Natural & Companhia

Eu estou há um tempão pra dar a dica dessa loja. Mas enfim consegui deixar o post como eu queria (depois de ter perdido ele prontinho duas vezes).

Comecei a frequentar as lojas chamadas “Naturais” há algum tempo e descobri várias coisas gostosas lá. Confesso que não sou das mais adeptas aos produtos integrais, tofu, alimentos orgânicos, tahine. Mas existem algumas opções que agradam o meu paladar e a cada 15 dias, pelo menos, vou lá repor o meu estoque.

Sempre vou muito na Natural & Companhia que fica na rótula que une as avenidas Lauro Linhares e Madre Benvenuta, porque passo por ali pelos menos umas duas vezes por dia. Mas também gosto da Mundo Verde, que hoje tem loja no Iguatemi.

Abaixo postei algumas fotos das lojas e dos produtos que geralmente compro por lá. No último mês o espaço passou por reforma e esta ainda mais gostoso. Todas as meninas da loja são super atenciosas, sabem explicar todos os benefícios de cada alimento e pelo site você pode até comprar os produtos que eles entregam na sua casa.

Em cada foto eu falo mais um pouquinho mas quero dar destaque especial para as sopas congeladas. Compro elas desde o ano passado e elas me ajudam muito na hora de comer bem e comer pouco à noite. Às vezes atacamos comidas super calóricas quando chegamos cansados do trabalho por serem alimentos mais práticos de comer. Mas tendo essas sopas congeladas, é só você colocá-las na panela por um tempo e pronto! Além de serem deliciosas, super naturais e com baixas calorias, elas tem um preço bem acessível (R$ 8,90 o pote que serve quase 2 pratos fundos). Agora não tem desculpa pra comer besteira em casa à noite!!!!!!

Fachada da Loja.

Interior da loja vista da entrada.


Interior da loja vista dos fundos.

Adoro essa torradinha! Com geléia de morango fica uma delícia!

No período em que eu amamentei o João, que era intolerante a lactose, esse foi o chocolate com o melhor gosto que eu encontrei. Parece muito chocolate ao leite.

Essas bolachinhas parecem aquelas feitas pela nossa vó.

O biscoito de polvilho é bom pra aquelas horas de uma fome fora de hora. Os salgadinhos da Vitao são uma delícia!

A parte dos refrigerados e congelados. Além das sopas tem INÚMERAS OUTRAS opções, como lazanhas, pizzas, pão de queijo sem lactose, pastel assado. Tudo uma delícia!

Minhas queridinhas!

Adoro esses sucos. Vocês já leram as caixinhas? Muito legal a ideia dos criadores. O preço é um pouco salgadinho mas sempre compro pro João. Ás vezes esta em promoção no Angeloni!

Essas eu sempre tenho na bolsa!!!

Espero que vocês tenham gostado da dica.

Hoje em dia não tem desculpa pra não comer alimentos saudáveis. As opções estão cada mais gostosas e acessíveis!!!

beijo beijo

A sua gentileza CONSIGO, gera gentileza pra SUA vida!

EDITADO ÀS 12:23 – Através do facebook descobri que hoje, dia 29 de maio, é considerado o Dia Nacional da Gentileza. Fui pesquisar e vi que na verdade o profeta faleceu no dia 28 de maio!! Mas que coincidência eu ter postado o texto logo hoje!!! Nunca, jamais passou pela minha cabeça a proximidade das datas. E o texto já esta pronto há alguns dias e eu decidi postá-lo hoje! Loucura, loucura, loucura.

Essa frase é bastante conhecida e eu não vou ficar aqui dando informações técnicas sobre a sua origem ou quem a criou. Pra isso vocês entram aqui.

Eu quero tratar dela de uma forma um pouco diferente de como geralmente ela é lembrada às pessoas. Não quero falar sobre você ser gentil com os outros. Eu quero falar sobre sermos gentis com nós mesmos. E seguindo a ordem lógica do título do post, se formos gentis com nós mesmos o que acontecerá?

Apesar de parecer fácil entendermos a ordem lógica dessa frase, que num primeiro momento realmente parece simples, nem sempre a compreendemos de verdade. Muitas vezes nos preocupamos mais em ser gentil com os outros, como uma forma de altruísmo egoísta, esperando que sendo gentis com os outros, os outros serão gentis com a gente. Mas VOCÊ é gentil com você? Porque se nós não lembrarmos de sermos gentis com nós mesmos, dificilmente seremos gentis verdadeiramente com os outros.

Parece papo de doido, não? Pois é, é o que muita gente achava do profeta Gentileza, que vivia  “pregando” essa ideia pelo Rio de Janeiro. Maluco, ele? Lembrei-me muito agora da peça de teatro que assisti esses dias com a Denise Fraga, da qual até falei um pouco aqui no blog. Daquele dia eu passei a me questionar a respeito de quem é mais maluco. Esses “doidos”, como o Profeta Gentileza, que vivem de forma diferente, no sentido de não se enquadrar aos padrões comuns a sociedade, ou nós, que estamos (ou achamos que estamos) enquadrados mas vivemos cheios de neuroses, dúvidas, apegos materiais, ausência corporal. Deixo o questionamento, afinal a proposta desse post é outra, com a resposta que José Datrino, ou o profeta Gentileza, dava aos que o chamavam de louco: “Sou maluco para te amar e louco para te salvar“.

