisa.
– Você é uma menina de sorte. – Ela, então, convocou seus fiéis criados para moer o milho, e três pares de mãos apareceram em pleno ar e começaram a respar e esmagar o milho. Os resíduos pairavam no ar como uma neve dourada. Finalmente o serviço terminou, e Baba Yaga se sentou para comer. Comeu horas a fio e deu ordens a Vasalisa que lavasse a roupa.
– Naquele monte de estrume – disse a Yaga, apontando para um enorme monte de estrume no quintal – há muitas sementes de papoula, milhões de sementes de papoula. Amanhã quero encontrar um monte de sementes de papoula e um monte de estrume, completamente separados um do outro. Compreendeu?
– Meu Deus, como vou fazer isso? – exclamou Vasalisa, quase desmaiando.
– Não se preocupe, eu me encarrego – sussurrou a boneca, quando a menina enfiou a mão no bolso.
Naquela noite, Baba Yaga adormeceu roncando, e Vasalisa tentou… catar… as… sementes de papoula… do… meio… do… estrume.
– Durma agora – disse-lhe a boneca, depois de algum tempo. – Tudo vai dar certo.
Mais uma vez, a boneca executou todas as tarefas e, quando a velha voltou, tudo estava pronto.
– Ora, ora! Que sorte a sua de conseguir acabar tudo! – disse Baba Yaga, falando sarcástica pelo nariz. Ela chamou seus criados para prensar o óleo das semantes, e novamente três pares de mãos apareceram e cumpriram a tarefa.
Enquanto a Yaga estava besuntando os lábios na gordura do cozindo, Vasalisa ficou parada por perto.
– E aí, o que é que você está olhando? – prguntou Baba Yaga, de mau humor.
– Posso lhe fazer umas perguntas, vovó? – perguntou Vasalisa.
– Pergunte – ordenou a Yaga -, mas lembre-se, saber demais envelhece as pessoas antes do tempo.
Vasalisa perguntou quem era o homem de branco no cavalo branco.
– Ah – respondeu a Yaga, com carinho. – Esse primeiro é o meu Dia.
– E o homem de vermelho no cavalo Vermelho?
– Ah, esse é o meu Sol Nascente.
– E o homem de negro no cavalo negro?
– Ah, sim, esse é o terceiro e ele é minha Noite.
– Entendi – disse Vasalisa
– Vamos, vamos, minha criança. Não queres fazer mais perguntas? – sugeriu a Yaga, manhosa.
Vasalisa estava a ponto de perguntar sobre os pares de mãos que apareciam e desapareciam, mas a boneca começou a saltar dentro do bolso e, em vez disso, Vasalisa respondeu.
– Não, vovó. Como a senhora mesma diz, saber demais pode envelhecer a pessoa antes da hora.
– É – disse Yaga, inclinando a cabeça como um passarinho -, você é muito ajuizada para a sua idade, menina. Como conseguiu isso?
– Foi a bênção da minha mãe – disse Vasalisa, com um sorriso.
– Bênção?! – guinchou Baba Yaga – Bênção?! Não precisamos de bênção nenhuma aqui nesta casa. É melhor você procurar seu caminho, filha. – E foi empurrando Vasalisa para o lado de fora – Vou lhe dizer uma coisa, menina. Olhe aqui! – Baba Yaga tirou uma caveira de olhos candentes da cerca e a enfiou numa vara. – Pronto! Leve esta caveira na vara até sua casa. Isso! Esse é o seu fogo. Não diga mais uma palavra sequer. Só vá embora.
Vasalisa ia agradecer à Yaga, mas a bonequinha no fundo do bolso começou a saltar para cima e para baixo, e Vasalisa percebeu que devia só apanhar o fogo e ir embora. Ela voltou correndo para casa, seguindo as curvas e voltas da estrada com a boneca lhe indicando o caminho. Era noite, e Vasalisa atravessou a floresta com a caveira numa vara, com o brilho do fogo saindo pelos buracos dos ouvidos, dos olhos, do nariz e da boca. De repente, ela sentiu medo dessa luz espectral e pensou em jogá-la fora, mas a caveira falou com ela, incistindo para que se acalmasse e prosseguisse para casa da madrasta e das filhas.
Quando Vasalisa ia se aproximando da casa, a madrasta e suas filhas olharam pela janela e viram uma luz estranha que vinha dançando pela mata. Cada vez chagava mais perto. Elas não podiam imaginar o que aquilo seria. Já haviam concluído que a longa ausência de Vasalisa indicava que ela a essa altura estava morta, que seus ossos haviam sido carregados por animais, e que bom que ela favia desaparecido!
Vasalisa chegava cada vez mais perto de casa. E, quando a madrasta e suas filhas viram que era ela, correram na sua direção dizendo que estavam sem fogo desde que ela havia saído e que, por mais que tentassem acender um, ele sempre se extingua.
Casalisa entrou na casa, sentindo-se vitoriosa por ter sobrevivido à sua perigoda jornada e por ter trazido o fogo para casa. No entando, a caveira na vara ficou observando cada movimento da madrasta e das duas filhas, queimando-as por dentro. Antes de amanhecer, ela havia reduzido a cinzas aquele trio perverso”.

No final da leitura, a Soninha pediu para fecharmos os olhos e imaginarmos em que parte do conto nós ficamos, que parte nos chamou mais atenção.

