Que o medo do fracasso, não me impeça de tentar!

Quantas mil vezes eu já falei aqui que sempre gostei de escrever? Eu sei, milhares! Quem me conhece e quem não me conhece mas me lê, sabe muito bem disso. Se eu escrevo bem ou não, muitas vezes não importa, porque eu tenho uma necessidade de fazê-lo! Mas sou obrigada a admitir que recebo muitos elogios pelos textos que eu escrevo e pela forma como escrevo.

Sou super, mega, ultra, power crítica com tudo e principalmente comigo mesma! Quando alguém elogia algum texto meu, logo vou lê-lo novamente. Juro! Leio mil vezes antes de publicar e leio outras mil quando alguém fala de algum texto pra mim. Sou muito chata quanto à gramática porque acredito muito que a intenção de quem escreve pode ser a melhor do mundo, mas se o texto não for bem estrito, a beleza morre junto com a intenção. E não fiquem achando que sou um manual de regras gramaticais! Sigo as básicas e o resto vem da cabeça mesmo, da repetição do meu repertório de leitura. Porque sim, escrever tem tudo a ver com ler. Pode pesquisar, quem muito escreve (bem), lê demais! Por isso gosto muito de blogs, revistas, livros, com muitas palavras. Às vezes entro em blogs de fotografia, decoração e moda e compro revistas de fofocas, pra ver as imagens. Mas o que eu mais gosto, com certeza, é o que me traz conteúdo!

Sempre tive diários e blogs. Sim, também já falei disso aqui. Mas ainda não descobri exatamente quando, nesses últimos tempos, encasquetei com a ideia de que o meu negócio é escrever. Talvez tenha sido depois que voltei pra terapia e que comecei a frequentar cursos, buscando descobrir o que andava me incomodando aqui dentro. Porque alguma coisa estava errada. Quando eu entrava num profundo estado de tristeza, logo alguém vinha me lembrar que eu tinha tudo que uma pessoa quer. Uma vida financeira estável, graças ao trabalho dos meus pais, uma família maravilhosa, um marido companheiro, um filho lindo e saudável. Só que tudo isso que eu enumerei aqui em cima, são condições externas, que com certeza contam muito para uma pessoa ser feliz, mas nem sempre são suficientes. Pra alguém comodista e sem grandes expectativas na vida, um emprego que lhe ofereça estabilidade e o saldo bancário em dia, uma família bacana e saúde, são mais do que suficientes pra viver. Mas pra mim, Juliana, uma eterna insatisfeita, sonhadora, que tem a criatividade e ideias pipocando o tempo todo, não. Durante um tempo me apeguei àqueles itens e fui tocando o bonde. Mas alguma coisa não ia bem. Na minha terapia de grupo da semana passada falamos justamente sobre isso. Sobre como, enquanto não colocamos as cartas na mesa com relação ao que realmente queremos, vamos vivendo, acordando, trabalhando, dormindo, como se um dia fosse a mesma coisa que uma semana. Sabe quando você deita a cabeça no travesseiro e nem lembra o que fez durante todo o dia?

Confesso que hoje, nesse exato momento, ainda não sei exatamente o que eu quero fazer. Mas eu sei o que eu não quero. Continuo trabalhando no mesmo lugar que no ano passado mas estou com milhares de planos, que se tudo der certo, vão se concretizar no ano que vem. Estou escrevendo muito mais e abrindo possíveis portas pra quem sabe um dia, viver pra escrever e escrever pra viver! Os meus textos aqui até podem ser bons, mas são bons aqui. Eu preciso de muito mais profissionalismo e foco pra seguir por esse caminho. Mas pelo menos, com um tempo a mais pra escrever, a intenção vai tomando forma, vai amadurecendo. E eu não sei o que tenho que fazer pra viver de escrever. Uma faculdade de Jornalismo? Escrever um livro? E eu sou tudo isso? Por enquanto, continuo só a encher o ouvido, ou os olhos, de vocês!

Senhor, tudo isso foi pra falar do concurso que eu estou participando…hahaha.

Esses dias, nessa minha euforia por escrever (sim, porque tem dias que eu nem escovo os dentes e já estou aqui a digitar, como nesse exato momento em que edito esse texto pra publicá-lo, eca), corri pra casa da minha mãe pra encontrar todo o material que escrevi na adolescência. Poesias, começos de livros, cartas, opiniões sobre política, diários….um dia falo mais deles aqui mas agora quero só mencionar um deles.

Quando eu tinha 11 anos comecei a escrever um livro. Basicamente ele conta a história de 2 adolescentes que se apaixonam e blá blá blá. Super baseado na minha leitura da época. Mas eu fiz capa, contracapa, dei um título, escrevi toda a história com direito a ilustrações e no final do livro fiz aquele resuminho da escritora, no caso, eu mesma!

Deu até uma vergonha de postar ele aqui mas como quem esta num blog, é pra se expor, vamos lá! Deu pra ler que no começo eu digo que desde pequena adorava escrever textos? Eu tinha 11 anos!!! Desde pequena quando meu Deus? Deu pra ler que com 12 anos eu decidi levar esse sonho adiante? Hoje eu estou com 25 e zero! Foi aí que deu um clique. Mas foi só o clique…porque o depois do clique ainda não me ocorreu…

Quero muito agradecer a todos que estão me ajudando lá no concurso! Estou muito feliz com a repercussão dele e com os elogios que estou recebendo. Eu realmente gosto muito daquele meu texto (apesar de depois de ter mandado achar que eu devia ter arrumado uma ou outra coisa) e por isso estou insistindo nos votos, pra daí então ser escolhida ou não, por mérito do texto e não por quantos votos consegui. Nunca gostei muito de disputar alguma coisa, porque acho que não sei perder e lidar com o fato de não ser a escolhida. Quando estava com poucos votos, pensei várias vezes em desistir. Mas depois lembrei de tudo que eu já desisti na vida, pelo medo de tentar, e fui em frente. Em 24h, ganhei mais de 200 votos, porque fui pedindo de um em um. E hoje estou entre os 10 posts mais votados. Mas daí vem aquele medo de novo, de depois de tudo isso, não ser a escolhida. Porque claro que eu quero a viagem pra NY mas eu  quero muito mais o reconhecimento pelo o que eu escrevo. Isso seria como uma coroação de todos os cliques que venho tendo, de todas as escolhas e suas consequentes renúncias, que venho fazendo. Seria como alguém me dizendo “Vai Juliana, vai que agora vai dar certo”.

Deu pra entender? Desculpem o texto longo?

São quase duas da manhã e escrevi tudo isso numa sentada só. O Marco já veio duas vezes aqui falar de outros assuntos e ficou brabo falando que não gosta quando eu entro nesse transe e não consigo prestar mais atenção em nada. Só que eu precisava escrever sobre isso! E só agora o João dormiu e eu consegui esse meu tempo. E depois, quando ele for pra NY comigo, garanto que não vai reclamar, certo? Otimismo, por favor!

Ah e continuem votando pessoal! Tem muita estrada pela frente ainda!

beijo beijo

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2 respostas em “Que o medo do fracasso, não me impeça de tentar!

  1. Juliana, muito prazer! Sou Denise, tenho 45 anos, e sou jornalista, cursando direito agora. Tenho cinco filhos, uma vida extremamente corrida, porém, sempre encontro tempo e inspiração para escrever. Seu blog é cativante, não desista do seu sonhos de fazer das palavras escritas a sua grande inspiração. Bjs

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