Então, parando pra pensar um pouco, quando você foi gentil com você pela última vez? Como sempre, eu  pergunto isso porque eu também me faço essa pergunta. Eu quase escrevi porque EU ME COBRO isso também. Mas se eu falasse em me cobrar eu automaticamente já não estaria sendo gentil comigo. Quando nós nos cobramos alguma coisa, nós racionalizamos a intenção. Levamos da área do sentimento pra área da razão. Tornamos a intenção, que antes era uma ideia boa, numa cobrança e quando percebemos que nem lembramos quando fomos gentis a última vez, ficamos frustrados e nos auto boicotamos. E esse é um típico exemplo de não estarmos sendo gentis com a gente.

(Nesse momento escuto barulhos de grilos ou vejo um sorriso brotar da sua boca)

Vamos lá. Vou dar o meu exemplo pra ficar um pouco mais fácil de entender. Fácil de entender, porque esse exercício não é tão simples assim. Ser gentil comigo, comigo Juliana, significa respeitar os meus desejos. Significa me permitir gostar das coisas que eu gosto, sem pensar o que os outros vão achar disso. Nos últimos tempos, venho gostando e sentindo necessidade de ficar na cama, ainda de pijamas, assistindo televisão, escrevendo, lendo, pensando, descansando da bomba emocional de descobertas que eclodiu dentro de mim e do cansaço que ela gerou, cansaço esse, quase físico. Mas o que acontece sempre que eu me permito isso? Eu me culpo, porque eu devia estar trabalhando, cuidando da casa, indo pra academia, no supermercado, brincando com o meu filho. Eu me culpo, principalmente por até ter que inventar desculpas pros outros, pra poder estar ali me permitindo usufruir da MINHA necessidade. Ah, os outros! Porque estamos sempre querendo nos justificar pros outros? Talvez esse texto pareça ou até seja uma justificativa. EU sei que não estou ali por preguiça, por folga, mas porque eu necessito daquele meu momento. Mas mesmo assim não é fácil me desprender de tudo que vem depois do MAS…eu adoro prestar atenção nos mas, porque quase sempre tem um mas e geralmente o que vem depois dele, tem um grande peso. “Eu preciso estar aqui fazendo o que eu quero fazer mas eu me sinto culpada por causa disso”. O que eu preciso exercitar pra realmente ser gentil comigo? Eu preciso me permitir fazer o que eu quero fazer porque o que os outros vão pensar, pertence somente à eles. Se o que eu estou fazendo, não estiver prejudicando ninguém e principalmente a mim, então é certo que eu o faça, é saudável. Quando eu sou gentil comigo mesma e me permito esses momentos, tentando (tentar já é um começo) não me preocupar com os outros e assumindo de verdade essa minha vontade, o que antes era uma intenção, torna-se um bem estar, uma liberdade. E são momentos, porque eu sei que essa necessidade de me recolher não é constante e nem é pra sempre. Daqui a pouco essa minha necessidade de me silenciar, se eu respeitá-la e assumi-la, vai se tornar uma necessidade de seguir em frente, pra uma próxima etapa, aonde eu serei gentil comigo mesma, permitindo-me ir.

Um exemplo de uma gentileza que eu me concedi verdadeiramente, foram os momentos em que eu deixo o João com outra pessoa pra ir no cinema ou pra ficar em casa simplesmente vendo televisão ou não fazendo nada. Por escutar muito que as mães devem aproveitar o seu tempo livre pra passar com os filhos, quando eu deixava o João pra fazer atividades que não as entendidas como justificáveis, como trabalhar, eu me sentia culpada. Fazia o que eu queria fazer mas depois quase morria de culpa, me auto boicotava. E esquecer que somos humanos, criarmos situações pra depois nos frustarmos ou nos culparmos é a maior falta de gentileza que podemos ter com nós mesmos. Hoje eu sei que eu me permitir essa minha necessidade de ficar sozinha é uma decisão que pertence a mim. E o que os outros vão achar disso, é algo que pertence à eles. Eu os respeito e os entendo mas eu não carrego mais o peso DELES nas MINHAS costas.

O exercício de tentar ser gentil com você mesmo pode começar com tarefas simples, como se elogiar mais aos outros ao invés de estar sempre se criticando, respeitar mais as suas ignorâncias com relação às coisas que você ainda não sabe fazer, separar um tempo pra cuidar mais de você ou fazer coisas que te dão prazer. Mas você também pode se des-culpar por vontades que você tem, como comprar uma roupa cara, porque VOCÊ gostou dela (não estou falando porque você precisa daquele status para se sentir feliz) e não ficar se culpando porque enquanto você gastou um valor alto num bem material, tem gente que não tem dinheiro nem pra comer. Se o dinheiro é seu, você conquistou ele, não o roubou de ninguém, o que os outros vão achar não cabe à você. Não estou dizendo que essa é uma necessidade minha e nem estou julgando ela, mas esse é sofrimento é muito comum e muito difícil de ser administrado. Aliás, eu já vivi muito ele e talvez às vezes até sinta ele ainda. Mas exercitando, já consegui me permitir muito mais essa gentileza, essa sensação de libertação.