Vou ficar bem feliz se alguém me disser que gostou dessa forma de terapia. Mas continuo afirmando que fazer parte do grupo é muito mais grandioso, do que apenas ler o que eu escrevo. Quem tiver a oportunidade, e estiver aberto à esse tipo de engrandecimento da alma, me procura que eu explico como se faz para fazer parte desse grupo das Lobas, como nos chamamos lá!

Já postei essa foto antes. Esse é uma parte do nosso querido grupo.

Logo eu volto com a continuação do significado desse conto da Vasalisa.

beijo beijo

Periguetes são as novas it girls?

Hoje teve post meu lá no Blog Delicinhas de Pera. Sem falsas modéstias, adorei o que eu escrevi. Clique aqui pra ler o texto.

Vou dar uma aliviada nas questões da minha incessante busca interior e vou postar um texto que esta há algum tempo no Rascunho. Ele não deixa de ter um quê de assunto que nos faz refletir, mas a reflexão é bem mais levinha.

O tema esta em várias rodas de conversa, fofocas de salão, letras de música, colunas, enfim, ta na boca do povo. O que são e quem são realmente as tão famosas  e comentadas periguetes?

Esses dias, houve essa discussão no programa Saia Justa. Depois eu li a coluna da Nina Lemos no blog do Estadão e como já vinha me fazendo essa pergunta, resolvi então falar sobre o tema aqui também.

Só um parênteses. Vocês conhecem a Nina Lemos? Eu já estava acostumada com esse nome porque assino a revista Tpm há anos e Nina escreve lá todo mês. Aí que num outro programa do Saia Justa, a Teté Ribeiro falou sobre a Nina e eu descobri que ela escreve também nesse blog do Estadão. Confesso que devorei os textos, identifiquei-me que vários temas tratados por ela lá, que também já foram falados por aqui, adorei a forma como ela escreve e a liberdade que possui em dar a sua opinião. Aliás, cada vez mais adoro pessoas opiniosas (e com conteúdo logicamente). Pena que muita gente por aí, não sabe dar o devido valor à quem pensa e fala (leia-se pensa e depois fala, ok?), não sabe separar a intenção de uma opinião de uma forma de grosseria e continua achando que sinceridade é apenas um defeito e não uma qualidade. Talvez por isso ainda exista tanto preconceito, tanta ignorância e tanto comodismo pelo mundo. E a Nina Lemos vai estar nesse final de semana na Casa Tpm, aquele evento em São Paulo promovido pela Revista Tpm, que eu falei que me dei de aniversário, lembram? Acho que vai ser muito legal. Fecha parênteses.

Então pra vocês, o que são as periguetes?

Já falei aqui diversas vezes, da dificuldade que nós mulheres temos, mesmo depois de tantos sutiãs queimados e de termos uma presidenta eleita, de nos livrarmos dos conceitos machistas que teimam em fazer com que nos rotulemos de acordo com a roupa que vestimos. Também falei que a roupa passa sim uma mensagem pros outros mas que cabe somente à você saber quem você é. Continuo não gostando de roupas justas, curtas, decotadas, brilhos e atitudes vulgares mas essa sou eu e não espero que todas pensem assim.

No programa Saia Justa que abordou essa questão, Xico Sá disse que as periguetes (termo que o Word ainda desconhece e sublinha de vermelho) sempre existiram mas que a indústria da moda de hoje, as massificou, como se tivesse havido uma padronização do grupo. Ele disse que a mulher não nasce periguete, mas que se torna uma por causa de diferentes motivos, como um término de relacionamento, por exemplo. Nesse ponto eu discordo um pouco dele. Considero o periguetismo como uma filosofia de vida, sabe? A exteriorização da personalidade daquela mulher.

Foi falado também que esse estilo pode ser considerado um produto genuinamente nacional. Eu particularmente não gosto quando retratam o Brasil com imagens de mulheres semi nuas dançando no Carnaval. Apesar de não curtir muito essa época do ano, não estou aqui querendo fazer grandes críticas à festa mas não me sinto confortável quando vendem o Brasil apenas se referindo à esse tipo de mensagem. Nossa, temos tantas coisas além de uma foto de uma mulata com os seios de fora, montada num salto 20 e vestida apenas com purpurina. Essa é uma das características do nosso país, sem sombra de dúvidas, mas não podemos nos resumir somente ao país aonde acontece o Carnaval, da onde saíram os melhores jogadores de Futebol e aonde se bebe muita caipirinha. O meu pai americano só sabia falar algumas palavras em português. Adivinhem quais eram? “Bunda”, “cãipirinha” e “cáRnaval” (todas faladas com aquele sotaque americano e um sorriso sacana na boca. É que nem nos vídeos promocionais daqui de Florianópolis, aonde só se mostram carros importados circulando pelas ruas de Jurerê (que são uns filhos da puta e andam a 200 km/h numa avenida aonde atravessam crianças a caminho da praia), mulheres bonitas sentadas na beira da piscina, bebendo Espumante (porque não é champanhe), que com certeza foi paga por um cara rico que na verdade só quer aquilo que vocês sabem. Claro, é direito delas fazerem o que quiserem com os seus corpos e eles não estão errados, afinal, só compram quem vos deixa comprar. Mas Floripa é tão mais que uma algazarra que acontece na temporada.

