O mundo é do João.

Hoje tem entrevista que eu fiz com a Thayse lá no/do blog Delicinhas de Pera!! Corram lá pra conhecer um pouco mais da Thata e do seu amor ao que faz!!

Obrigado pelos recados carinhosos que pessoas que eu não vejo há muitos anos estão deixando aqui!! Continuem comentando!!!

Então gente, aliviando um pouco a pressão dos textos de auto ajuda que vinham se seguindo…hahahaha….hoje vou mudar um pouco de assunto. Mas, todavia, entretanto, depois de um final de semana tão intenso (psicologicamente falando) como o meu foi, amanhã sou obrigada a voltar a postar sobre o que eu vinha falando. Sei que tem muita gente que me agradece pelos textos e pessoas que entram aqui, acham tudo boring and sad e saem logo correndo. Se o que eu escrevo não faz parte das respostas que você vinha procurando, sorry! Mas não deixa de vir de vez em quando aqui. Talvez um dia eu fale um pouco sobre moda, noutro sobre um filme bobo que eu vi ou sobre um restaurante que eu fui e que amei! Mas por enquanto a introspecção continua!

Atentem que eu escrevi DO e não DE e que É DO, portanto, não estou querendo relatar o mundo em que vive João Pedro mas sim que o mundo inteiro é dele! Sim, porque ele vem passando pela fase do “Tudo é meu”. Não costumo comprar revistas que falem sobre os filhos, mas semana passada, passeando pelo meu segundo lugar preferido no mundo (que só vem depois da minha casa), uma Livraria, em busca de livros parecidos com o que eu ando pensando em escrever, deparei-me com uma capa de revista que tinha tudo a ver com um dos momentos em que eu estou vivendo. A revista era a Crescer e a capa dizia pura e simplesmente “Tudo é meu”.

Como eu disse, quase não me ligo muito em teorias sobre como educar um filho, além das básicas de uma boa educação, como saber agradecer, desculpar-se, pedir por favor, não bater nas pessoas, saber esperar a sua vez. Mas quando o negócio aperta, como quando ele não queria escovar os dentes ou quando ele começou a ficar muito birrento, procurei dicas, conselhos, fui ler sobre o assunto. E agora com essa novidade, de ele dizer que até a parede de casa é dele, me vi perdida e fui procurar saber a respeito.

A reportagem é muito legal e esclareceu muitas dúvidas minhas! Não costumo me encanar muito com atitudes que eu sei que são intrínsecas e comuns às crianças, como preferir a mãe à todos, não gostar de guardar os brinquedos ou não gostar de dividi-los. E também não sigo tudo o que eu leio a risca. Mas como quero que o meu filho vire um sujeito direito, com bom senso e independente, adapto o que julgo necessário á sua educação.

O João acabou de completar 2 anos e há poucas semanas começou a dizer que tudo era dele. Basta você pegar um objeto, que na hora o objeto automaticamente se torna dele, até uma vaca da exposição da Cow Parade. Basta você mexer no seu cabelo que ele declara que o cabelo também é dele. Se alguém chega muito perto de mim, ele já se gruda nas minhas pernas e anuncia que a mãe é dele! Aliás, ele faz isso até no elevador do prédio quando ninguém liga se eu sou a mãe, a tia ou a babá. Mas de acordo com a reportagem tudo isso é normal. Inclusive o pico dessa neura acontece aos 3 anos mas não deve passar dos 6. Segundo os pesquisadores, a criança já nasce egoísta, pois “a área do cérebro responsável por nossos impulsos e pelo autocontrole é extremamente imatura em um recém nascido e pouco se desenvolve até os 6 anos de idade”.

Vou reproduzir as partes do texto que são bem relevantes.

“Os primeiro sinais de egoísmo e egocentrismo começam cedo e são inconscientes. Logo que nasce, seu filho não tem a noção de que saiu do útero e foi separado da mãe. Para ele, os dois são a mesma pessoa – tudo bem, então, ir no colo de estranhos. Afinal ele e a mãe ´continuam´juntos. É somente por volta dos 6 meses que ele vai começar a perceber a diferença. Não é à toa que, a partir dessa idade, aquele bebê tão ´desprendido´entra na fase que os pediatras chamam de angústia da separação. Daí em diante, essas características ´pouco nobres´ aparecem a todo instante: ele não quer dividir os brinquedos, sente ciúmes das pessoas próximas e, quando você menos espera, vai passar a maior vergonha no playground porque o seu filho acha que o escorregador é uma área VIP…”

“O que acontece, então, com aquele amigo do seu filho que está sempre disposto a dividir tudo? Resposta: o altruísmo também faz parte da genética (…) Mas não se engane: a maioria das crianças vai viver a fase do ´é tudo meu´, que atinge o ápice por volta dos 6 anos. Faz parte do desenvolvimento, do amadurecimento e da formação da personalidade”.