E você? De que maneira pode ser mais gentil consigo? Cuidando mais de você ao invés de cuidar tanto dos outros? Mães (as famosas carregadoras de culpa, que é o oposto de gentileza), os seus filhos não vão ser infelizes se você deixar de vê-los um dia inteiro porque no horário do almoço você preferiu comer com as amigas e à noite foi assistir a uma peça de teatro com o marido. Muito pelo contrário. Porque quando você estiver com eles é porque você desejou estar ali. Do que adianta estar ali e ficar pensando em outra coisa que queria fazer e fazer outra coisa desejando estar ali?

Só pra frisar que eu sei que o assunto é vasto e cheio de poréns. Permitir-se fazer o que te dá prazer não significa fugir da sua realidade. Não há como termos prazer em TUDO o que a gente faz. Como mesmo disse aquele velhinho de Bali, no final do filme “Comer, Rezar e Amar”, quando a Julia Roberts diz que terminou o seu namoro porque não estava conseguindo continuar com o equilíbrio que tanto havia buscado, estando junto com o namorado: “Às vezes, perder o equilíbrio por amor, faz parte de viver a vida em equilíbrio”. Não estar sempre equilibrada num relacionamento, faz parte de uma vida equilibrada. Não nos cobrarmos em estarmos sendo sempre gentis com a gente mesmo, faz parte do processo de sermos gentis com a gente mesmo.

Atraverssiamo. Let´s cross over. ( Essas são as últimas palavras do livro na versão em inglês)

Bóra exercitar?

beijo beijo

O mundo é do João.

Hoje tem entrevista que eu fiz com a Thayse lá no/do blog Delicinhas de Pera!! Corram lá pra conhecer um pouco mais da Thata e do seu amor ao que faz!!

Obrigado pelos recados carinhosos que pessoas que eu não vejo há muitos anos estão deixando aqui!! Continuem comentando!!!

Então gente, aliviando um pouco a pressão dos textos de auto ajuda que vinham se seguindo…hahahaha….hoje vou mudar um pouco de assunto. Mas, todavia, entretanto, depois de um final de semana tão intenso (psicologicamente falando) como o meu foi, amanhã sou obrigada a voltar a postar sobre o que eu vinha falando. Sei que tem muita gente que me agradece pelos textos e pessoas que entram aqui, acham tudo boring and sad e saem logo correndo. Se o que eu escrevo não faz parte das respostas que você vinha procurando, sorry! Mas não deixa de vir de vez em quando aqui. Talvez um dia eu fale um pouco sobre moda, noutro sobre um filme bobo que eu vi ou sobre um restaurante que eu fui e que amei! Mas por enquanto a introspecção continua!

Atentem que eu escrevi DO e não DE e que É DO, portanto, não estou querendo relatar o mundo em que vive João Pedro mas sim que o mundo inteiro é dele! Sim, porque ele vem passando pela fase do “Tudo é meu”. Não costumo comprar revistas que falem sobre os filhos, mas semana passada, passeando pelo meu segundo lugar preferido no mundo (que só vem depois da minha casa), uma Livraria, em busca de livros parecidos com o que eu ando pensando em escrever, deparei-me com uma capa de revista que tinha tudo a ver com um dos momentos em que eu estou vivendo. A revista era a Crescer e a capa dizia pura e simplesmente “Tudo é meu”.

Como eu disse, quase não me ligo muito em teorias sobre como educar um filho, além das básicas de uma boa educação, como saber agradecer, desculpar-se, pedir por favor, não bater nas pessoas, saber esperar a sua vez. Mas quando o negócio aperta, como quando ele não queria escovar os dentes ou quando ele começou a ficar muito birrento, procurei dicas, conselhos, fui ler sobre o assunto. E agora com essa novidade, de ele dizer que até a parede de casa é dele, me vi perdida e fui procurar saber a respeito.

A reportagem é muito legal e esclareceu muitas dúvidas minhas! Não costumo me encanar muito com atitudes que eu sei que são intrínsecas e comuns às crianças, como preferir a mãe à todos, não gostar de guardar os brinquedos ou não gostar de dividi-los. E também não sigo tudo o que eu leio a risca. Mas como quero que o meu filho vire um sujeito direito, com bom senso e independente, adapto o que julgo necessário á sua educação.

O João acabou de completar 2 anos e há poucas semanas começou a dizer que tudo era dele. Basta você pegar um objeto, que na hora o objeto automaticamente se torna dele, até uma vaca da exposição da Cow Parade. Basta você mexer no seu cabelo que ele declara que o cabelo também é dele. Se alguém chega muito perto de mim, ele já se gruda nas minhas pernas e anuncia que a mãe é dele! Aliás, ele faz isso até no elevador do prédio quando ninguém liga se eu sou a mãe, a tia ou a babá. Mas de acordo com a reportagem tudo isso é normal. Inclusive o pico dessa neura acontece aos 3 anos mas não deve passar dos 6. Segundo os pesquisadores, a criança já nasce egoísta, pois “a área do cérebro responsável por nossos impulsos e pelo autocontrole é extremamente imatura em um recém nascido e pouco se desenvolve até os 6 anos de idade”.