Mas enfim, voltando ao assunto das periguetes (que não tem nada a ver com as mulheres mencionadas acima). Durante o programa, passou um vídeo bem legal da estilista, Vivian Whiteman, falando sobre a moda das periguetes. E nele, ela fala que o que a elite veste consideram moda e o que a periguete usa, é considerado apenas uma modinha. Que as patricinhas às vezes até brincam de se vestirem como as periguetes, como uma forma de deboche. Ela diz ainda, que o Brasil deveria elevar as periguetes a pessoas finas porque burlaram essa padronização e realmente vestiram a camisa do direito que a mulher tem, de se vestir do jeito que quiser, sem ser considera uma piranha. E sempre se referem a personagem Suélen, de Avenida Brasil.

Aí esta um ponto no qual eu concordo. Tenho um abuso dessas meninas consideradas it girls (termo chamado de enjoativo pela Nina Lemos) simplesmente por conta das roupas caríssimas que vestem. Apesar de eu não gostar do termo, atribuiria-lhe a girls que tem um quê a mais, um estilo próprio e não um desses comprados em blogs de quem julga ditar moda (e na verdade não ditam nada, porque apesar de consumirem, são mais um produto das grandes grifes) e que estruturam a sua pessoa baseadas somente em vestimentas de alto valor. Um dia ainda vou eleger as minhas it girls, entre as garotas que eu conheço. Na verdade garotas não, mulheres, porque geralmente é com o amadurecimento que nos firmamos e adquirimos esse quê a mais do que eu falei. São meninas/mulheres que trabalham desde sempre, pagam sua própria faculdade e são pessoas riquíssimas de espírito, de estilo, modo de pensar e modo de agir. São meninas/mulheres, que até tem bastante dinheiro, mas que vão atrás de fazerem o que gostam, dão um banho de conhecimento, humildade e que podem ser encontradas andando na rua com uma roupa barata mas um mega sorriso sincero no rosto e cheia de assunto bacana pra conversar. Sem problemas se ter dinheiro e gastar com o que se quer. O que me incomoda é a maneira como vem se considerando isso um paradigma de existência, uma elevação dessa simples condição financeira à alguém que tem o que compartilhar com as pessoas. Vocês me entendem? Blogs de moda de pessoas que criam suas roupas, acessórias, ensinam a se vestir bem sem gastar muito, eu acho muito legal. Até tenho uma pasta com eles aqui nos meus favoritos. Agora, só porque alguém tem dinheiro e consequentemente se veste bem e frequenta festas badaladas, ser considerada um sinônimo de quem tem um it, um diferencial, não consigo engolir. Alguém aí entendeu o que eu quero dizer?

Contrariando então, essa associação do termo it girl, com quem tem muito dinheiro mas que não se contenta apenas com isso e precisa mostrar por aí, Suélen pode ser considerada a it girl das classes populares, da massificação de um povo que mal tem dinheiro pra comer, que dirá pra gastar com peças caras e bem cortadas.

Mas o que mais me chama atenção nisso tudo, o que mais me maravilha em toda essa discussão (que eu não quero levar só pro meu lado que se indigna com a imensa futilidade divulgada hoje pelas mídias da vida), é a liberdade de existir que o termo trouxe junto com ele. É a divulgação desse outro lado, desse outro tipo de mulher, que é realmente livre. Não estou dizendo que concordo com o que a Suélen faz, que acho legal dar golpe nos homens, mas que as periguetes trouxeram à tona esse debate. Porque hoje, mesmo com toda a “liberdade” que adquirimos, ainda nos sentimos tão presas a julgamentos, conceitos, padronizações e rotulações. As periguetes não saem vestidas pra filosofar com as pessoas, elas mostram, sem vergonha, o que querem. São destemidas, corajosas e autênticas. Não fingem ser quem não são. Xico Sá atribui a elas, uma emancipação feminina de fato. Porque isso que eu continuo discordando dele e digo que não basta querer ser periguete, essa sensualidade livre tem que fazer parte da essência da pessoa. Eu Juliana, posso até me vestir como uma, mas dentro de mim vou estar morrendo de medo do julgamento que vão fazer de mim, do que os outros vão estar pensando. E as autênticas, não precisam provar nada pra ninguém. Não precisam criar blogs pra dizerem o que vestem, aonde foram, o quanto pagaram numa roupa. Porque elas estão por aí vivendo, sendo, existindo para além de uma necessidade de mostrar alguma coisa pra alguém.

Pra quem quiser ler mais a respeito, tem um texto aqui relacionado à esse assunto, da Nina Lemos, que vale a leitura.Também tem um texto aqui, do Xico Sá e aqui, da estilista Vivian Whiteman, já mencionada ali em cima.

No Saia, tentaram encontrar a versão de periguete para os homens, chamados lá de perigatos. Mas não houve uma definição exata dessa transferência de gênero. Porque o homem sim, desde sempre, pode usar o periguetismo como uma roupa que veste dia sim, dia não. E como os homens nunca precisaram de um termo que os livrasse de julgamentos, já que justamente por serem homens, sempre foram livres e isentos de rotulações, eles nem possuem características, como uma saia curta e um salto alto e nem necessitam de uma preparação, que os inserissem no periguetismo. Quando eles estão “pro negócio”, já estão pelados, sem uma roupa que os identifiquem. A canalhice não pode ser considerada uma filosofia de vida.

