Tão forte e tão perto.

Faz tempo que não indico filmes aqui. Tanto porque ando mais escrevendo do que vendo filmes e tanto porque ultimamente não tenho visto nada que merecesse a minha menção aqui (além de “Millenium – Os Homens que não amavam as mulheres” mas desse acho que vocês já ouviram bastante).

Então que ontem depois de fazer a unha no salão, eu decidi dar uma passada na locadora que fica ao lado pra ver se algo merecia eu me abster de fazer outra coisa e parar pra assistir um filme. Tinha só 5 minutos pra procurar mas logo que vi que havia chegado esse filme, o qual eu tinha assistido o trailer há um tempo atrás. Não tive dúvidas, aluguei. Como era um lançamento, tinha um dia pra devolver, portanto, teria que encontrar um tempo livre pra não fazer uma das coisas que eu mais odeio nessa vida, gastar dinheiro em vão.

Como a minha irmã ia buscar o João na escola e eu ia esperar o Marco chegar da Fisioterapia pra irmos num jantar na minha mãe, aproveitei esse meio tempo pra assistir. What a movie! Ele não tem nada a ver com as minhas queridinhas e clichês comédias românticas (meu fraco no quesito ausência de conteúdo) mas como eu também adoro um drama e amo filmes que signifiquem algo pra mim, Tão forte e tão perto (que diferente de outros filmes bons tem uma tradução quase literal do título original), entrou pra minha lista de preferidos (apesar de que acho que nem sei quais são os outros).

Pra quem não assistiu, não se preocupe, que não vou acabar com a expectativa de ninguém contando o final. E quando vocês lerem que o pai do menino-protagonista morreu no atentado de 11 de Setembro, não pensem que eu acabei com a surpresa porque apesar de ser uma morte (que geralmente é o final dos filmes e que ninguém quer saber antes) esse acontecimento esta descrito na contracapa do filme e aparece inclusive no trailer, que vocês podem assistir aqui.

Pra quem ainda não sabe do que eu estou falando, podem ler a ficha técnica do filme aqui.

Antes mesmo de eu ser mãe, quando eu assistia filmes que falavam de uma criança especial, não no sentido mental da palavra e sim uma criança diferente, pensava se eu queria ter um filho assim. Porque por mais que eu achasse tudo incrível no filme, tinha medo de não saber lidar com essa peculiaridade das crianças diferentes, que veem a vida de uma forma especial. Não vou lembrar exatamente dos filmes que tratam sobre isso mas “Tão forte e tão perto” com certeza é um desses. Oskar, muito incentivado pela imaginação do seu pai, que por não ter convivido com o seu, procurou ser um pai bacana, é um menino muito além, que vê o mundo de um outro prisma, que trata a vida de uma outra forma. Ele até comenta que já tinha até passado por testes pra ver se ele não tinha qualquer transtorno, tamanha a sua inteligência e peculiaridade. Que ao mesmo tempo que o tornam um menino muito sábio, o impedem de viver momentos muito importantes da infância.

Quando eu falo em pensar se eu queria, não quero dizer que o rejeitaria ou que queria ter um filho “normal” mas eu tinha receio de não saber valorizar esse diferencial e de não saber lidar com o que falei na última frase do parágrafo acima. Que ao invés de ser tratado como um transtorno ou uma doença, deveria ser incentivado e apurado. O João ainda é muito pequeno e mãe sempre é suspeita pra falar do seu próprio filho (apesar de eu sempre fugir daquelas disputas que algumas mães fazem tentando provar o quanto o seu filho é melhor ou mais avançado que o da outra). Até acho que ele tem todo um jeitinho de ver as coisas, falou tudo desde muito novinho e tem toda uma meiguice (pisciano). Mas por enquanto ele gosta das mesmas coisas que qualquer criança gosta. Prefere Galinha Pintadinha à Bethoven, lê o livro dos Três Porquinhos e não Dostoiévski, joga os brinquedos longe quando esta brabo e não curte muito xadrez. Claro que eu tento apurar um pouco o gosto dele e até apresento opções menos infantis. Mas tudo numa boa, cada fase é uma fase e eu não tenho como pretensão ter parido um gênio e nem treino truques em casa afim de levá-lo ao Raul Gil.

Vocês estão estendendo o que eu quero dizer?