Vou reproduzir as partes do texto que são bem relevantes.

“Os primeiro sinais de egoísmo e egocentrismo começam cedo e são inconscientes. Logo que nasce, seu filho não tem a noção de que saiu do útero e foi separado da mãe. Para ele, os dois são a mesma pessoa – tudo bem, então, ir no colo de estranhos. Afinal ele e a mãe ´continuam´juntos. É somente por volta dos 6 meses que ele vai começar a perceber a diferença. Não é à toa que, a partir dessa idade, aquele bebê tão ´desprendido´entra na fase que os pediatras chamam de angústia da separação. Daí em diante, essas características ´pouco nobres´ aparecem a todo instante: ele não quer dividir os brinquedos, sente ciúmes das pessoas próximas e, quando você menos espera, vai passar a maior vergonha no playground porque o seu filho acha que o escorregador é uma área VIP…”

“O que acontece, então, com aquele amigo do seu filho que está sempre disposto a dividir tudo? Resposta: o altruísmo também faz parte da genética (…) Mas não se engane: a maioria das crianças vai viver a fase do ´é tudo meu´, que atinge o ápice por volta dos 6 anos. Faz parte do desenvolvimento, do amadurecimento e da formação da personalidade”.

Mas eles dizem que com o tempo tudo vai melhorar, pois ele vai descobrir que é muito mais bacana compartilhar.

“Até lá – e para ajudar o seu filho nessa conquista social – dê o exemplo e seja paciente”. Segundo a psicanalista infantil Anne Lise Scappaticci: “Como o processo é natural, a insistência em querer que a criança empreste o brinquedo não melhor em nada. Por isso, vá com calma e ofereça possibilidades”. E ela conclui: “O adulto precisa administrar a situação, e não resolver pela criança”.

Eu sempre tentei agir assim. Acredito, na minha visão de mãe e não querendo parecer um exemplo ou um educadora profissional, que não devemos ser indiferentes diante das situações relacionadas à esse assunto. Mas também não devemos fazer de tudo isso um drama. Se o brinquedo é mesmo do seu filho e um amiguinho o toma, ao invés de você arrancar o brinquedo da mão do menino e chamar a mãe dele pra explicar pro filho dela que o brinquedo não é dele (apesar de dar vontade de fazer isso), você deve fazer o seu filho (que é a única pessoa que você tem a responsabilidade de educar) entender que é muito melhor quando brincamos entre amigos e não sozinho. E que não adianta você ter todos os brinquedos do mundo mas não ter com quem brincar com eles. Geralmente isso não funciona mas você SEMPRE deve explicar, mesmo achando que isso não ajuda, ajuda! Mas você também não deve incentivar o seu filho a ser passivo a situação e JAMAIS tirar um brinquedo da mão dele pra dar pra alguém. Eu sempre tendo distrair o João, que é o que a reportagem ensina muito. Tento chamar a atenção dele pra outra coisa e quase sempre dá certo.

Aqui só um detalhe que me chamou atenção na reportagem porque eu já vinha pensando sobre isso esses dias. O quanto é importante pra criança conviver com outras crianças, porque são nelas que ela se reconhece. Apesar de a maioria dos pediatras acharem melhor a criança só ir pra escola depois dos 2 anos, eu, Juliana mãe, acredito que ela pode sim ir antes e até deve. O quão antes eu não sei mas com certeza acho que com 1 ano ela já está pronta. O João foi com 11 meses porque coincidiu com o começo do ano letivo. Eu achei um ótimo momento e a diferença dele antes e depois da escola foi imensa. E isso de que a criança só se reconhece como criança quando convive com outras, acredito que é muito verdadeiro. A não ser que ela tenha muito contato com irmãos, primos, da mesma idade, caso contrário a escola é uma ótima oportunidade pra ela começar a se reconhecer, principalmente longe dos olhos dos pais. E outro fator MUITO IMPORTANTE nessa fase de vida do seu filho, é o exemplo. Você pode ajudar bastante, dando exemplos simples de que é muito legal quando compartilhamos alguma coisa. “O exemplo dos pais, dos educadores e a convivência com outras crianças é fundamental nesse aprendizado. Afinal, as experiências vividas em grupo são capazes de moldas o nosso jeito de ser”.

Na reportagem ainda, eles dão dicas pra diferentes situações nesse sentido do não querer dividir.

Eu tenho pra mim que o mais importante é a paciência, nunca a passividade! Não finja que não esta acontecendo, não grite, não chame a atenção dele agressivamente. Porque ele não faz isso de propósito, ele faz porque ainda não entende. E sempre haja com amor, sempre repita, inclusive durante um “discurso” educador, o quanto você o ama. Coloque-se no lugar de mãe dele, porque quando nos colocamos no lugar certo da relação familiar, as coisas fluem da melhor maneira.