Então sem querer polemizar, deixo a reflexão. Aprendi lendo e escutando tudo isso, que periguete não deve ser confundida com piranha, porque tem muita mulher considerada chique por aí, que é piranha também! Como mesmo disse Vivian, a Suélen da novela é muito mais vítima do que predadora. Vítima do sonho de ser rica, que a mídia e a sociedade nos impõem muitas vezes. A grande não aceitação que as periguetes encontram é fundada justamente por essa autenticidade delas, em chegarem mostrando os seus atributos e para o que vieram, sem máscaras. Já vi muita patricinha rebolando na balada, dançando até o chão esfregada numa amiga, e quando um cara chega chegando, fazem cara de vítima, se afastam enojadas. Como disse Xico Sá, chega de sociologia de boteco, vamos escandalizar essas hipocrisias.

E termino com as palavras dele na sua crônica sobre o assunto:

“Aquela história: quando eu penso em sacanagem, chamo de erotismo; quando o outro faz a mesma coisa eu rotulo de pornográfico.

O que é ser periguete?”

Aqui, tem 5 lições das periguetes pra vocês, que podem até, como eu, não seguir esse tipo de filosofia/estilo, mas quem sabe não aprendemos um pouco a sermos mais livres como elas?

beijo beijo

Cara a cara com a bruxa megera.

Parênteses. Escrevi o texto abaixo ontem à tarde. Depois que todo o turbilhão de sentimentos se aquietou aqui dentro, desatei a escrever sobre o que venho aprendendo no meu Curso/terapia semanal. Coisa que vinha querendo fazer há muito tempo. E isso tudo só confirma a ideia de que nem tudo o que parece, é. Nem sempre nos depararmos com uma situação ruim, é algo ruim. Logo vocês vão entender o que eu estou dizendo. E se preparem que semana que vem vai ser um bombardeio de textos que foram resultados desse meu choque de realidade no encontro com a minha bruxa megera. Logo vocês vão entender, eu ainda não pirei, juro. Fecha parênteses.

Desde que eu decidi dedicar mais tempo à esse blog, procurei todo dia postar alguma coisa. Como uma pessoa normal, durante a minha vida, oscilo períodos de completa reflexão e períodos em que vou simplesmente tocando a vida.E isso se reflete aqui no blog. Às vezes posto textos com mais conteúdo, mais complexos, buscando fazer com que vocês, meus queridos leitores, parem um pouco e se questionem também, como eu ando fazendo, sobre como anda a sua alma. Noutras vezes posto textos mais simples, mais leves, como a indicação de livros, de eventos, histórias do meu João.

Há umas semanas atrás, depois da minha Constelação e assim que eu entrei para o meu grupo das Lobas (que é como chamamos quem faz a terapia em grupo que estuda o livro “Mulheres que correm com os lobos”), mergulhei numa fase de completa introspecção. Lia, ouvia, refletia e não conseguia parar de escrever. Como eu já falei aqui antes, é escrevendo que eu me expresso melhor, que eu organizo os meus pensamentos e que consigo me sentir um pouco mais leve. Mas há uns dias atrás, saí desse meu casulo e fui viver de uma forma mais desacelerada de sentimentos. Não completamente, afinal eu estou num ano de profundo aprendizado. Mas eu vinha simplesmente vivendo, por conta de outras decisões mais práticas que tive que tomar, principalmente quanto ao planejamento do casamento. Saí um pouco dessa vibe de pessoa profunda na busca do meu self e engatei o automático.

Porém, todavia, entretanto, mais uma vez, a vida me jogou nos meus eternos questionamentos, confusões, ausências de saber que caminho escolher. Como mesmo falamos lá no grupo das Lobas (que eu juro que logo falo mais sobre ele), mais uma vez me deparei com a figura da bruxa megera, que representa o lado não tão bonito da realidade. Porque como aprendemos lá, nem tudo é o que parece, e a figura dessa bruxa horrorosa, que tem no conto que estamos trabalhando, não significa que ela seja uma coisa ruim. O motivo pelo qual às vezes precisamos parar um pouco e pensar sobre o que anda incoerente na nossa vida, pode assustar no início, mas isso não significa que ele seja algo ruim. A realidade nem sempre se apresenta como uma linda princesa de longos cachos dourados. A realidade é real, como mesmo já diz o seu nome, ela se apresenta da forma como tem que se apresentar. E quando estamos diante dessa megera, de nariz grande, cheia de verrugas, precisamos estar preparados para encará-la e então absorver tudo o que ela tem para nos ensinar.

O texto vai ser longo mas eu preciso fazer um adendo. Muitas vezes quando eu discorro aqui sobre determinados assuntos, principalmente esses mais complexos e ligados à psique, tento não ficar me explicando, tendo não ficar me justificando sobre o porquê de eu estar falando sobre eles. Porque na minha vida eu já cansei de ficar sempre dando explicações sobre tudo, justificando-me, desculpando-me. Digo e repito, esse blog leva o meu nome e nele eu falo sobre o que eu quiser. Aprendi, a duras penas, escolher agradar à mim mesma e não à todas as outras pessoas. Aceito sugestões claro, mas desprezo os julgamentos, sem querer parecer arrogante. Mas me lê quem quer e eu adoro a infinidade de elogios que eu recebo. Não que eu só goste de quem me aceita do jeito que eu sou mas porque hoje eu me aceito do jeito que eu sou, não pretendo me modificar pelo que outra pessoa acha de mim. Quer vir me dar um conselho, ótimo, mas o faça de uma maneira agradável, pra que eu não me afaste e nem te escute.