E quando vemos crianças como Oskar, automaticamente nos lembramos do tão falado bullying. Porque as outras crianças sempre menosprezam essas porque as consideram diferentes delas. Sou um pouco contra toda a polêmica do bullying e também não acho que ele esta na moda só porque agora ganhou um nome. Na verdade ele sempre existiu e quase todos nós em algum momento da nossa infância passamos por isso (eu uma vez não queria mais ir pra escola porque me chamavam de baixinha) ou porque fomos motivo de chacota ou porque praticamos contra outrem. Na minha humilde e leiga opinião, tirando os que envolvem agressão física, o bullying de certa forma ajuda a criança a se preparar pra um mundo cheio de pré-conceitos, cheios de padronizações que sempre nos obrigam a seguir o mesmo script que se considera normal, aceitável.

Mas graças a Deus acredito que hoje em dia os pais estão cada vez mais buscando criar cidadãos sem preconceitos, sem julgamentos, sem rotulações. Pena dos que não criam os seus filhos assim. Não sei aonde eu li que as crianças, por ainda não saberem do mundo direito, tem um quê de “malvadeza”. Quando veem um deficiente, ficam olhando, comentam, quando um amiguinho usa óculos, riem, fazem piadas. E se o seu filho fizer isso, não o repreenda, apenas mostre pra ele que nem todos são iguais e que essa é a graça da vida. Não incentive mas também não dê muita importância para o assunto. Afinal eles ainda são crianças e não tem a capacidade de discernimento de nós adultos. Tome uma atitude apenas quando perceber que essa “perversidade” continua e que ali exista algo a mais. Tudo vai de um bom senso, o santo bom senso, tão ausente em alguns seres humanos.

O meu João num momento Oskar.

Meu João num momento “não Oskar”.

Bom final de semana! E quem ainda não assistiu ao filme, fica a dica.

Ah, antes quero deixar o meu carinho pra duas pessoas muito especiais! Uma fez aniversário ontem e a outra faz hoje. Nós 3 temos o mesmo signo e o mesmo ascendente e talvez por sermos tão parecidas já fomos do 8 ao 800 na nossa relação como amigas…hahaha. Mas hoje graças a Deus esta tudo mais do que certo. Acho que amadurecemos e aprendemos a valorizar o que realmente importa nessa vida. As 3 tão cancerianas, tão ligadas ao amor, tão família, tão criativas (eu escrevo, Thata faz camisas e Érica cupcakes lindos e deliciosos).

Érica, minha prima postiça preferida (a nossa relação vem de taaaaaantos anos que só podemos nos chamar de primas), canceriana linda, psicóloga, engraçada, divertida. Com ela não tem tempo ruim! Fomos vizinhas na minha primeira infância lá em Criciúma no Ed. Ana Cláudia, nossas mães faziam hidroginástica juntas grávidas (da minha irmã acho e do irmã dela), nossos pais trabalharam por anos juntos, hoje minha mãe é tua madrinha. Temos uma ligação mais forte do que muitas famílias por aí. Hoje estais comemorando seu aniversário em Buenos Aires e tenho certeza que vai voltar de lá mais apaixonada pela vida do que nunca. Como sempre afirmo, só desejo às pessoas saúde, porque só ela nos permite correr atrás de todo o resto! Continua sendo sempre assim, essa pessoa iluminada, com quem eu sei que posso contar sempre que eu preciso!

Minha mãe grávida de mim num parque em Criciúma com a Érica.

A história dessa foto você pode ler no meu antigo blog, AQUI.

Thayse, a eterna Pipoca, que conheci através da minha irmã. Por muitos anos nossas famílias foram muito próximas e isso fez com que nos aproximássemos também. Quantas afinidades, hein? Lembro de uma época em que éramos praticamente grudadas. Por motivos que juro que nem lembro mais, nos afastamos por um tempo. Mas foi só voltarmos a nos falar que parecia que nunca tínhamos ficada sem nos falar. A minha vida corrida e a sua também, fez o que ela faz com muitas amigas queridas, impediu-nos de nos falar com a frequência desejada. Mas amigos não precisam se falar todos os dias pra saberem que quando precisarem podem contar com o outro. Hoje, graças a Pera, estamos mais próximas. Torço muito pelo teu sucesso e em todo o Chá estou lá me esforçando como se o negócio fosse meu! E não vai ser diferente nesse próximo. Assim como já falei ali em cima, só te desejo saúde, porque ela é que nos permite ter forças pra conquistar o resto. Continua nesse caminho de buscar o que realmente te satisfaz! Parabéns.

beijo beijo e bom final de semana!

Força Astrid!

JÁ QUE ONTEM EU DEI UM AR PRA VOCÊS SOBRE O CONCURSO, DEIXO AQUI O MEU PEDIDO PARA QUEM AINDA NÃO VOTOU EM MIM, VOTAR, POR FAVOR. PARA SABER COMO, ENTRE AQUI!