João na fila pra conhecer a Galinha Pintadinha. Depois de ter dado um ataque de egoísmo, quando não demos mais atenção a isso, ele mesmo ofereceu as suas balas pra todas as crianças ao redor.

beijo beijo

Gente, na reportagem tem todas os dados científicos e suas fontes. Mas achei que ia ser muito chato escrever eles aqui. Repito que tudo que eu citei ali em cima, dentro das aspas, foi retirado da revista. Pra quem o tema é importante, vale a pena ler a reportagem completa.

Uma imagem vale mais que mil palavras!

Só pra compartilhar com vocês a foto que o meu primo, que é um canceriano queridíssimo e trabalha como fotógrafo na Folha, fez no dia 15 na gravação de um videoclipe dos Racionais em São Paulo.

SÃO PAULO, SP, BRASIL, 15-05-2012, 18h00: O grupo Racionais MC’s em gravação do videoclipe da música em homenagem a Carlos Marighella em prédio ocupado pelo movimento sem teto na Rua Mauá na região da Nova Luz no centro de São Paulo. (Foto: Carlos Cecconello/Folhapress, COTIDIANO)

Eu achei essa foto o máximo!! Parabéns mais uma vez Ique!

Esse é o mesmo primo que eu falei no post da Márcia Tiburi, que fotografou ela pra foto da sua coluna na Folha.

Falando em foto e em Márcia Tiburi, esses dias joguei meu nome no Google e achei três coisas engraçadas.

A primeira foi uma foto que eu tirei da Márcia numa nota lá no blog da Juliana Wosgraus em 2008. Por um momento fui fotógrafa profissional e nem sabia. Pra vocês verem…

A outra foi um comentário meu em 1999 num site de poesias. Atentem para o fato de que eu tinha 13 anos (sempre amei poesias) e para o meu email que ainda era do Zipmail…hahahaha.

E a terceira não foi engraçada, foi estranha. Olhem esse blog que louco. Tem alguns posts meus e outros não. Mas o nome é estranho, o layout é estranho, tudo é muito estranho!! Alguém entendeu?

Só pra compartilhar.

beijo beijo

Bóra refletir?

Parênteses. É tanta gente dizendo que os meus textos parecem uma conversa que daqui a pouco eu mudo o título do blog pra “Conversando com Juliana”…hahaha. Obrigada pelo carinho pessoal. Estou muito, muito feliz com esse feedback. Fecha parênteses.

Zente que furdunço anda ocorrendo dentro de mim. Eu tento ao máximo preservar esse meu momento “esponja”, aonde eu venho absorvendo e absorvendo e absorvendo informações, constatações e respostas pra todas as perguntas que eu ainda nem sabia que tinha, mas que por alguma razão divina, hoje eu formulei. Hoje que eu digo, nos últimos tempos.

Pode parecer que eu falo muito da minha vida aqui no blog, mas eu juro, eu juro que nem 90% do que acontece comigo vem pra cá. Todas as transformações que chegaram a mim nas últimas semanas só me fazem querer compartilhar com o máximo de pessoas que eu puder alcançar, a importância que tem você tomar as rédeas da sua vida. Escrevo o que aconteceu mas tento não falar sobre o significado que elas tiveram diretamente pra mim. Quero que, caso elas também toquem você, então que te signifiquem alguma coisa, que possam te ajudar também. E sempre, sempre que eu reproduzo o que alguém me disse, ou me ensinou, seja por meio de uma conversa, de uma palestra, de uma consulta ou de algum livro, eu digo o nome desse alguém, pra não parecer que veio de mim. Afinal essas pessoas estudaram uma vida inteira e eu só tento aqui dividir com quem também quer se encontrar, o quanto tudo isso tem valor. O texto esta um pouco confuso, o blog anda muito introspectivo mas como ele faz parte de mim e eu estou vivendo esse meu momento, inevitável que tudo seja refletido no que eu escrevo. Eu tenho vários posts armazenados no Rascunho sobre filho, sobre culinária, decoração, dicas de livros e CD`s mas não consigo publicar eles agora. Porque eu preciso transbordar com vocês.

Não entendam todos esses meus textos como uma vitrine da minha fragilidade mas como os meios que eu venho encontrando pra me tornar alguém mais forte e consequentemente mais feliz, na sua forma mais pura e verdadeira.

Talvez o texto fique longo mas eu não me importo. Não preciso escrever algo “comercial” como uma música que se encaixe no tempo que as rádios dispõem a elas. Quero escrever coisas que façam sentido, com começo, meio e fim.

