Tão forte e tão perto.

Faz tempo que não indico filmes aqui. Tanto porque ando mais escrevendo do que vendo filmes e tanto porque ultimamente não tenho visto nada que merecesse a minha menção aqui (além de “Millenium – Os Homens que não amavam as mulheres” mas desse acho que vocês já ouviram bastante).

Então que ontem depois de fazer a unha no salão, eu decidi dar uma passada na locadora que fica ao lado pra ver se algo merecia eu me abster de fazer outra coisa e parar pra assistir um filme. Tinha só 5 minutos pra procurar mas logo que vi que havia chegado esse filme, o qual eu tinha assistido o trailer há um tempo atrás. Não tive dúvidas, aluguei. Como era um lançamento, tinha um dia pra devolver, portanto, teria que encontrar um tempo livre pra não fazer uma das coisas que eu mais odeio nessa vida, gastar dinheiro em vão.

Como a minha irmã ia buscar o João na escola e eu ia esperar o Marco chegar da Fisioterapia pra irmos num jantar na minha mãe, aproveitei esse meio tempo pra assistir. What a movie! Ele não tem nada a ver com as minhas queridinhas e clichês comédias românticas (meu fraco no quesito ausência de conteúdo) mas como eu também adoro um drama e amo filmes que signifiquem algo pra mim, Tão forte e tão perto (que diferente de outros filmes bons tem uma tradução quase literal do título original), entrou pra minha lista de preferidos (apesar de que acho que nem sei quais são os outros).

Pra quem não assistiu, não se preocupe, que não vou acabar com a expectativa de ninguém contando o final. E quando vocês lerem que o pai do menino-protagonista morreu no atentado de 11 de Setembro, não pensem que eu acabei com a surpresa porque apesar de ser uma morte (que geralmente é o final dos filmes e que ninguém quer saber antes) esse acontecimento esta descrito na contracapa do filme e aparece inclusive no trailer, que vocês podem assistir aqui.

Pra quem ainda não sabe do que eu estou falando, podem ler a ficha técnica do filme aqui.

Antes mesmo de eu ser mãe, quando eu assistia filmes que falavam de uma criança especial, não no sentido mental da palavra e sim uma criança diferente, pensava se eu queria ter um filho assim. Porque por mais que eu achasse tudo incrível no filme, tinha medo de não saber lidar com essa peculiaridade das crianças diferentes, que veem a vida de uma forma especial. Não vou lembrar exatamente dos filmes que tratam sobre isso mas “Tão forte e tão perto” com certeza é um desses. Oskar, muito incentivado pela imaginação do seu pai, que por não ter convivido com o seu, procurou ser um pai bacana, é um menino muito além, que vê o mundo de um outro prisma, que trata a vida de uma outra forma. Ele até comenta que já tinha até passado por testes pra ver se ele não tinha qualquer transtorno, tamanha a sua inteligência e peculiaridade. Que ao mesmo tempo que o tornam um menino muito sábio, o impedem de viver momentos muito importantes da infância.

Quando eu falo em pensar se eu queria, não quero dizer que o rejeitaria ou que queria ter um filho “normal” mas eu tinha receio de não saber valorizar esse diferencial e de não saber lidar com o que falei na última frase do parágrafo acima. Que ao invés de ser tratado como um transtorno ou uma doença, deveria ser incentivado e apurado. O João ainda é muito pequeno e mãe sempre é suspeita pra falar do seu próprio filho (apesar de eu sempre fugir daquelas disputas que algumas mães fazem tentando provar o quanto o seu filho é melhor ou mais avançado que o da outra). Até acho que ele tem todo um jeitinho de ver as coisas, falou tudo desde muito novinho e tem toda uma meiguice (pisciano). Mas por enquanto ele gosta das mesmas coisas que qualquer criança gosta. Prefere Galinha Pintadinha à Bethoven, lê o livro dos Três Porquinhos e não Dostoiévski, joga os brinquedos longe quando esta brabo e não curte muito xadrez. Claro que eu tento apurar um pouco o gosto dele e até apresento opções menos infantis. Mas tudo numa boa, cada fase é uma fase e eu não tenho como pretensão ter parido um gênio e nem treino truques em casa afim de levá-lo ao Raul Gil.

Vocês estão estendendo o que eu quero dizer?

E quando vemos crianças como Oskar, automaticamente nos lembramos do tão falado bullying. Porque as outras crianças sempre menosprezam essas porque as consideram diferentes delas. Sou um pouco contra toda a polêmica do bullying e também não acho que ele esta na moda só porque agora ganhou um nome. Na verdade ele sempre existiu e quase todos nós em algum momento da nossa infância passamos por isso (eu uma vez não queria mais ir pra escola porque me chamavam de baixinha) ou porque fomos motivo de chacota ou porque praticamos contra outrem. Na minha humilde e leiga opinião, tirando os que envolvem agressão física, o bullying de certa forma ajuda a criança a se preparar pra um mundo cheio de pré-conceitos, cheios de padronizações que sempre nos obrigam a seguir o mesmo script que se considera normal, aceitável.