Ontem à noite, ao contrário de grande parte da população brasileira que ou estava torcendo pelo Timão (como meu excelentíssimo) ou estava secando o jogo, assisti ao programa Viver com Fé no GNT. Desde a primeira vez que assisti à esse programa, que antes durava apenas 15 minutos e ontem durou meia hora, fiquei encantada. O que é o texto interpretado (ou escrito, não sei) pela Cissa Guimarães ao longo do programa? Cada mensagem valiosa, espetacular. Queria ter como anotar tudo. Ontem até consegui captar algumas frases (não muitas porque o João estava no quarto comigo) e depois procurei algum material que achei disponível na internet. Então logo vem um post sobre ele.

Mas o que eu vim falar hoje foi que ontem, procurando no site do GNT vídeos ou textos sobre o programa, achei uma notícia sobre a Astrid Fontenelle, que está lutando contra o Lúpus. Como sempre gostei dela, desde os seus programas de fofocas que passavam a tarde, fui ver do que se tratava. Ela deu uma entrevista à Marília Gabriela, que vai ao ar nesse domingo, falando sobre como esta essa batalha contra a doença. Daí achei o link do primeiro episódio da próxima temporada do programa que a Astrid apresenta no GNT, Chegadas e Partidas, que eu adoro também (aliás, eu adoro quase tudo que passa no GNT), aonde ela vai até ao aeroporto, pra dessa vez esperar o seu filho, que ficou na Bahia enquanto ela estava internada tratando da doença. Astrid adotou o Gabriel já há um tempo, então imaginem como não foi esse reencontro, depois de ela ter ficado longe do filho por conta de uma situação super triste. Será que eu chorei assistindo ao trechinho da chegada do Gabriel e o encontro dele com a mamãe?

Não gosto nem de pensar em ter alguém da família doente, mas depois que me tornei mãe o meu maior medo passou a ser o de ficar doente e por isso perder o crescimento do meu filho. E foi justamente no filho, que Astrid se apegou pra ter mais força pra vencer o Lúpus.

Aqui esta o link com o resumo do que vai ser o programa desse domingo. E aqui esta o link sobre a estreia da nova temporada de Chegadas e Partidas, que promete já iniciar com muita emoção.

E coincidentemente a frase que a Astrid disse no final da entrevista com a Gabi foi a música do programa da Cissa.

“Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar” – Gilberto Gil, cantor e compositor

Assistam aqui o vídeo com um trecho desse reencontro mais do que especial!

Força Astrid!

Foto da minha força, no aniversário do priminho Theo sábado passado.

beijo beijo

Juliana indica….

Esse post ficou tanto tempo no arquivo que passou da validade! Fiz ele quando só sabia que um novo CD da Norah Jones vinha por aí e agora eu até já o tenho em mãos. Claro que eu amei mas confesso que preferia ela no tempo em que seu ritmo era mais jazz, mais piano e voz, mais apaixonado. Naquela época parecia que ela vivia uma dor de cotovelo doída, será que agora ela esta segura amando? Ah não, Norah! Vou lançar a campanha, “Pelo fim do relacionamento de Norah Jones pra felicidade de seus ouvintes”. Pecado, Juliana!

Vou manter o post como tinha escrito, mas atentem para o fato de que o CD já foi lançado no Brasil.

Pra quem é fã dela ou pra quem simplesmente gosta do seu trabalho, tem novidade vindo por aí. Li que nesse mês, Norah Jones lança o seu novo CD, Little Broken Hearts.

Yey, mal posso esperar.Posso dizer que tenho TODOS os CD´s dela, inclusive as edições de colecionadores, o CD da sua banda Little Willies, CD´s em que ela faz alguma participação, CD e DVD do filme que ela fez com o Jude Law…E não vejo a hora de ter esse nas mãos!!!

Capa do novo CD

Ah e também tenho o DVD do filme “Amor à segunda vista” com a Sandra Bullock, em que ela faz uma rápida participação tocando a música “The nearness of you” ao piano.

Agora é só aguardar.

Até hoje ainda não acredito que eu já fui num show dela. E descobri que esse mês ela vai passar pelas 3 cidades em que eu e o Marco vamos na nossa lua de mel em Outubro. Que pena. Imagina se as datas coincidissem…

Ontem dei uma arrumada geral aqui em casa. Papéis, contas, fotos, arquivos no computador….então se preparem que logo virá uma fase nostálgica. Aliás, ando numa neura de arrumação. Se eu estivesse grávida com certeza estaria para parir! Mas devem ser coisas do meu inferno astral….