Mas como uma pessoa insegura que sempre fui (leia-se fui), que não se julgava merecedora dos elogios, sempre estive munida de mil explicações e justificativas para o que fazia. E assim, cá estou eu, um pouco mais evoluída, mas mais uma vez me explicando, tentando mostrar pra algumas pessoas, que quando eu fico aqui divagando sobre tudo o que eu venho aprendendo, não significa que me considero uma pessoa melhor do que ninguém e nem que me considero uma pessoa no seu alto nível de evolução. Escrevo porque quero compartilhar com as pessoas, tudo o que eu venho aprendendo. E eu aprendo um pouco a cada dia.

Já recebi muitos rótulos nessa vida. Crítica, egoísta, dona da razão. E depois que eu passei da fase da adolescência, que é quando achamos que sabemos tudo, fui procurar entender o porquê de as pessoas me tacharem assim. Eu sou crítica? Sim, muito. Posso mudar? Não, isso esta na minha essência. Mas eu posso melhorar, posso usar essa minha característica, que já achei que fosse um defeito, como uma qualidade. Há os que se conformam com a vida e há os que vão em busca de mudanças Isso é ser crítica, ou polêmica? Como já ouvi me chamarem também. Pois bem, então eu sou uma pessoa crítica e polêmica. Mas sempre transparente e o mais justa que consigo ser. Eu sou egoísta, só penso em mim? Não empresto as minhas coisas, me coloco em primeiro lugar? Sim, penso muito em mim e sempre procurei pensar em mim primeiro lugar. Mas também acho que já passei da fase do egoísmo idiota, àquele ligado à mesquinharia, do apego às coisas materiais, do passar por cima dos outros pra pegar o melhor lugar no teatro, por exemplo. Hoje eu procuro transferir esse meu lado egoísta para o fato de que eu posso e devo pensar em mim primeiramente. Um exemplo clássico disso aconteceu depois que eu me tornei mãe. Na maternidade, o nosso ego muda de posição, a gente querendo ou não. O bem estar do meu filho sempre vem em primeiro lugar. Mas isso não quer dizer que eu vá me anular por causa dele. Ele pode ficar na minha sogra, por exemplo, pra eu ir ao cinema, fazer uma terapia ou simplesmente não fazer nada e ficar em contato comigo mesma? Claro que pode! E isso não me torna uma mãe ruim, torna-me uma mãe feliz, satisfeita e consequentemente, uma mãe melhor.

Tudo isso é para que, quem ainda não entendeu a mensagem (e eu não vou desenhar pra vocês) entenda de uma vez, que o que eu eu quero passar com alguns dos meus textos, quando eu divago sobre os caminhos que venho trilhando na busca de ser uma pessoa melhor pra mim e consequentemente para os que me cercam, eu não estou sendo uma pessoa prepotente, que te olha de cima, achando que você não é alguém também especial, também capaz. Escrevo pra compartilhar com você e quem sabe te fazer pensar sobre as coisas, como eu mesma venho fazendo. Mas como ando na vibe do “não se dá conselhos pra quem não quer ouvir”, te digo, sem pretensões, que se o que eu falo aqui não te toca da forma como eu queria que tocasse, te aconselho a ir ler sobre outra coisa. De boa, na boa. Eu venho aprendendo muito que não adianta querermos mudar a atitude dos outros mas que podemos e devemos mudar a nossa atitude perante os outros. Pra quem fica dizendo que eu virei uma chata, demagoga, dona da razão, a minha reação será o afastamento, não por submissão mas por respeito à você. A minha mudança de atitude é de não deixar mais pessoas que pensem assim, me atingirem. Porque eu já fiz isso demais, quase a vida inteira. Mas agora não. Às vezes, até posso ainda me matar de chorar quando chegar em casa, depois de me deparar com alguém assim, porque nem sempre quando nos encontramos com a bruxa megera, temos a coragem de encará-la e seguir em frente confiante. Mas quando eu me paralisar diante dela, posso até não conseguir dar um passo adiante, mas confiando em mim e na minha capacidade, te asseguro que não darei um passo para trás.

Não entendam isso como uma lição de moral mas como um desabafo de alguém que não fica mais esperando um pedido de desculpas, mas que torce pra que essa pessoa reflita sobre a merda que falou.

Bom final de semana minha gente.

beijo beijo

Patrícia Papp em Floripa.

Eu conheci a Patrícia Papp, autora do blog “Coisas de mãe”, assistindo ao programa da Ana Maria Braga no ano passado. Como na época estava na empolgação do meu antigo blog Fala, Mãe! que tinha como tema assuntos maternos, entrei em contato com a Patrícia e ela escreveu um post lá pro blog, sobre bons motivos para viajar com os filhos quando esses ainda são pequenos. Na época ofereci uma estadia para ela e sua família aqui no Hotel, já que o tema do blog dela são viagens em família e Floripa é um destino super procurado.

Então que esses dias, voltamos a nos falar e já que ela vinha de férias com a família pra Florianópolis, fiz uma reserva lá no Hotel.

Infelizmente, por causa da minha correria e da programação dela por aqui, não conseguimos nos encontrar. Mas a Pati deixou pra mim no Hotel, 3 livros muito fofos sobre viagens com crianças. Um deles é o seu, “Crianças a Bordo – Como viajar com seus filhos sem enlouquecer”, que veio com dedicatória e tudo!

Hoje a Patrícia falou lá no blog dela sobre à sua visita à Ilha da Magia, citou esse blog que vos escreve e o Hotel. Obrigada Pati pelo carinho, pela menção e por nos mostrar maneiras de tornarem uma viagem com filhos, menos estressante. E pra quem tem filhos e quer conhecer Floripa, ficam as dicas dadas pela Pati lá no blog dela.