Mas graças a Deus acredito que hoje em dia os pais estão cada vez mais buscando criar cidadãos sem preconceitos, sem julgamentos, sem rotulações. Pena dos que não criam os seus filhos assim. Não sei aonde eu li que as crianças, por ainda não saberem do mundo direito, tem um quê de “malvadeza”. Quando veem um deficiente, ficam olhando, comentam, quando um amiguinho usa óculos, riem, fazem piadas. E se o seu filho fizer isso, não o repreenda, apenas mostre pra ele que nem todos são iguais e que essa é a graça da vida. Não incentive mas também não dê muita importância para o assunto. Afinal eles ainda são crianças e não tem a capacidade de discernimento de nós adultos. Tome uma atitude apenas quando perceber que essa “perversidade” continua e que ali exista algo a mais. Tudo vai de um bom senso, o santo bom senso, tão ausente em alguns seres humanos.

O meu João num momento Oskar.

Meu João num momento “não Oskar”.

Bom final de semana! E quem ainda não assistiu ao filme, fica a dica.

Ah, antes quero deixar o meu carinho pra duas pessoas muito especiais! Uma fez aniversário ontem e a outra faz hoje. Nós 3 temos o mesmo signo e o mesmo ascendente e talvez por sermos tão parecidas já fomos do 8 ao 800 na nossa relação como amigas…hahaha. Mas hoje graças a Deus esta tudo mais do que certo. Acho que amadurecemos e aprendemos a valorizar o que realmente importa nessa vida. As 3 tão cancerianas, tão ligadas ao amor, tão família, tão criativas (eu escrevo, Thata faz camisas e Érica cupcakes lindos e deliciosos).

Érica, minha prima postiça preferida (a nossa relação vem de taaaaaantos anos que só podemos nos chamar de primas), canceriana linda, psicóloga, engraçada, divertida. Com ela não tem tempo ruim! Fomos vizinhas na minha primeira infância lá em Criciúma no Ed. Ana Cláudia, nossas mães faziam hidroginástica juntas grávidas (da minha irmã acho e do irmã dela), nossos pais trabalharam por anos juntos, hoje minha mãe é tua madrinha. Temos uma ligação mais forte do que muitas famílias por aí. Hoje estais comemorando seu aniversário em Buenos Aires e tenho certeza que vai voltar de lá mais apaixonada pela vida do que nunca. Como sempre afirmo, só desejo às pessoas saúde, porque só ela nos permite correr atrás de todo o resto! Continua sendo sempre assim, essa pessoa iluminada, com quem eu sei que posso contar sempre que eu preciso!

Minha mãe grávida de mim num parque em Criciúma com a Érica.

A história dessa foto você pode ler no meu antigo blog, AQUI.

Thayse, a eterna Pipoca, que conheci através da minha irmã. Por muitos anos nossas famílias foram muito próximas e isso fez com que nos aproximássemos também. Quantas afinidades, hein? Lembro de uma época em que éramos praticamente grudadas. Por motivos que juro que nem lembro mais, nos afastamos por um tempo. Mas foi só voltarmos a nos falar que parecia que nunca tínhamos ficada sem nos falar. A minha vida corrida e a sua também, fez o que ela faz com muitas amigas queridas, impediu-nos de nos falar com a frequência desejada. Mas amigos não precisam se falar todos os dias pra saberem que quando precisarem podem contar com o outro. Hoje, graças a Pera, estamos mais próximas. Torço muito pelo teu sucesso e em todo o Chá estou lá me esforçando como se o negócio fosse meu! E não vai ser diferente nesse próximo. Assim como já falei ali em cima, só te desejo saúde, porque ela é que nos permite ter forças pra conquistar o resto. Continua nesse caminho de buscar o que realmente te satisfaz! Parabéns.

beijo beijo e bom final de semana!

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6 respostas em “Tão forte e tão perto.

  1. Ju!! Hoje quando estava vindo para o trabalho vi o cartaz desse filme que eu estou louuucaa pra ver!! Muito legal você falar dele, fiquei mais empolgada ainda.. vou alugar sábado!!
    Bom final de semana, beijos querida!! 😉

  2. Juuuuu!!! Vontade de ver o filme.. Quando a vida acalmar quero alugar. E que palavras!!! Linda lindas!! Ultimamente tenho lembrando muito do show da Luiza Possi, lembra?? Hahahahahaha Jesus! Que fase boa viu! Os motivos, também nào lembro hahahahahaa vai saber!! Mas hoje estamos mais próximas, maduras e melhor do que nunca! Obrigada por todo o apoio e carinho pela Pera e minha familia. Você e sua família tem um espaço guardado no meu coracao!!! Vou aproveitar muito o meu dia!! E semana que vem estaremos lá no Chá! Beijoooos Ju!!! Obrigada mais uma vez!

  3. Juliana, não achei o link pra votar no teu texto!
    Já curti a pagina do limetree, mas não apareceu nada logo depois, só a pagina, normal. Procurei por lá tbm, e tinha uns links q não me levaram a lugar algum de votação.
    Poderias passar o link que vá bem certinho pra votar?
    Obrigada!

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