Hoje indico a leituras de dois blogs, já queridinhos daqui. Primeiro um texto da Fernanda Mello no blog Delicinhas de Pera e depois o texto da Pati Jucá no blog da Gabi Faraco. Valem a leitura!

See you later oligator…

beijo beijo

Primeiro é “meu bem” e depois, “cadê meus bens”?

Leram meu texto ontem no Delicinhas de Pera? Não? Então corre pra lá que depois do meu texto de ontem tem uma dica ótima de como personalizar a sua capinha de celular e fotos lindas de uma camisa da Tha que eu amo!!!

Prometi que ia mudar de assunto então essa semana estou postando alguns textos que estavam no meu Rascunho. Ontem falei sobre alguns conselhos que recebi durante a minha gravidez e o que eu fiz com eles e hoje vou falar um pouco sobre casamento, já que faltam 3 meses e alguns dias para o meu…

(PRA QUEM AINDA NÃO VOTOU, ENTRE AQUI E SAIBA COMO).

Esses dias vasculhando meu computador, achei a minha monografia. Já falei aqui que me formei em Direito? Sim, há pouco mais de 3 anos! É, o tempo voa! E minha monografia foi sobre como se partilham os bens de acordo com o regime que você escolhe quando do casamento. Juro que não me arrependo de não ter continuado na carreira mas se tivesse continuado, com certeza, teria sido nessa parte de Direito de Família e Sucessões, apesar de ter feito um semestre de pós em Direito Tributário. Na época do meu estágio, trabalhei um ano na Vara de Sucessões daqui de Florianópolis e por causa do meu trabalho lá, escolhi o tema da monografia. Ficava apavorada com o desconhecimento dos então, viúvos ou viúvas, na hora da partilha dos bens. Ninguém sabia o que significava comunhão parcial, total ou separação de bens. Dos casamentos feitos há alguns anos atrás eu até compreendo essa ignorância, mas de uns tempos pra cá, as informações se tornaram bem mais disponíveis e você se alienar perante elas é uma forma de burrice. Na introdução da minha monografia eu dizia que quando as pessoas se casam é normal não quererem tocar no assunto dinheiro. Afinal, pode parecer que elas são mesquinhas, interesseiras ou que já estão pensando no seu fim logo quando estão apenas começando. Mas não tem nada a ver! Casamento verdadeiro é aquele baseado na total transparência.

Não estou aqui querendo julgar a decisão de ninguém, ok? Cada um sabe o que faz com o seu patrimônio mas então que o faça sabendo o que esta fazendo. Confesso que não vou lembrar exatamente como se faz a partilha de acordo com cada situação e regime. Até porque estou totalmente desatualizada, muita coisa pode ter mudado e minha monografia tinha quase 150 páginas (passei mil vezes do limite máximo)! Literalmente desenhei o negócio! Tinham mais de 20 desenhos das partilhas pra ficar mais fácil de entender. Mas resumindo o negócio, eu queria alertar as pessoas quanto às suas decisões. Porque depois que acontece o fim da união, seja por uma separação (que não foi o tema do meu trabalho) ou pela morte de um dos cônjuges, não adianta querer voltar atrás porque a confusão já esta feita.

Antigamente o regime mais utilizado era o da comunhão total de bens, onde todos os bens se comunicam, tanto os adquirido antes, quanto os depois do casamento. Esse inclusive era o regime lógico. Caso você não optasse por nenhum outro, automaticamente você estava inserido nesse grupo. Com o passar do tempo e acompanhando as mudanças sociais, o regime lógico passou a ser o da comunhão parcial de bens, onde basicamente os bens que se comunicam são os adquiridos depois do casamento. A partilha de bens quando de uma separação ou da morte de um dos dois, é bem diferente! E tudo depende também se existem ou não os chamados herdeiros necessários (filhos e pais do cônjuge).

Então, quando você for casar no civil, dê uma lida sobre os regimes de bens e se possível converse com um advogado a respeito (tem ainda o regime da participação final nos aquestos…hein?). E se você tem uma união estável, também vá tomar conhecimento! Caso você já esteja vivendo uma e não tenha feito qualquer escritura no Cartório dizendo o contrário, automaticamente o seu regime é o da comunhão parcial de bens. Mas dá pra fazer uma escritura optando por outro regime! E hoje em dia é muito fácil caracterizar uma união estável, então tem muito gente que nem sabe mas caso venha a se separar, por exemplo, já vai ter que fazer uma partilha conforme um casamento civil.