Na semana que antecedeu a sua vinda, a Patrícia esteve no programa da Fátima Bernardes, também falando um pouco sobre o assunto viagem com filhos.

beijo beijo

Dia do Escritor e Minhas It Womens III

Hoje ia deixar o blog só com o texto que escrevi ontem sobre Constelação. Acabei demorando pra terminar de editá-lo e acabei postando ele ontem já era bem tarde. O texto esta longo e cheio de informação (a entrevista é imperdível pra quem se interessou no assunto), então ia deixá-lo por aqui mais um dias, pra vocês degustarem, refletirem e quem sabe se entregarem à Constelação. Mas hoje quando entrei no Facebook, descobri através da mensagem de uma prima, que hoje é o Dia do Escritor.

A mensagem dela dizia assim: “Bommm dia prima… Feliz dia do Escritor, te desejo felicidades por esse dia , pois a vejo com o dom da escrita…..vivemos em um mundo em que tudo precisa ser “concreto”, algumas pessoas já estão despertando para outro olhar , procurando entender coisas e saindo em busca de si mesmo. A escrita pra mim é uma ótima ferramenta para externalizar nossas impressões perante o mundo e a nós mesmo… é como se nela pudéssemos organizar nossos pensamentos e sentimentos….. e querida, você é uma escritora nata….potencialize sua energia nisso…. beijão”

Vocês já estão cansados de saber o quanto eu gosto de escrever, pelo simples prazer que eu tenho fazendo isso. Por enquanto ainda não tenho planos maiores e concretos em relação ao que vou fazer com essa minha paixão. Então, pra não perder a prática, continuo escrevendo aqui pra vocês.

Na foto, o bolo do meu último aniversário aonde escrevi algumas palavras importantes para mim. Atentem para o canto direito aonde tem “escrever” e “livros”.

Escrevi o meu primeiro livro com 11 anos e juro que um dia eu faço um post falando só sobre ele (com fotos, pra vocês rirem um pouco). Quando eu tinha 10 anos, durante a minha primeira viagem de carro ao Rio de Janeiro, lembro que tive uma ideia genial (pelo menos era o que eu acreditava na época). Iria escrever um livro sobre como era fácil ser feliz. Tenho muito claro na minha cabeça, a imagem de mim e da minha família dentro do carro, passando por um daqueles longos túneis do Rio e eu, sentada no bando de trás, mirabolando como seria esse meu livro. Hoje dou risada lembrando disso. Mas com aquela idade, felicidade pra mim era uma busca muito fácil de ser alcançada. Lembro exatamente da sensação de já ter o livro pronto na minha cabeça. Mal sabia eu que mais de 15 anos depois ainda estaria escrevendo, lendo, ouvindo e aprendendo sobre essa busca, sem ainda ter chegado à qualquer conclusão que resultaria em um livro. Mal consigo escrever um parágrafo sobre o assunto.

Na foto vários “começos de livros” que escrevi na adolescência, tanto na minha saudosa máquina de escrever, quanto no computador.

E tenho pra mim que quem ama de escrever, padece também de um outro amor, a leitura. Ah, os livros. Gasto mais da metade do que eu ganho por mês, adquirindo-os. Mesmo que hoje eu nem tenha tempo de ler uma Revista, preciso de livros ao meu redor. Pra quem sabe um dia ler todos eles, porque gosto do cheiro e das suas feições, porque me sinto mais inteligente rodeada deles. Sei lá, é algo inexplicável o que eu sinto diante de uma estante cheia de livros. Já li muito, praticamente devorava os livros. Deixava de ir pra balada pra ficar lendo, lia no ônibus, parada no semáforo, no intervalo da aula. Hoje ainda ando sempre munida de um livro (tem alguns no meu porta luvas) mas quase não tenho tempo e cabeça pra sentar e ler. E ler, no sentido de mergulhar na história. Confesso que não sou muito de emprestar livro porque tenho muito ciúmes e medo de que a pessoa não me devolva (até hoje sei todos que não me foram devolvidos ao longo da minha vida). Mas quando empresto, faço com gosto, querendo dividir um pouco do que eu senti lendo àquele determinado livro, com outrem. E em quase todos os aniversários, presenteio a pessoa com um livro. Quando sei que tenho que comprar um presente, automaticamente já vou pensando que tipo de livro combina com o aniversariante.

Na montagem, um dos momentos em que ainda consigo ler e um dos meus diários da infância.

Então que hoje resolvi desenterrar um texto que estava aqui no meu Rascunho há tempos e que fala de uma das minhas it womens (já falei sobre outras antes), que no caso é escritora e uma das minhas favoritas. Gosto muito da Martha Medeiros (que nada tem a ver com a estilista de nome homônimo), pela maneira como ela transforma histórias comuns do nosso cotidiano, que muitas vezes tende a ser algo massante e repetitivo, em livros e crônicas que não nos deixam tirar os olhos do papel.