Tudo começou quando eu nasci…hahaha. Brincadeira. Tudo começou com a ideia que a minha mãe teve de eu voltar a frequentar uma psicóloga. Afinal eu andava muito ansiosa, esse é o ano do meu casamento, ano em que eu venho pensando no que fazer profissionalmente. No começo relutei mas marquei uma consulta com uma psicóloga indicada e fui achando que ela só me confirmaria que não havia nada errado na minha vida. Já no primeiro dia, enxergamos a raiz de tudo que andava incoerente dentro de mim. Não chamo de problemas, prefiro chamar de falta de sincronia, com o que eu realmente desejava e do que eu realmente vinha fazendo pra alcançar isso. Como a minha psicóloga estava grávida, só poderia me atender dois meses (sendo que minha última consulta foi essa semana). Nesse tempo ela me deu aquele livro da Co-dependência pra ler (alguns capítulos por semana) e já ali algumas fichas começaram a cair e algumas coisas já entraram na fila do “preciso mudar”. Porém, pra não me deixar perdida nesse tempo em que ela vai ficar sem atender, ela combinou com uma amiga dela, que trabalha de uma forma um pouco diferente mas em quem ela confia muito, de ela então fazer um grupo com algumas pacientes e dar um suporte pra gente. Afinal não era justo ela botar a colher na panela, dar uma mexidas e depois deixar cozinhando tudo o que foi absorvido, sem finalizar o prato. Metáfora barata mas que faz sentido.

Então ontem, nos encontramos, eu e mais algumas pacientes, com a nossa (queridíssima e fofa) psicóloga e sua colega de profissão, que nos explicou como funciona o seu trabalho.

Vocês já devem ter ouvido falar no livro “As mulheres que correm com os lobos”, não? Então, vou explicar bem por cima o que é esse livro. Ele é uma tese de uma psicóloga, que levou 20 anos pra ser concluída, aonde ela elenca alguns contos cheios de significa. Inclusive, ele não deve ser lido como livro de cabeceira. Ele é um livro pra ser trabalhado desse jeito, em um grupo, acompanhado de uma profissional, que a cada semana lê um conto e durante um mês trabalha ele com as suas pacientes. Então não são consultas semanais como de costume. No seu grupo se discutem questões ligadas com o tema do momento aonde você vai assimilando o significado do texto a sua vida.

Mas o porquê desse título do livro? Vou explicar bem leigamente. Segundo a escritora, a loba, animal mesmo, tem características que equilibram muito a sua vida. Ela sabe as tarefas que lhe cabem, as tarefas que cabem ao lobo, o momento de abandonar os seus filhotes. Hoje em dia, nós mulheres modernas estamos muito perdidas com todas as funções que cabem a nós. Como mesmo diz na contracapa do livro, que eu li só hoje, fomos domesticadas e precisamos resgatar esse nosso lado selvagem. Precisamos saber quais tarefas realmente nos pertencem e saber entender o que cabe aos outros. O momento de nos apegarmos a algo e o momento de nos libertamos dele. E as 19 lendas e histórias do livro resultam nessa nosso encontro. Vou transcrever um pedacinho do final do texto da contracapa pra ficar mais fácil de entender: (…) mas a compreensão da natureza dessa mulher selvagem, com todas as características de uma loba, é uma prática pra ser exercida ao longo de toda a vida.

Então, essa psicóloga que vai trabalhar com a gente a partir de agora (que por algum motivo que eu não sei, prefiro não dizer ainda quem é) através da “contação”, porque segundo ela quando nós escutamos alguma coisa, essa mensagem vai pra um caminho diferente de quando a mesma mensagem é lida por nós. Ontem ela nos contou uma história pra uma melhor compreensão dessa forma de terapia. Não sei quem escreveu essa história mas vou contar porque ela é muito interessante e válida. E vou contar do jeito que eu escutei.

“Há muitos anos atrás em algum lugar existia um reino, aonde residia um Sultão em seu lindo e maravilhoso castelo. Certa noite, enquanto todas as Virtudes dormiam, a Verdade acordou de repente com a vontade de conhecer o tal castelo. Na mesma hora ela se levantou e do jeito que estava, descabelada e de pijamas, foi até lá. Chegando no castelo, ela bateu na porta e disse aos soldados:

– Eu vim aqui porque eu queria muito conhecer o castelo do Sultão.

Um soldado então perguntou:

– Mas quem eu devo anunciar?

– Diga que quem esta aqui é a Verdade.

Os soldados sem entender nada, pediram que ela esperasse e foram falar com o Gran Visir. Disseram que havia uma mulher lá embaixo que queria muito conhecer o castelo do Sultão. O Gran Visir cheio de coisas pra fazer, perguntou qual era o nome desse mulher. E quando os soldados disseram que era a Verdade, ele se irritou:

– Como assim a Verdade esta querendo entrar aqui? Não, não e não. Mandem ela já embora.

Os soldados então o obedeceram e fecharam a porta na cara dela.

Enquanto a Verdade voltava pra casa, ela pensou que iria sim entrar naquele castelo. Então cheia de raiva, foi até em casa, vestiu sua armadura, pegou sua espada e voltar a bater na porta. Os soldados mais uma vez abriram e ela, muito agressiva anunciou:

– Eu vim aqui porque eu quero conhecer o castelo do Sultão.

Um soldado então perguntou:

– Mas quem eu devo anunciar?

– Diga que quem esta aqui é a Acusação.