Eu sou muito transparente quando o assunto é patrimônio! Sempre tive pra mim que se um dia eu casasse, ia querer casar no regime da separação total de bens (que apesar de ter esse nome tem diversas brechas). O que já era meu e o que venha a ser meu por outras vias (como uma herança), vai continuar sendo só meu. Caso venhamos a adquirir algum bem juntos, colocamos no nome dos dois ou no nome dos filhos. Assim que eu e o Marco viemos morar juntos, já fomos no Cartório e fizemos a nossa Escritura de União Estável com Separação Total de Bens. Ele ainda brinca dizendo que ficou chateado porque queria pelo menos a moto do meu pai…hahaha. E eu não tenho vergonha e nem faço rodeios pra falar sobre isso. O nosso relacionamento é uma delícia, eu amo ele, mas uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.

Já que estou falando sobre o assunto. Outra questão é se colocamos ou não o sobrenome do marido quando nos casamos. Ih, isso gera uma polêmica. Mas a minha intenção aqui não é polemizar nada e nem julgar a escolha de ninguém. Vocês já devem saber a minha posição, né? Essa coisa de colocar o nome do marido, vem lá dos primórdios. Estudei muito pra minha monografia e vi que antigamente, a mulher quando casava, literalmente mudava de família. Fazia todo sentido então, ela carregar o sobrenome do marido. Só que hoje, os tempos são outros, somos cada vez mais independentes, não abandonamos jamais a nossa origem, então porque acrescentar mais um sobrenome? Minha opinião hein! Sempre deixei claríssimo pro Marco que eu JAMAIS, NEVER, SOB HIPÓTESE ALGUMA, tornaria-me Juliana Baron Pinheiro Scoz (hoje em dia não podemos mais retirar o nosso sobrenome do meio, apenar acrescentar o outro). Scoz só de coração, porque de resto. Nem que a vaca tussa, dê dois pulinhos, dance “Ai se eu te pego” e me faça massagem nos pés, eu cedo! Ele como um típico homem com resquícios de machismo ainda faz cara feia quando entramos nesse assunto. Mas aqui nem tem conversa. Nasci Juliana Baron Pinheiro, vou permanecer e morrer assim. Longe de mim parecer feminista mas já disse aqui que pra mim esse negócio de duas metades da laranja é papo pra música melosa. Cada um é cada um, somos pessoas independentes, individuais e estamos nos unindo apenas por amor. Nada de carregar tradições do século passado aonde a mulher era totalmente submissa e muda quando o assunto eram os seus direitos!

Ficou claro? Fica a dica.

Coincidentemente a minha leitura de cabeceira da semana passada. Casamento e business…

beijo beijo e até amanhã….

Pra comprovar o que eu falei ontem…não sou muito fã de brócolis, odeio manga e mamãe e pasmem…João bate um pratão desse rapidinho e tudo misturado!

O porquê de o segundo filho ser mais fácil de criar.

Hello segunda feira!!!!!

Hoje tem post meu lá no Delicinhas de Pera!!!

Pra quem ainda não votou em mim no Concurso que estou participando, entre AQUI e saiba como votar!!

Gente, semana passada foi corrida, final de semana foi corrido, ontem quando eu sentei pra escrever era pra Pera, então resgatei um texto que estava nos Rascunhos e decidi postá-lo hoje!! Espero que gostem!! O assunto é pras futuras ou já mamães!!

Eu sempre oscilo períodos de grande vontade de escrever. Dirigindo tenho ideias, tomando banho tenho ideias, nas aulas de Muay Thay tenho ideias, dentro da escolinha do João tenho ideias. E também tenho períodos em que realmente acho que não tem mais nada a ser dito. Num mundo aonde as informações correm numa velocidade tecnológica e as pessoas inteligentes e formadoras de opinião tem cada vez mais espaço pra expor suas opiniões, me sinto uma ameba achando que os meus textos ainda podem agradar as pessoas.

Mas enfim. Aproveito sempre os períodos em que a minha mente ferve e acumulo textos no Rascunho pra postar nos períodos de seca criativa.

