Estou grávida, e agora?

Calma, que eu não estou não hein!! Esse é só o título do post de hoje!! O meu segundo filho ou filha provavelmente vai vir só daqui uns dois anos ou mais…não sei.

Mas enfim. Como maio é o mês das mães, decidi reapresentar alguns textos do meu antigo blog dedicado ao tema, o Fala, Mãe! Já falei lá os motivos pelos quais eu desisti de continuar o blog, mas pra quem não sabe, o principal motivo foi a impossibilidade de eu Juliana falar sempre sobre um mesmo tema, ser mãe! Logo eu, que vivo tantas Julianas dentro de uma só! Ser mãe é apenas mais uma delas e não a única. Respeito quem para tudo pra criar um filho mas só de pensar nisso tremo inteira! Eu  sou muito vida! Consegui ser mãe exclusiva apenas nos primeiros meses mas assim que deu, corri pra cinemas, pra praia, pras livrarias, pra passeios com o marido! Mas isso é um longo e polêmico tema! E eu aqui não estou julgando ninguém, estou só dizendo como eu decidi viver a MINHA vida e como esse espaço leva o meu nome….

João debochado fazendo pose na praia da Baleia em SP.

Então o texto que eu vou reescrever aqui foi sobre as dúvidas que surgem quando nos descobrimos grávidas. A escrita teve a  participação da minha querida-prima-psicóloga Érica Colombo e foi publicada em 29 de agosto de 2011.

Here we go

“Estou grávida, e agora?”

Mamães, pensando num tema legal pra expor pra vocês hoje, pedi pra uma amiga minha, psicóloga, escrever um texto sobre o que se passa conosco quando nos descobrimos grávida e ao longo da gravidez. Tanto psico quanto fisicamente.

Espero que as mamães que ainda estão gestando seus bebês se reconheçam no texto e se sinta confortadas por perceber que tudo é uma questão de momento. Tudo vai passar, eu garanto!

“Estou grávida , e agora?

Mamães, pensando num tema legal pra expor pra vocês hoje, pedi pra uma amiga minha, psicóloga, escrever um texto sobre o que se passa conosco quando nos descobrimos grávida e ao longo da gravidez. Tanto psico quanto fisicamente.

Espero que as mamães que ainda estão gestando seus bebês se reconheçam no texto e se sinta confortadas por perceber que tudo é uma questão de momento. Tudo vai passar, eu garanto!

“Estou grávida , e agora?

Qual a mamãe que acompanha esse blog e que não se fez essa pergunta ao descobrir que estava grávida? Posso dizer que a grande maioria foi invadida por um misto de sensações entre a alegria e as preocupações de um futuro incerto! Mas calma mamães, antes mesmo de se sentirem culpadas saibam que essa oscilação entre desejar e não desejar o bebê é normal e ela caracteriza todos os relacionamentos pessoais significativos em nossas vidas.

Teoricamente para uma melhor explanação pode-se dizer que a gestação é um período de significativas mudanças físicas e psicológicas para a mulher e que são divididas em três trimestres.
O primeiro vem desde a percepção do estar grávida, as transformações bioquímicas e corporais que a mulher sente mesmo antes de ter certeza da gravidez, através de sonhos ou intuições. É nesse período que se instala uma vivência de ambivalência afetiva, um querer e um não querer, sentimentos contraditórios sobre os prós e contra desta gravidez; que são mais intensos nesta fase, pois de certa forma o feto por seu nível de desenvolvimento ainda não é concretamente sentido. É neste período que os primeiros efeitos colaterais aparecem, como: a hipersonia; onde a necessidade de dormir é maior do que a usual; as náuseas e vômitos, o aumento do apetite e as oscilações de humor que são devido as alterações do metabolismo acarretando um aumento de sensibilidade e irritabilidade e conseqüente sexualidade e libido diminuídas. Algumas mães podem se sentir muito ansiosas e com medo de perderem a criança. Estas preocupações, embora infundadas, são completamente normais.

No segundo trimestre acontecem os primeiros movimentos fetais é onde ocorre a personificação do feto, percebido através das alterações corporais, como aumento da cintura, seio, peso, entre outros. É nessa fase que a maioria das mamães se sente realmente grávida, e há uma diminuição da ambivalência afetiva e das dúvidas sobre ter ou não ter o bebê. O companheiro começa a demonstrar um interesse maior e os desejos sexuais voltam a aflorar, melhorando a sexualidade entre o casal e tornando assim esse um período mais ameno. Mas apesar das sensações durante este período serem menos intensas, elas podem causar maior incômodo, pois várias mães começam a preocupar-se com o aumento de peso e as transformações físicas e isso em algumas mulheres podem ser seguidos por um sentimento de baixa-estima.
Já o terceiro e último trimestre é caracterizado por um significativo aumento do peso e da barriga, que geram receios e ansiedades na mulher, como o medo das estrias, do corpo não ser mais o mesmo, o que fragiliza emocionalmente a mãe. Com a proximidade da hora do trabalho de parto, muitas preocupações giram em torno deste nascimento, os pensamentos consistem em como será a dor a ser sentida, como é este bebê, o ter que percebê-lo como não fazendo mais parte de si mesma, o medo de morrer, não produzir um bom leite, não saber ser mãe, o que pode gerar muitos pesadelos e fantasias. Neste período ocorre a cisão maternidade e sexualidade, em decorrência do medo de “machucar o feto” sendo diminuídos o envolvimento sexual e a libido.
Não podemos deixar de falar que a gravidez não causa apenas alterações físicas e emocionais apenas na futura mamãe, mas o futuro papai também enfrenta alterações emocionais, alguns pais podem se sentir abandonados durante o período da gravidez e ficam apreensivos com essa nova condição, se serão bons pais, se conseguirão dar conta de conceder conforto a nova família e outras dúvidas.
Apesar de teoricamente as alterações na gravidez serem assim divididas vale lembrar que elas variam de gravidez pra gravidez, e todos os medos, angústias, ansiedades, receios, fantasias, sentimentos e inseguranças são relacionados ao estado emocional de cada mulher. É fundamental lembrar que todas as dúvidas devem ser esclarecidas com seu médico e ou através do pré-natal, pois a compreensão de todas as alterações faz que com o nível de ansiedade e medo diminuam na futura mamãe e esta estará mais atenta nas transformações que ocorrerão em seu corpo. Em certos casos algumas mamães necessitam de acompanhamento psicológico, já que o processo gestacional é um momento muito delicado para os envolvidos, principalmente para a mulher que precisa de apoio, compreensão e carinho .”

Érica R. Colombo
Psicóloga – CRP – 12/07670

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2 respostas em “Estou grávida, e agora?

  1. Pingback: Sobre felicidade – psicóloga Érica Colombo | Blog "Psicologando"

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