Os soldados então mais uma vez subiram e passaram a informação para o Gran Visir, que quando escutou que a Acusação queria entrar no Castelo, mais brabo ainda ordenou que a mandassem embora. Como assim, a Acusação iria perambular dentro do castelo do Sultão.

Mais uma vez a porta foi batida na cara da mulher. Enquanto ela voltava pra casa, ainda querendo entrar naquele castelo, ela teve uma ideia. Foi pra casa, tomou um banho, fez as unhas, maquiou-se, botou sua melhor roupa, perfumou-se e voltou a bater na porta do castelo.

– Bom dia, eu vim aqui, porque eu queria muito conhecer o castelo do Sultão – disse a mulher docemente.

– Mas quem devemos anunciar?

– Diga que quem esta aqui é a Parábola.

Os soldados, estarrecidos com tanta beleza, correram para o Gran Vizir e sorrindo, disseram que havia uma mulher lá embaixo que queria muito conhecer o castelo. Quanto o Gran Vizir perguntou quem era e escutou que era a Parábola, amoleceu.

– Como assim a Parábola? Mandem que entre! Preparem nosso melhor banquete, com a nossa melhor louça que eu quero que ela permaneça aqui por pelo menos 3 dias.

E assim, a Verdade entrou no Castelo e segundo a psicóloga, esta casada com o Sultão até os dias de hoje.”

Mas o que ela quis dizer com essa história? Que todos nós somos Castelos lindos e maravilhosos. E que todos nós temos os nossos soldados e Gran Vizir, que deixam ou não algo entrar dentro de nós. Quando a verdade chega afoita, nua e crua, automaticamente nos fechamos para ela. Quando ela chega armada, pronta pra invadir, cheia de raiva, também não deixamos ela entrar. Mas quando ela vem linda, doce e perfumada, ela entra. E é assim que acontece com os contos. Ouvindo-os eles fazem com que certas verdades que antes, já haviam tentado entrar dentro da gente, finalmente encontrem uma forma de nos acessar.

Legal, né? Depois ela pediu pra cada uma dizer o que mais chamou a atenção no conto. E através das nossas respostas, deu pra ver o modo como cada uma enxerga a sua vida.

E assim eu encerro o longo texto de hoje. Mas eu juro que logo eu volto. Afinal, como eu vou botar a colher na panela de vocês e depois deixar vocês cozinhando sem mexer mais um pouquinho…

Juro que o blog não vai se tornar mais um blog de auto ajuda. Daqui a pouco eu alivio e conto as coisas que o seu João Pedro anda falando. Como ao avistar um monte de gente na rua, depois de um falatório sem fim no corro, exclamar: “Uau, que gente!”. Como quem quer dizer, nossa, quanta gente…hahaha. Ele esta demais!! Difícil de acompanhar até!!

Bom final de semana gente!! Que o meu vai ser intenso, de um profundo mergulho pra dentro de mim.

beijo beijo

Metáfora para o que pensar dos nossos sonhos.

Hoje parada na sinaleira e pensando em várias coisas, cheguei numa frase. Parei o carro e antes que eu a esquecesse, anotei no meu caderninho. E como sempre que eu cito uma frase ou um texto gosto de dar o nome correto de quem o escreveu, vou colocar o meu nome após essa frase eu eu formulei.

“Conforta e anima lembrarmo-nos que toda árvore, até a mais frondosa e centenária Figueira, um dia foi uma mísera e pequena semente.”

Juliana Baron Pinheiro

Confesso que não sei o nome dessa árvore. Mas desde pequeninha é a minha preferida. Fica na Praça do Congresso em Criciúma e sempre que eu saia da minha escola que ficava em frente, brinca que eu era a Pocahontas e ela a minha árvore.

Árvore em Santo Antônio de Lisboa.

Fiquei com dó de terem machucado a árvore, mas não podia deixar de tirar essa foto.

A grama do vizinho…

Como uma legítima canceriana, eu sempre quis casar e ter filhos. Mas às vezes meu ascendente em aquário, signo que aspira liberdade, dava as caras e queria me mandar fazer uma especialização no exterior ou virar uma estudiosa-solteirona (never alone please)-rodeada de livros e gatos.

Como quando eu me formei na faculdade, casar e ter filhos pareciam realidades bem distantes, eu decidi fazer uma especialização em outro país (São Paulo não fica no Brasil, certo?). Um pouco pra sair de casa e me descobrir longe dos olhos cansados que já me conheciam e um pouco buscando me tornar alguém importante, afinal fazer Pós de Direito Tributário na PUC em São Paulo automaticamente já nos faz parecer alguém inteligente, não?

Porém, todavia, entretando, quando vim de férias pra Florianópolis depois de concluído meu primeiro semestre, fiz um filho e precisei mudar aquela minha busca de endereço. De uma outra cidade tive que vir me encontrar no lugar da onde eu saí/fugi. Como vocês já devem saber, fui morar junto com o Marco e agora vamos nos casar em Outubro.