A primeira vez que tomei conhecimento da sua pessoa foi através do livro “Doidas e Santas”, que catei aleatoriamente numa das minhas idas à Saraiva. Li esse livro de crônicas e adorei! Logo em seguida deu o boom do filme “Divã”, que era um livro, virou peça, depois virou filme e depois ainda seriado. Daí comecei a pesquisar mais sobre ela e caí no seu blog. Adoro quando ela dá entrevistas, adoro quando eu descubro mais um pouco sobre a vida dela, adoro a maneira como ela transforma situações cotidianas e banais em crônicas incríveis. É uma leitura tão simples mas tão rica! O único livro dela que eu não gostei muito foi o “Fora de mim”. A ideia é bacana e válida mas eu desisti de ler antes da metade. Fui ficando com pena da protagonista, queria entrar no livro e tirar ela daquele sofrimento…hahaha. Mas todo o resto me apetece bastante. Um dia eu ainda vou numa seção de autógrafos dela…hoje o blog saiu do ar por causa da sua agenda. Fiquei muito puta porque com certeza ele lhe deu muitos fãs e agora dava trabalho pra ser atualizado…mas tudo bem! Quando fico naquela dúvida do que fazer com a minha escrita, sempre brinco com meu pai: “Calma pai, a Martha Medeiros começou como escritora aos 25, eu ainda tenho chance”…haha. Sonhar nunca é demais, certo?

Esses dias dando uma olhada na internet, achei o Tumblr da Martha Medeiros. Mas será que é ela mesma quem atualiza? Ela tinha um blog no ClicRbs, que foi encerrado há mais de um ano, por ela mesma, por falta de tempo. E agora eu me pergunto se ela teria um Tumblr. Enfim. Compartilho um texto dela que achei lá e gostei bastante.

Então, sem grandes pretensões, colocando-me no lugar aonde eu pertenço e levando em consideração que escritor é todo aquele que gosta de escrever, independente da qualidade da sua escrita, desejo um Feliz dia do Escritor pra Martha Medeiros, pra mim e pra quem assim como nós, transborda escrevendo e muitas vezes enriquece a vida de muita gente! Parabéns para nós.

Agora eu vou ali deitar, que hoje tem a primeira prova do vestido de noiva e eu estou sem comer há 2 dias (brincadeiraaaaaaaa, acabei de comer brie com geléia de morango!).

beijo beijo

Você já ouviu falar em Constelação?

Apesar da total correria por aqui, vim falar bem rapidinho hoje sobre Constelação, já que várias amigas minhas ficaram curiosíssimas sobre o assunto e eu sei que nesse sábado terá um Workshop.

Vou falar bem por cima, muito porque considero uma experiência inexplicável e também porque não tenho conhecimento técnico para discorrer sobre o assunto. Já tinha ouvido falar há muito tempo sobre Constelação mas nunca tive interesse em fazer. Daí minha psicóloga tocou no assunto um dia e disse que seria ótimo eu participar, que me ajudaria muito na minha busca em melhorar a minha relação com a minha família e consequentemente comigo mesma. Participei no final de maio e posso dizer que o aprendizado é imenso.

O método foi criado por Bert Hellinger“nascido em 1925, na Alemanha, e formou-se em Filosofia, Teologia e Pedagogia. Como membro de uma ordem de missionários católicos, estudou, viveu e trabalhou durante 16 anos no sul da África, dirigindo várias escolas de nível superior. Posteriormente, aprofundou seus estudos e pesquisas tornando-se psicanalista e, por meio da dinâmica de Grupos, da Terapia Primal, da Análise Transacional, de diversos métodos hipnoterapêuticos e demais técnicas desenvolveu sua própria Terapia Sistêmica e Familiar a qual denominou: Familienaufstellen (respectivamente: “Colocação do Familiar”, traduzido para: Constelações Familiares, no Brasil).

Bert Hellinger descobriu que há 3 leis (ou necessidades) que atuam na família: hierarquia (estabelecida pela ordem de chegada), pertencimento (estabelecido pelo vínculo), equilíbrio (estabelecido pelo dar e tomar/receber). Quando tais leis são violadas numa família, surgem compensações que atuam em outros membros da mesma (muitas vezes em membros que sequer haviam nascido quando o problema aconteceu). Graças à representação, o cliente pode perceber para onde olha o seu amor e como tais leis podem ser novamente respeitadas. Então ele pode, talvez, enxergar o próximo passo que o conduza de uma maneira mais leve na vida, solucionando a questão que o incomoda”.

Texto retirado do blog de René Schubert.

Abaixo a explicação sobre o que é a Constelação (desconsiderem a data do próximo Workshop e dos psicólogos que fazem parte, porque eu sei que uma delas já não faz mais parte do grupo).

Como já diz ali, a Constelação da qual eu participei (constelando já que você pode apenas participar da constelação de outras pessoas), aconteceu no Espaço Terapêutico Ipê Roxo (que também é aonde eu faço aquela minha terapia de grupo semanal) e eu sei que vai ter uma nesse próximo sábado.