Ontem e hoje foram dias em que eu escrevi bastante. E agora a pouco cuidando do João, que ficou em casa à tarde por causa de uma febrezinha, pensei em escrever aqui sobre os conselhos que ouvimos quando estamos para nos tornarmos mãe e que no fundo podem não servir pra você. Aí vão alguns deles:

– Ouvia muito durante a gravidez que se eu comesse bastante alimentos saudáveis, o meu filho quando nascesse também gostaria desse tipo de comida. Confesso que nunca fui muito fã de saladas, verduras e frutas. De uns tempos pra cá até venho colorindo mais o meu prato mas na gravidez me esforçava zero. E pasmem, mães que adoram dar pitacos, o João AMA brócolis, cenoura, couve, abobrinha, todo tipo de fruta, tomate, alimentos integrais, sucos e afins. Nunca se interessa por chocolates, sorvetes, danoninhos e alimentos que juram ter muitas fibras mas na verdade são lotados de químicas duvidosas. Rá! Ta, balas são o seu ponto fraco, por culpa minha mesmo, mas então sempre procuro dar aquelas de alga ou aquelas de ursinho, gelatinosas que pelo menos parecem ter menos besteiras que as outras.

– Também me sentia culpada por não suportar a ideia de ter que escutar aqueles CD´s de orquestra infantil, Eistein alguma coisa, Baby Music alguma coisa. Meu gosto musical é até bem selecionado mas como me mudei grávida, pra embalar as faxinas no novo apartamento eu ligava na Band mesmo, apesar de não ter um CD de pagode aqui em casa. E pasmem também! João adora música. Até dançou um Michel Teló nesse verão, afinal era impossível passar um dia na praia sem ouvir aquela música do “Ai se eu te pego…” mas ele sabe todas as cantigas infantis de cor e vira e mexe pego ele cantando sozinha pela casa. Sem querer me gabar mas até “Bob Maley” e Adele ele já sabe engembrar.

– Nunca quis dar chupeta pra ele porque nem eu e nem a minha irmã usamos e eu sinceramente, sem querer julgar as outras mães, acho muito feio criança de bico. Depois que ele nasceu e começou a chorar muito por causa do refluxo e da alergia a lactose até tentei enfiar uma chupeta nele mas já era tarde. Então ouvia que ele ia passar a chupar o dedo, o que era muito pior do que pegar um bico. E, e, e, e? Ele nunca chupou nem o bico e muito menos o dedo. Ou seja, essa lógica de dar a chupeta pra criança chupar o dedo, é muito questionável.

– Na gravidez também escutava muito que eu já tinha que procurar um bom pediatra e uma boa escola pra João. Que eu tinha que escolher bem, afinal era o futuro do meu filho que estava em jogo. A pediatra eu só fui procurar depois que ele nasceu e desde então é a mesma que atende o João até hoje. Assim como a escola e assim como a babá. Sempre confiei nas minhas escolhas e isso até hoje deu certo. Conheço mães que estão na quarta pediatra. Será que o problema são os médicos ou a própria mãe? Fica a dúvida.

– Roupa de neném deve ser sempre lavada na mão e com sabão de côco. Ta, as primeiras roupinhas até foram lavadas assim e talvez no primeiro mês eu também tenha tido esse cuidado. Mas depois? Brastemp nelas! O máximo que eu fazia era comprar o sabão Ola, que custava os óio da cara mas e só. E o que aconteceu? Nada! Nadica de nada. João é uma criança tão saudável quanto às outras.

– Nunca embale o seu bebê e não o acostume no seu colo. Quando o João tinha uns 3 meses eu escutei isso e no desespero de querer ser uma mãe segura de si, deixei ele um dia chorando simplesmente pra não dar colo. Alô?!?! Essa fase passa tão rápido! Imagina se você vai ficar se privando de ninar o seu bebê no lugar mais importante pra ele nesse mundo. Peguei no colo, embalei, chacoalhei, e o que aconteceu? Nada. Nada de novo. Agora que ele esta mais independente, o meu colo é quase uma prisão pra ele. O que ele mais quer fazer é sentar pra brincar, correr por aí e deu!

– Não deixe o bebê dormir no seu quarto, na sua cama. Acostume ele sempre no quarto dele, de luz apagada, pra ele ser um adulto mais independente. Vai dizer isso pra uma mãe cansada, que tem que levantar trezentas vezes numa noite porque o bebê esta chorando. Deixe o bebê dormir no carrinho do lado da cama nos primeiros meses, quando precisar leve ele pra sua cama e quando você achar que é a hora, acostume ele a dormir no quarto dele. Sou contra criança que dorme até grande no meio dos pais. Não estou dizendo aqui pra você criar um marmanjo literalmente empata foda. Mas não é uma delícia dormir todo mundo na mesma cama? Faça concessões. Mostre pro seu filho que você é tolerante. Se ele ficar viciado nisso, durante umas três noites insista pra ele dormir no berço/cama sozinho. Hoje o João dorme na cama dele, até pede pra ir pra lá quanto esta com sono. Todas as luzes são apagadas, eu fico lá até ele começar a fechar o olho e depois eu saio.