Mas eles dizem que com o tempo tudo vai melhorar, pois ele vai descobrir que é muito mais bacana compartilhar.

“Até lá – e para ajudar o seu filho nessa conquista social – dê o exemplo e seja paciente”. Segundo a psicanalista infantil Anne Lise Scappaticci: “Como o processo é natural, a insistência em querer que a criança empreste o brinquedo não melhor em nada. Por isso, vá com calma e ofereça possibilidades”. E ela conclui: “O adulto precisa administrar a situação, e não resolver pela criança”.

Eu sempre tentei agir assim. Acredito, na minha visão de mãe e não querendo parecer um exemplo ou um educadora profissional, que não devemos ser indiferentes diante das situações relacionadas à esse assunto. Mas também não devemos fazer de tudo isso um drama. Se o brinquedo é mesmo do seu filho e um amiguinho o toma, ao invés de você arrancar o brinquedo da mão do menino e chamar a mãe dele pra explicar pro filho dela que o brinquedo não é dele (apesar de dar vontade de fazer isso), você deve fazer o seu filho (que é a única pessoa que você tem a responsabilidade de educar) entender que é muito melhor quando brincamos entre amigos e não sozinho. E que não adianta você ter todos os brinquedos do mundo mas não ter com quem brincar com eles. Geralmente isso não funciona mas você SEMPRE deve explicar, mesmo achando que isso não ajuda, ajuda! Mas você também não deve incentivar o seu filho a ser passivo a situação e JAMAIS tirar um brinquedo da mão dele pra dar pra alguém. Eu sempre tendo distrair o João, que é o que a reportagem ensina muito. Tento chamar a atenção dele pra outra coisa e quase sempre dá certo.

Aqui só um detalhe que me chamou atenção na reportagem porque eu já vinha pensando sobre isso esses dias. O quanto é importante pra criança conviver com outras crianças, porque são nelas que ela se reconhece. Apesar de a maioria dos pediatras acharem melhor a criança só ir pra escola depois dos 2 anos, eu, Juliana mãe, acredito que ela pode sim ir antes e até deve. O quão antes eu não sei mas com certeza acho que com 1 ano ela já está pronta. O João foi com 11 meses porque coincidiu com o começo do ano letivo. Eu achei um ótimo momento e a diferença dele antes e depois da escola foi imensa. E isso de que a criança só se reconhece como criança quando convive com outras, acredito que é muito verdadeiro. A não ser que ela tenha muito contato com irmãos, primos, da mesma idade, caso contrário a escola é uma ótima oportunidade pra ela começar a se reconhecer, principalmente longe dos olhos dos pais. E outro fator MUITO IMPORTANTE nessa fase de vida do seu filho, é o exemplo. Você pode ajudar bastante, dando exemplos simples de que é muito legal quando compartilhamos alguma coisa. “O exemplo dos pais, dos educadores e a convivência com outras crianças é fundamental nesse aprendizado. Afinal, as experiências vividas em grupo são capazes de moldas o nosso jeito de ser”.

Na reportagem ainda, eles dão dicas pra diferentes situações nesse sentido do não querer dividir.

Eu tenho pra mim que o mais importante é a paciência, nunca a passividade! Não finja que não esta acontecendo, não grite, não chame a atenção dele agressivamente. Porque ele não faz isso de propósito, ele faz porque ainda não entende. E sempre haja com amor, sempre repita, inclusive durante um “discurso” educador, o quanto você o ama. Coloque-se no lugar de mãe dele, porque quando nos colocamos no lugar certo da relação familiar, as coisas fluem da melhor maneira.

João na fila pra conhecer a Galinha Pintadinha. Depois de ter dado um ataque de egoísmo, quando não demos mais atenção a isso, ele mesmo ofereceu as suas balas pra todas as crianças ao redor.

beijo beijo

Gente, na reportagem tem todas os dados científicos e suas fontes. Mas achei que ia ser muito chato escrever eles aqui. Repito que tudo que eu citei ali em cima, dentro das aspas, foi retirado da revista. Pra quem o tema é importante, vale a pena ler a reportagem completa.

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