Assim, falando de uma forma bem leiga e mais simples de entender, na Constelação você busca resolver algum conflito familiar, seja dos mais simples aos mais complexos. Não vou entrar em detalhes sobre o que me levou até lá mas afirmo que foi uma experiência muito legal e o resultado dela foi muito gratificante. Você pode escolher constelar ou apenas participar. Quando cheguei no dia da minha Constelação, encontrei muita gente temerosa em se entregar, então decidiram primeiro ver como funcionava para depois decidirem se apenas participariam da Constelação dos outros (que também já é muito bacana) ou se também constelariam. As pessoas se apresentam aos 3 psicólogos (Soninha, Maria Inês e Paulinho) e expõem o motivo pelo qual estão ali. Eram problemas de relacionamento com o pai, com a mãe, com o marido, com o noivo, com os filhos. Enfim, qualquer tipo de conflito familiar. Minha psicóloga já havia me explicado por cima, que esse método tem como base te devolver ao seu papel exclusivo, fazendo com que você pare de viver a vida de outrem e foque apenas em você mesmo. Às vezes, por exemplo, somos a mãe das nossas mães, do nosso marido, ao invés de sermos filha e esposa, respectivamente. Eles acreditam que os filhos carregam consigo uma ideia de sacrifício pelos pais, como se tivéssemos uma dívida com eles. E esse auto sacrifício é fundado no amor, na lealdade e na busca de pertencermos à nossa família. Vamos nos encaixando em determinados papéis, de acordo com o que vivemos e com o que julgamos necessários para pertencermos àquele núcleo. Então, muitas vezes, acabamos fazendo coisas que achamos que eles esperam que nós façamos. Mas como mesmo trata uma das 3 leis do criador da Constelação, deve existir uma ordem familiar, uma hierarquia, que consequentemente gera um equilíbrio.Durante a Constelação, quando adentramos no nosso nível mais profundo da consciência, descobrimos até coisas que nós nem imaginávamos que estivessem nos motivando a termos determinadas reações e atitudes. Geralmente estamos carregando uma carga que vem de outras gerações e que não nos pertence. É bem louco de explicar mas eu juro que quando você esta lá tudo fica muito claro.

Depois dessa apresentação, alguém é escolhido para dar início aos trabalhos. Essa pessoa senta lá na frente e então é iniciada a sua Constelação. Pessoas são escolhidas aleatoriamente pra fazerem parte da representação do sistema familiar do constelado e elas são posicionadas de acordo com o que o constelado diz ou de acordo com a percepção dos psicólogos. Quem participa não precisa dizer nada, apenas deixar que o seu corpo fale de acordo com o que sentir diante da constelação do outro. A partir daqui é bem difícil de eu dar mais explicações, porque cada caso é um caso e cada Constelação se sucede de forma diferente da outra. Só sei que é uma riqueza de sentimentos, mensagens, aprendizados. Ao final do dia, parece que você foi atropelado, porque lidar com os seus sentimentos mais profundos é tão cansativo quanto uma maratona. E eles também pedem pra que depois que você sair de lá, não fique falando sobre o assunto, não fique tomando decisões de acordo com tudo o que você vivenciou lá, pra não racionalizar as energias. Que os benefícios da Constelação podem vir a longo prazo. Como eles mesmos dizem “a alma é lenta mas é sábia”. Só de você ter presenciado de fora o seu conflito familiar, a movimentação que aconteceu lá, parece que depois as coisas vão se ajeitando sozinhas, aos poucos, com o passar do tempo. Muita gente me pergunta e alguém até perguntou também no dia que eu participei. Ta, mas se o problema esta com os meus pais, do que adianta eu ter vindo aqui e não eles? Tenho aprendido muito que quando a atitude de alguém te incomoda, você não deve esperar que essa outra pessoa mude e sim mudar a sua atitude perante essa pessoa. E eles também explicam que só de as energias terem sido vividas e evidenciadas ali naquele momento, muita coisa vai mudar ao longo do tempo.

O Trabalho Sistêmico e as constelações não são apenas um método para encontrar soluções para questões pessoais ou organizacionais. É sobre confiança, concordância com a realidade, reconciliação e crescimento. (Jan Jacob Stam)

Pra quem tiver interesse e uma conta no Facebook, aqui tem a página da Ipê Roxo, que como eu disse é aonde acontecem os Workshops e aqui tem a página da Constelação que vai ocorrer nesse sábado. Mais dúvidas e caso alguém queira garantir a sua vaga, é só ligar no telefone 33331745 e falar com Ilse ou Cláudia.

Nesses vídeos do Youtube, também tem uma entrevista que explica um pouco o que é a Constelação Familiar. Fica bem mais fácil para vocês entenderem o que eu quis dizer assistindo à essa entrevista.

Pros descrentes mas que se identificaram com os casos que eu mencionei ou com os exemplos que o médico deu na entrevista, sugiro que então pelo menos participem da Constelação das outras pessoas. Posso dizer que vi lá homens extremamente racionais, céticos, que nunca haviam pisado num consultório de um psicólogo, por exemplo, chorarem que nem criança, se entregarem ao método e saírem de lá felizes com o que haviam vivenciado.

E como mesmo disse a entrevistadora ali nos vídeos, você tem que estar buscando alguma mudança. Você tem que estar aberto à experiências que te acrescentem a ponto de te fazerem mudar.

Espero que tenham gostado da dica!

Logo eu volto.

beijo beijo

Boa semana!

Nossa, semana começou corrida. Mas juro que logo eu volto, nem que seja pra postar um dos 40 textos que tenho no Rascunho. Apesar de que mesmo pra isso eu preciso de um tempinho pra dar uma revisada e editada. Enfim, logo estou por aí.

Hoje teve post meu lá no blog Delicinhas de Pera. Texto que graças a Deus eu tinha escrito na semana passada e já enviado pra Tha (que também ia estar ocupada viajando). Relendo ele agora, posso dizer que essa minha correria tem muito a ver com o tema dele, atualizações. Existem até atualizações demais sendo feitas por aqui…quero ver eu dar conta.

Foto no aniversário de uma amiga…em clima do dia dos amigos que passou.

Boa semana.

beijo beijo