Comer, Rezar e Amar muito a nós mesmos, por favor!

Já que nessa semana parece que o mundo cibernético esta respirando amor, vou postar esse texto que esta no meu rascunho há tempos. Ele não fala exatamente sobre o amor, no sentido de amar alguém mas sim sobre o amor que eu considero mais bonito, necessário e verdadeiro, o amor próprio. Muita gente passa a vida buscando aquele primeiro ali e não percebe que quando nos amamos de verdade fica muito mais fácil encontrar alguém que nos ame e que amemos também!

Bóra refletir?

Sim, eu sei que o filme “Comer, Rezar e Amar” não é novo. Eu até já falei dele no meu antigo blog. Engraçado ler esse post, escrito em 26 de outubro de 2010, quando a minha realidade era tão igual a de agora e TÃO diferente ao mesmo tempo. Tempo! Meus sinceros agradecimentos à você, por nos permitir mudar, evoluir e quando chegada a nossa hora, amadurecer!

Então. Fui assistir ao filme novamente esses dias, por acaso. Um box do DVD dele estava em promoção na Saraiva e eu comprei. Eu falei em acaso? Na verdade eu não acredito muito em acaso. Assistir à ele novamente, agora com outra cabeça, depois de todas as mensagens que eu venho recebendo nos últimos tempos, só me fez reforçar mais e mais todas elas.

Lembram o que eu escrevi sobre a palestra que eu fui, o livro que eu li, as consultas com a minha psicóloga, a ideia de se trabalhar com contos? O principal ponto em comum de todas essas “escolas pra vida” é a lembrança de que todas as mudanças que você almeja estão simplesmente dentro de você!!!! E qual o foco principal do filme? Hein? Resumidamente, todas as viagens e buscas feitas por Liz Gilbert, interpretada pela lindíssima Julia Roberts, só mostraram à ela que o equilíbrio que ela tanto procurava, estava dentro dela. Não adianta irmos pra longe, enfiarmo-nos num centro de meditação na Índia, por exemplo, querendo encontrar as nossas respostas, o nosso centro de equilíbrio. Claro que ajuda muito, sairmos um pouco da confusão que às vezes se faz a nossa vida, pra olhar tudo de fora. Mas quando esse break não é possível, volte-se pra dentro de você, que é lá que vai estar qualquer resposta que você necessita.

Na primeira vez que eu vi o filme, estava vivendo um momento de grande desgaste físico, já que o João tinha apenas 7 meses e mamava muito no peito. Do cansaço vinha às vezes uma vontade imensa de fugir, como mesmo escrevi no texto: “…fugir de tudo, de todos e ficar um pouco só comigo mesma”. Quem sabe, apesar de hoje eu me considerar mais estabilizada, psicologicamente falando (podem rir), eu ainda sinta essa vontade. Mas me conscientizei de que se o que eu sinto esta dentro de mim, eu posso ir pra Conchinchina que os sentimentos vão me acompanhar e quando eu voltar, a bagagem vai voltar comigo também. Essa não tem como a companhia aérea mandar pro destino errado. Mas eu tenho.

Podemos ver o mesmo filme várias vezes e em cada vez encontrarmos respostas diferentes. Porque em cada momento da nossa vida, as perguntas também não são as mesmas. Na primeira vez que eu assisti, me apeguei a ideia da fuga da realidade atual pra ir pra longe pra tentar me encontrar. Já nessa segunda vez, atentei-me ao fato de que não adianta irmos pra longe.

Ai ai, amo esse filme, demais!! Pelas músicas, pelo texto, pela fotografia….na verdade a única coisa com que eu não me identifico é em relação ao problema amoroso vivido pela autora e que faz com ela tenha toda aquela experiência. Porque hoje, graças a Deus, nesse sentido eu me sinto muito feliz e realizada. Mas do resto se tira diversas mensagens!!!!

Uma das minhas partes preferidas é a fala do namorado ator que num momento em que o relacionamento deles já não esta mais dando certo, fala: “E se a gente simplesmente reconhecesse que nosso relacionamento é ruim, e mesmo assim ficasse junto? Se admitisse que a gente enlouquece um ao outro, que está sempre brigando e quase nunca transa, mas não consegue viver um sem o outro, por isso agüenta tudo? Daí a gente poderia passar a vida inteira junto… infelizes,… mas felizes por não estarmos separados”. Muito louco esse medo da mudança, certo? Às vezes a relação é tão simbiótica que parece que se houver a separação do casal, é como se fosse o desequilíbrio de perder uma das pernas. E quantos casais estão juntos até hoje por conta desse receio, né? Adoro a frase de um outro filme que aborda a separação conjugal, “Divã”. O ator José Mayer, que faz o papel do então ex-marido diz que se separar é tentar transformar 1 vida chata em 2 divertidas. Aplausos pra ele!