E daí, quem sobreviveu nessa história? O anjinho do meu signo que me fazia ter os sonhos óbvios de todas as mulheres, que vem de todas outras gerações, ou o diabinho do meu ascendente que me fazia querer ser uma mulher culta, cheia de títulos e rodeada de formadores de opinião? None! Acho que os meus dois eu´s tiveram um caso e viraram affairs. Pois ora eu sou a mais matriarca-patrona-portuguesa do mundo, daquelas que espera o marido com casa arrumada e comida feita e se dedica totalmente ao filho, ora eu sou a Juliana-aquariana que escreve aqui pra vocês, deixa o filho com o marido e sai com as amigas, esta pensando em fazer um novo curso aí, quer ler todos os livros do mundo e um dia ainda pensa em viver do que escreve e do que realmente gosta.

E num modo geral eu vivo bem assim. Claro que às vezes rola aquele atrito, uma DR entre o bem e o mal e eu fico que nem em jogo de tênis, sabem como é? Bola prum lado, bola pro outro, cabeça vai prum lado, cabeça vai pro outro. Mas tudo bem, a gente faz uma terapia aqui, lê um livro ali, come chocolate, chora e vai vivendo, sempre procurando sobreviver nesse mundo de arquétipos pra poder enfim descobrir quem realmente somos e o que realmente queremos e não o que as outras pessoas querem de nós! Acredito que o importante é sabermos usar essas inconstâncias como o combustível certo, que nos faz nos movimentar pra frente e não o enganado, que um dia pode fazer a nossa Kombi pifar, no meio do deserto.

E nós quase sempre estamos insatisfeitos. Há alguns anos atrás, quando eu ainda era solteira, e MORRIA  de preguiça de sair de casa pra encontrar o “tal cara da minha vida” (que o anjinho sussurrava que eu precisava pra poder ser feliz), eu fechava os olhos e queria me teletransportar pra uma vida aonde eu já estivesse casada, com filhos e realizada, que nem nas propagandas de Margarina. E quantas vezes hoje, casada e com filho, em momentos de pânico total, dias em que eu durmo pouco, o filho lembra que esta na fase dos “Terríveis Dois Anos”, eu não sei o que eu quero direito, o marido foi surfar, eu fecho os olhos de novo e dava tudo pra voltar no tempo, na época em que eu só precisava pensar em mim, na faculdade, na academia e nada mais, época em que ainda existia um futuro a ser decidido! Não A-D-I-A-N-T-A! A grama do vizinho sempre parece mais verde! Não que eu me conforme com esses meus colapsos de fuga da minha realidade atual, do meu presente. Mas depois de um momento como esse de confusão, e são sempre apenas momentos mesmos, eu paro, penso, reflito e vejo o que eu preciso mudar pra me sentir mais feliz e o mais próximo de me sentir realizada. Afinal, somos as escolhas que fazemos, certo?

Talvez eu ainda tenha essas dúvidas pela passagem repentina que eu tive de um tipo de vida para outra completamente diferente, sem nem ter tempo de dar uma respirada ou uma pirada! Tipo a teoria espírita de quem desencarna de repente e ainda fica perambulando por aí até entender que morreu de verdade. Às vezes eu ainda preciso sentar pra conversar com essa outra Juliana que de uma forma morreu (nós nascemos e morremos todos os dias) e deu vida a quem eu sou hoje!

Só pra complementar o texto. Conversando com a minha psicóloga ontem sobre os tipos de mães que existem, as que trabalham e tem filhos e as que largam tudo pra cuidar dos filhos, eu constatei mais uma vez que ao fazermos escolhas, renunciamos a alguma coisa. E ao escolher, eu digo ao você escolher e não os outros, a única coisa que importa é se você se sente tranquila com a escolha que fez. Eu não me vejo cuidando o dia inteiro do João mas respeito as mães que o fazem.

E com todos esses questionamentos eu vou. Vivendo, tropeçando, caindo, levantando, escrevendo pra transbordar, mudando os meus objetivos e continuando a viver! Afinal o mundo não para pra nos recompormos e ficarmos da maneira utópica que muitas vezes buscamos ser. Ce la vie (treinando meu francês pra lua-de-mel).

Esses dias já deitada pra dormir olhei pra parede na frente da minha cama. Aleatoriamente um dia eu colei essas duas fotos, uma do lado da outra. Que ironia. Em cada uma delas esta uma Juliana. A que tinha acabado de se formar e se via cheia de oportunidades pela frente. E na outra a Juliana que teve que se reprogramar, mudar um pouco as suas escolhas e que amadureceu, a ponto de se livrar das expectativas dos outros e ser quem ela sempre quis ser. Dá pra ver o sorriso sincero em ambas as fotos? Que bom, porque isso é o que realmente importa em meio a todas essas transformações.

Por hoje era só, pessoal.

beijo beijo

p.s. Fernanda Mello, que só podia ser canceriana, muito obrigada pelo seu comentário e pela sua referência nos seus meios de comunicação. Ontem esse blog que vos escreve bateu disparado o recorde de acessos e garanto que só de pessoas do bem, já que te acompanham e por você, chegaram até mim. Os comentários de duas amigas suas aqui foram muito fofos!!! Só frisaram a imagem que eu já fazia da sua pessoa, pessoa, além da que escreve.