Deu pra entender o que eu quero dizer? Não se prenda aos conselhos dos outros. Dicas são muito bem vindas, aliás, elas são muito úteis mas não faça delas uma verdade inquestionável. Adapte-as a você. Tenha sempre em mente que o bebê tem que se adaptar a sua rotina e não o contrário. Os primeiros meses são delicados e uma certa rotina ajuda bastante. Mas depois é vida normal. Hoje o João dorme em qualquer lugar. Restaurante barulhento, festa na casa de amigos, na sala vendo um filme com a gente, na cama dele nos dias normais, na casa dos avós quando os pais querem namorar. Em viagens ele não estranha a falta de rotina, porque desde os primeiros meses carregávamos ele por aí.

Pense sempre que depois eles crescem e vivem a vida deles. Se a sua vida continuar depois que você se tornar mãe, que é apenas UM dos milhares papéis que temos, quando o seu filho não precisar mais tanto de você, você não vai precisar fazer terapia! Ta, estou dando um conselho. Mas repito que conselhos são CONSELHOS e não verdades absolutas. Como mesmo diz aquele vídeo famoso do filtro solar, os conselhos são tirados da lata de lixo, limpos, pintados e vendidos por um valor muito maior do que realmente valem.

Siga os seus instintos mamãe que no final tudo da certo.

beijo beijo

Hoje vai ser uma festa…

Post no final de semana pode? Claro que pode, ainda mais se for pra falar de festa de criança!! Essa é uma das partes mais gostosas de ter um filho…vira e mexe temos a chance de viver esses momentos deliciosos, com balões coloridos, brigadeiro, pastelzinho, família reunida, criança correndo….

Como o João provavelmente não vai ter a mesma quantidade de primos que eu tive, já que eu e o Marco só temos uma irmã cada, queremos muito aproximá-lo dos filhos dos nossos primos, pra ele ter a chance de conviver com crianças da família e aprender e gostar dessa coisa de família grande, que eu sempre adorei.

Então hoje temos o aniversário de 1 aninho do priminho mais próximo dele, o Theo!!

Quero desejar muita saúde e felicidade pra esse fofo!! Logo mais iremos estar todos juntos comemorando o aniversário desse menino tão desejado por toda sua família.

Vou roubar o textinho que a mãe do Theo escreveu no facebook dela essa semana, no dia em que ele completou seu primeiro aninho de vida.

“Quando fecho meus olhos, quase consigo sentir teus incansáveis movimentos dentro da minha barriga…quase posso escutar teu choro tão forte ao nascer…quase posso enxergar teu rostinho tão doce ao te ver pela primeira vez…
E 1 ano inteiro se passou! O melhor e mais intenso ano de nossas vidas! Tudo passou tão rápido!
Mas lembro de todos os meses, dias, minutos e segundos!
Lembro de todas as dificuldades do começo, de todas as inseguranças, de todos os choros, de todas as risadas, de todas as alegrias e de tudo que me fizestes aprender nesse primeiro ano!
Obrigada a todos os anjos que abençoaram nossas vidas com esse lindo presente!
Theo!!! 1 aninho!!!”
Parabéns Murilo e Fê, por terem trazido ao mundo uma crianção tão linda e fofa! Estamos muito felizes de podermos compartilhar essa comemoração com vocês!!
beijo beijo pessoal e bom final de semana!!

Post extraordinário mas que de extraordinário, não tem nada.

Ai Senhor, estou me sentindo a Juliana lá do Colegial, que ficava arrumando confusão e não se cansava nunca de argumentar e contra argumentar. Apesar de eu ter mudado muito em relação à essa de antigamente, o meu lado canceriana, humana e solidária veio aqui se manifestar, mesmo Deus e o mundo mandando eu deixar tudo isso de lado.

Quando eu escrevi o post de hoje (que foi ontem à noite), eu só sabia da polêmica que vinham fazendo sobre o sorteio que eu falei. Ainda não sabia da consequência disso tudo. Hoje de manhã quando entrei no meu email, vi uma informação da Limetree a respeito desse história do sorteio e que o autor tinha decidido não participar mais ao invés de retirar os votos adquiridos depois do sorteio. Então, quando fui publicar o meu post, só fiz um adendo com essa informação. Depois que eu publiquei, entrei no blog do autor envolvido e li as suas justificativas. Até deixei um comentário pra ele, ele respondeu, eu respondi, ele respondeu. E pra mim o assunto tinha acabado por ali (até porque hoje de manhã eu estava sozinha com o João, então imaginem minha correria em dar atenção à ele e ficar presa na frente do computador). Então, ele veio aqui nesse blog que vos escreve e deixou um comentário, de boa e eu respondi. E uma prima do Marco também deixou um comentário sobre o assunto e elogiando o meu texto. Respondi o elogio dela, falei do nosso casamento e fim. Quando eu estava almoçando, recebi no email que o autor, que se chama AJ Freire, respondeu o comentário da prima do Marco, dizendo resumidamente que ela fosse pesquisar sobre o que estava falando, antes de julgar o assunto. Então, cá estou eu, no meio do meu expediente, pra dizer algumas coisas:

1) Jamais respondam comentários que tenham sido deixados à mim! Eu nunca fiz isso e também jamais farei. A opinião dos meus queridos leitores interessa a mim e não estamos aqui discutindo grandes questões mundiais, apenas um concurso sobre textos que falam sobre o AMOR à nossos filhos (por isso essa resposta eu rejeitei), então não envolvam pessoas que quiseram ser solidárias a mim. Quando fui deixar uma resposta para o AJ, deixei pra ele, não fiquei respondendo os comentários dos seus amigos que estavam lá o defendendo;

2) Tudo o que eu falo aqui é meramente minha opinião. E apesar de não ser preciso, eu fico toda hora repetindo isso. E minha opinião, é minha opinião. O blog leva o meu nome, eu até tento sempre mostrar todos os lados envolvidos, mas não vou deixar de dizer o que eu acho. E acho que nem falei nada demais, certo?

3) Realmente, bem lá no fundo, o interesse de todos que participaram é a viagem à NY, sim. Ninguém esta querendo ser hipócrita. O que muita gente esta querendo dizer nas suas justificativas em discordar do modo com que alguns estão conseguindo votos é que a viagem talvez não valha todo esse desgaste que algumas pessoas estão tendo. E o prêmio são só as passagens e o Hotel. Eu se ganhasse por exemplo, teria que pensar ainda como iria pagar todo o resto da viagem (QUE É BASTANTE COISA E O DÓLAR ESTA SUBINDO CADA VEZ MAIS). O visto graças a Deus já temos todos. E também não é legal ficar desmerecendo um concurso que uma vez você topou participar e que desde sempre teve o mesmo regulamente, só porque ele achou inválido o modo como você estava concorrendo. Não acho que o autor tenha sido desclassificado pelo sorteio em si mas por dizer que tinha como saber quem votava nele. E realmente nós não temos como ter certeza se quem curtiu, votou! E daí agora ficar usando termos como “mendigo virtual” por estarmos pedindo votos pra justificar toda a sua revolta, não precisa, né? Passou a achar o concurso uma merda? Ok. Então não precisa ficar criticando ele ou fazendo chacota de quem ainda quer estar ali.

4) Se um concorrente já estava entre os 10 mais votados, porque então fazer um sorteio para angariar mais votos? Ainda mais se esse concorrente tem um blog super acessado, ou seja, um grande captador de votos. Só que a diferença do número de votos foi gritante depois do sorteio, talvez por isso tenha chamado a atenção dos organizadores. Ficou parecendo que as pessoas quando viram que poderiam tirar uma vantagem de tudo isso, passaram a votar, compartilhar e ainda deixar a frase pra participar do sorteio.

Mas enfim, continuo afirmando que cada um vota com as armas que tem! Todo mundo sabe que o dia de uma mãe é super atarefado e se eu decidi tirar um tempo desse meu dia corrido, pra pedir pros meus amigos votarem em mim (obrigada Amor por estar pegando o João todo dia na escola pra eu ter pelo menos uma horinha pra fazer isso), não quer dizer que eu seja uma “mendiga virtual”, ou que eu seja então, mas não da  forma pejorativa como estão utilizando o termo. Cada um com seu sonho, propósito de vida, com seus motivos e buscando o que acha melhor pra si. Não quer brincar? Não desce pro play e se descer, não fica avacalhando com quem escolheu estar lá. Sobe pra casa e vai fazer outra coisa.

Com 403 votos, nesse momento, continuo entre os dez mais votados. E cada voto foi suado porque como já falei antes, tenho um blog com menos de 200 acessos diários, uns 300 amigos no facebook, não fiz nenhum sorteio mas pedi votos porque quis ter a chance de participar de verdade, através de uma análise DO MEU TEXTO e quem sabe ganhar os prêmios.

E pra quem quiser ler a explicação do AJ Freire em seu blog, Nerdpai, entre AQUI.

Bom final de semana. E juro que semana que vem eu mudo de assunto.

beijo beijo