Outra mensagem do filme que eu gosto muito, é a busca pelo perdão a si mesmo. Apesar de Liz Gilbert ter conseguido terminar o casamento, do outro lado do mundo ela ainda carregava a culpa pela dor do marido que não queria se separar e pela frustração de o casamento não ter dado certo. Ta aí outro aprendizado que veio até mim esses dias. A dor e a frustração do outro, não lhe pertencem. Cabe à ele resolvê-las. Você não deve tirar dele a chance da pessoa mesma superá-las. E o momento em que a autora se perdoa, é muito bonito no filme. No terraço do templo na Índia, a figura do seu ex-marido vem até ela, lhe convidando pra dançar. E durante essa dança ele diz que a ama e ela diz “Então me ame”. E ele diz “Eu sinto essa falta” e ela diz “Então sinta minha falta e me mande amor e luz toda vez que pensar em mim. Depois esqueça. Não vai durar pra sempre, nada dura.” Respeite a dor do outro mas não carregue ela com você. E esse negócio de mandar amor e luz pra tudo aquilo que não te faz bem, eu aprendi muito com a filosofia budista. Sempre que você sentir raiva de alguém ou de algo, é você o maior prejudicado. Exercício difícil, mas possível. Ouvi esses dias, a alma é lenta mas é sábia! Pode demorar, mas um dia conseguimos!

Ta, o texto já esta longo demais mas preciso dizer mais uma coisinha. Naquela palestra da Dulce que eu fui (e que vocês já estão carecas de saber), ela disse que o primeiro passo para sermos mais felizes é sabermos quais são as perguntas da nossa vida. Porque sabendo as perguntas, tudo à nossa volta, tornam-se respostas. Ela sugeriu pra um dia chegarmos em casa e fazermos uma pergunta pra nós mesmos, sobre algo que ande incoerente dentro da gente. Depois de feita a pergunta, devemos pegar qualquer livro na estante, abrir em qualquer página e escolher qualquer frase, que ela garante que aquela frase vai fazer sentido pra nossa pergunta. Ainda não fiz esse exercício mas eu entendo completamente o que ele quer dizer. Sabe aquele ditado “Não adianta dar conselhos pra quem não quer ouvi-los”? Quando estamos fechados, nada faz sentido, tudo parece desconectado. Mas quando nos abrimos, buscando respostas, caminhos para sermos mais felizes, tudo conspira, tudo parece uma resposta, tudo parece nos indicar o caminho, a fonte! A letra da música que passa no rádio, uma frase em um outdoor, um Power Point chato que alguém manda pro seu email, uma ligação inesperada, o sorriso de um estranho na rua….

E você aí, já sabe qual é a sua pergunta?

Finalizo (finalmente Juliana!) o post de hoje com a mesma mensagem que deixei num post há alguns dias…que fala sobre uma parte do filme “Comer, rezar e AMAR”.

Buscarmos um equilíbrio na nossa vida, dentro de nós mesmos, não significa que precisamos estar sempre ZEN, LINDA, BEM RESOLVIDA E DE LINGERIE COMBINANDO! Como mesmo disse aquele velhinho de Bali, no final do filme, quando a Julia Roberts diz que terminou o seu namoro porque não estava conseguindo continuar com o equilíbrio que tanto havia buscado, estando junto com o namorado (que aliás era gato pacarai): “Às vezes, perder o equilíbrio por amor, faz parte de viver a vida em equilíbrio”. Não estar sempre equilibrada num relacionamento ou consigo mesma, faz parte de uma vida equilibrada, mulherada!!!

Atraverssiamo. Vamos atravessar. Let´s cross over. Ou seja, bóra seguir em frente!!!

beijo beijo

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6 respostas em “Comer, Rezar e Amar muito a nós mesmos, por favor!

  1. Sua prima Érica me passou o link para esse texto. E como eu também não acredito muito em acaso, ele (o texto) veio como resposta para algumas perguntas que eu ando me fazendo. Engraçado como tudo o que você disse aí é o que venho pensando nos ultimos meses. Também tenho lido muito, tenho feito terapia e outras atividades para tentar buscar o entendimento sobre mim mesma. Sempre que tenho que fazer um pedido – seja rezando, meditando, etc – eu peço harmonia e equilíbrio. E concordo com você: a harmonia vem de dentro para fora, mas a gente só entende isso depois de algum tempo.
    Delícia de texto, você escreve lindamente e é quase como se conversasse pessoalmente com seus leitores. Um beijo

  2. Pingback: Por Juliana Baron: por uma vida desequilibrada | Delicinhas de Pera

  3. Pingback: Sobre o filme “Comer, Rezar e Amar”. | Blog "Psicologando"

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